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Pantanal
LEONARDO MENDES · Pexels License

Mato Grosso / Mato Grosso do Sul, Brasil

Pantanal

Planície inundável entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Pantanal é Patrimônio da Humanidade e reúne passeios de barco, safáris e observação de fauna

Sobre o destino

O Pantanal é a maior planície inundável do planeta e possui o reconhecimento de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, estendendo-se pelo Centro-Oeste brasileiro dividido entre o Pantanal Norte, em Mato Grosso, e o Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul. O destino se diferencia pela sua dinâmica regida rigorosamente pelo ciclo das águas, alternando períodos de cheia e estiagem que moldam a paisagem e sustentam centenas de espécies de aves, peixes, mamíferos e répteis. A experiência é essencialmente voltada ao ecoturismo, à observação de vida silvestre e ao contato com as tradições pantaneiras, atendendo desde famílias e casais em busca de contato com a natureza até fotógrafos e viajantes focados em expedições de observação de fauna.

A logística da viagem depende do setor escolhido e da época do ano. Para conhecer o Pantanal Norte, a porta de entrada é Cuiabá rumo a Poconé e à Rodovia Transpantaneira; já o acesso ao Pantanal Sul ocorre a partir de Campo Grande pela BR-262, tendo como principais bases municípios como Aquidauana, Miranda e Corumbá. Os visitantes costumam planejar estadias de 3 a 7 dias, distribuindo o tempo em pousadas rurais, fazendas e barcos-hotéis. Como os deslocamentos internos utilizam estradas de terra que sofrem com as águas e requerem veículos 4x4 ou transfers específicos, o ritmo da viagem é ditado pelos horários da natureza, concentrando safáris terrestres, cavalgadas e passeios de barco no início da manhã e no fim da tarde.

Os pontos mais procurados mostram a variedade de ecossistemas da planície. No norte, o percurso fluvial pelo Rio Cuiabá alcança o Parque Estadual Encontro das Águas, área de referência para a observação de onças-pintadas em vida livre na estação seca. Já no sul, os cursos do Rio Aquidauana, do Rio Miranda e do Rio Negro concentram passeios em fazendas e reservas como o Parque Estadual do Rio Negro, onde lagoas e ninhais reúnem grandes concentrações de jacarés e aves. Mais a oeste, pelo leito do Rio Paraguai a partir de Corumbá, o viajante tem acesso à navegação em direção à remota Serra do Amolar e às visitas guiadas na estrutura histórica de 250 anos do Forte Coimbra, compondo um roteiro que se adapta conforme a vazante e a cheia dos rios.

Época de chuva
Janeiro e Fevereiro
Geografia
Maior planície aluvial
Prato de carne de sol servido no Bruno Lima Gastronomia em Gravatá
MTur Destinos · Public domain

Onde comer em Pantanal

Moldada pela rotina do campo, a culinária local reúne pratos como arroz carreteiro, macarrão de comitiva e carne seca. O cardápio inclui peixes dos rios da região, como pacu e pintado, além de itens de influência paraguaia, como a sopa paraguaia e o tereré.

Quarto de hotel decorado com cama de casal arrumada para hóspedes
ManuelaJaeger · Pixabay Content License

Onde ficar em Pantanal

A escolha de hospedagem no Pantanal começa pela divisão entre o Norte, no Mato Grosso, e o Sul, no Mato Grosso do Sul. As opções variam de pousadas ao longo da Transpantaneira a hotéis-fazenda em Miranda e Aquidauana, além de barco-hotéis e bases nas cidades.

Paisagem natural do Pantanal em Mato Grosso, Brasil
Filipefrazao · CC BY-SA 3.0

Melhor época para ir a Pantanal

Entre maio e outubro, as águas baixam e as estradas de terra ficam transitáveis. De julho a outubro, a seca concentra a fauna perto dos rios e favorece a visibilidade. Já em janeiro e fevereiro, as cheias cobrem os campos e dificultam deslocamentos por terra.

Melhor época
Maio a Outubro
Clima
Chuvosa, úmida, intermediária e seca
Temperatura média
27°C
Época de chuva
Janeiro e Fevereiro
Época seca
Julho a Outubro
Paisagem natural do Pantanal no centro-sul da América do Sul
Alicia Yo · CC BY-SA 3.0

Roteiros em Pantanal

Um roteiro de 3 dias em Aquidauana oferece de 60% a 70% de chance de avistar a onça-pintada, probabilidade que supera 90% em viagens de 7 dias. Entre maio e setembro, o período de seca concentra os animais nas margens e lagoas, ampliando a visibilidade da fauna.

