O que é e quando ir à Serra do Amolar
A Serra do Amolar é uma formação rochosa atípica no relevo plano pantaneiro: são 80 km de serras distribuídos em uma área de 300 mil hectares entre o Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e a Bolívia, dentro do município de Corumbá. Trata-se de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) gerida pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que atua na preservação local há mais de 20 anos.
O período indicado para fazer o roteiro vai de abril a outubro, época de seca em que a navegação e as caminhadas operam em condições mais estáveis. A duração recomendada de estadia para cobrir as atividades principais é de três dias.
Como chegar e logística
Chegar ao local exige planejamento prévio de transporte fluvial, já que o acesso depende integralmente de navegação:
- Saindo de Corumbá (MS): o percurso de barco pelo Rio Paraguai tem 253 km de extensão e dura entre 4 e 6 horas (média de 5 horas). No último dia de expedição, o retorno padrão de barco para Corumbá parte às 7h30, logo após o café da manhã.
- Saindo de Porto Jofre (MT): a viagem de barco até a serra também leva mais de 4 horas. O trajeto terrestre até o ponto de embarque pode começar com saída de Cuiabá pela manhã, descendo pela Rodovia Transpantaneira.
O que fazer e atrações
O turismo estruturado na reserva foi inaugurado em 2021 com a Amolar Experience, braço turístico do IHP. O roteiro tem nível de dificuldade moderado e concentra atividades de observação e caminhada:
- Trilha Morrinhos: situada na RPPN Engº Eliezer Batista, sobe a 390 metros de altura e permite avistar a porção leste em direção à região do Pantanal do Paiaguás.
- Parque Acurizal: unidade criada pela fundação Ecotropica, inserida no complexo de áreas protegidas da serra.
Quanto custa
Não é um destino econômico. Por ser uma área isolada com logística de combustível e embarcações dedicadas, o custo médio diário fica em pelo menos R$ 1.000,00 por pessoa com tudo incluso. Os pacotes terrestres completos operados para a região custam a partir de R$ 6.900,00.
Onde ficar
As opções de hospedagem na região são bases montadas para atender à operação de conservação e ecoturismo:
- Pousada Amolar: estrutura situada diretamente na área da reserva privada.
- Base de Acorizal: ponto de apoio que recebe viajantes após o deslocamento fluvial pelo Rio Paraguai.
- Pousada Dois Corações: opção de hospedagem na região, com avaliação 5 de 5 no Google Maps.