O Rio Miranda é a principal referência de acesso ao Pantanal Sul no estado de Mato Grosso do Sul. Ele corta os biomas Cerrado e Pantanal e compõe uma bacia hidrográfica de 47.000 km² que abrange 23 municípios e mais de 1,1 milhão de habitantes. Na prática, a região atende a dois perfis muito claros de viajantes: quem procura pesca esportiva e quem quer ver a fauna pantaneira com uma logística muito mais simples do que a do Pantanal profundo.
O que fazer no Rio Miranda e região
A maior parte das atividades se divide entre a água e as fazendas estruturadas do município de Miranda:
- Pesca esportiva: Miranda é um polo tradicional de pesca no Pantanal. Para quem navega de forma independente, o aluguel diário de um barco simples custa R$ 100,00. Quem precisa de estrutura completa encontra o aluguel diário de barco com motor e guia de pesca por R$ 400,00.
- Fazenda San Francisco: fica a cerca de 36 km do centro de Miranda. A fazenda concentra passeios clássicos de ecoturismo pantaneiro, como safári fotográfico, focagem noturna de animais, passeio de chalana no Corixo São Domingos, observação de aves, cavalgada e caminhadas em trilhas.
- Passeio de trem: há opção de viagem ferroviária de passageiros até a cidade de Miranda.
- Balneários da região: quem combina a viagem com Bonito pode incluir balneários estruturados nas redondezas, como o Balneário Praia da Figueira (R$ 150,00 a entrada) e o Balneário do Sol (R$ 150,00 a entrada).
Quanto custa e onde ficar
Ficar na base do Rio Miranda sai consideravelmente mais barato do que se hospedar em pousadas isoladas no meio da planície alagável, onde o acesso depende de barcos longos ou aviões monomotores.
- Hotel Querência: opção urbana com diárias a partir de R$ 200 por noite.
- Pantanal Ranch Meia Lua: alternativa com perfil de fazenda pantaneira, também com diárias a partir de R$ 200 por noite.
- Pousadas em Águas do Miranda: distrito ribeirinho voltado à pesca, com acomodações estruturadas em suítes com ar-condicionado, TV e geladeira.
Para quem prefere pacotes fechados de pesca saindo de outras regiões (como saídas rodoviárias de Uberlândia/MG para o Pantanal e Bonito no feriado de Tiradentes, de sexta às 14h a quarta às 14h), o custo gira em torno de R$ 1.695,00 à vista por pessoa com hospedagem em Águas do Miranda.
Clima e melhor época para visitar
A dinâmica das águas define totalmente o cenário do Rio Miranda ao longo do ano:
- Seca (julho a outubro): período em que os rios baixam, as praias de água doce aparecem e os animais se concentram nas margens e lagoas remanescentes, facilitando a observação de fauna terrestre e aves.
- Cheia (janeiro e fevereiro): meses mais chuvosos no Pantanal. A navegação ganha amplitude pelos corixos e campos alagados, mas o deslocamento por terra fica mais restrito.
- Transição (abril): época de vazante gradual das águas. A temperatura média ideal para as atividades no rio fica entre 23 e 28°C.
Como chegar
A principal porta de entrada aérea para quem vai ao Pantanal Sul é o Aeroporto Internacional de Campo Grande. A partir da capital, o acesso até o Rio Miranda e a cidade de Miranda é direto e asfaltado:
- De carro: são 200 km a 205 km partindo de Campo Grande pela rodovia BR-262 (sentido Miranda e Corumbá), em um trajeto de cerca de 2h30.
- Conexão com Bonito: Miranda fica a cerca de 140 km de Bonito, o que viabiliza combinar os dois destinos na mesma rota.
- Outras distâncias de referência: partindo de Campo Grande, Aquidauana fica a 140 km, Passo do Lontra a 320 km e Corumbá a 430 km (cerca de 6 horas de viagem em linha regular de ônibus).