Quantos dias
3 dias
Aeroporto
Campo Grande
Distância
207 km
Época seca
Maio a Setembro
Quantos dias
3 dias
Paisagem natural da região do Pantanal, em Mato Grosso, Brasil
Filipefrazao · CC BY-SA 3.0

Quanto custa viajar para Pantanal

Uma viagem de 5 dias ao Pantanal custa entre R$ 1.800 e R$ 12.000 por pessoa, variando pelo tipo de hospedagem e transporte. Reservar com 6 a 12 meses de antecedência reduz os gastos com deslocamento em até 30%, enquanto pacotes intermediários partem de R$ 3.300.

Como circular
R$ 450,00 - R$ 900,00
Passeio
R$ 500,00 - R$ 1.500,00
Passeio
R$ 8.500,00
Passeio
R$ 9.950,00
Passeio
R$ 12.809,00 - R$ 21.000,00

O que saber antes de ir para Pantanal

A viagem exige escolher entre as bases no Norte, via Cuiabá, ou no Sul, por Campo Grande. O período de estiagem entre maio e setembro facilita o trânsito por estradas de terra, enquanto os meses de chuva podem alagar trechos e exigir veículos com tração 4x4.

Curiosidades

A maior planície alagada e a divisão territorial

Entender a dinâmica do território ajuda a planejar qualquer deslocamento antes de fechar a viagem:

  • Dimensão internacional: a área total fica entre 210 mil km² e 250 mil km², abrangendo cerca de 2% do território brasileiro nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de avançar pela Bolívia e pelo Paraguai. A porção em solo brasileiro soma 120 mil km².
  • Ciclo das águas: durante a estação chuvosa, até 80% de toda a extensão pantaneira fica submersa, transformando a paisagem na maior planície alagada do mundo.
  • Organização geográfica: a área é subdividida em 11 microrregiões distintas, o que significa que o relevo, a vegetação e o acesso mudam consideravelmente de um ponto para outro.
  • Área de proteção integral: o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, criado em 1981, protege 135 mil hectares desse ecossistema.

Biodiversidade e preservação

Reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco desde o ano 2000, o bioma é considerado por órgãos governamentais o mais preservado do Brasil. A concentração de vida se reflete em números expressivos:

  • Mais de 3,5 mil espécies de plantas terrestres e aquáticas.
  • Mais de 6 mil tipos de aves catalogados.
  • Em torno de 400 espécies de peixes nos rios da bacia.
  • O Dia do Pantanal é celebrado em 12 de novembro, data instituída em memória do ambientalista Francisco Anselmo de Barros.

Tradição pantaneira e deslocamento

A ocupação humana moldou costumes próprios ao longo do tempo. A criação de gado existe na região há mais de 200 anos, fazendo com que o homem pantaneiro desenvolvesse práticas específicas para lidar com o ambiente, incluindo a lida do gado, o manejo da canoagem, a pesca e a caça.

Nas comitivas de gado, a moda de viola se consolidou como um dos estilos musicais mais ouvidos e tocados. O uso do berrante permanece ativo no cotidiano tropeiro, além de marcar presença nas festas e manifestações culturais.

Para o transporte fluvial pelos rios da bacia, a chalana é considerada o meio de transporte oficial da região. Em cidades de apoio como Corumbá, com hospedagens às margens dos cursos d'água — caso do Candeias Gold Fish, situado em frente ao Rio Paraguai —, o trânsito de embarcações faz parte da rotina local.

Pratos típicos e causos do folclore

A culinária e as histórias orais mostram muito da relação dos moradores com o rio e com o campo.

  • Farofa de Banana-da-Terra: acompanhamento clássico das refeições locais.
  • Sopa de Piranha: caldo forte tradicional, feito a partir do peixe comum nos rios da planície.
  • Mojica: prato à base de peixe cozido com mandioca.
  • Moqueca de Pintado: aproveita uma das espécies de peixe de couro mais abundantes do bioma.
  • Carnes e doces: além dos pescados, o cardápio habitual reúne preparos com carne bovina ou de carneiro, além de doces regionais.

Nas rodas de contação de causos e nas festas ao som de moda de viola e danças típicas, o folclore local mantém vivas lendas como a da mulher que vira onça, a do pai do mato e a criatura aquática gigante conhecida como Minhocão.

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