Pular para o conteúdo

O que saber antes de ir para Pantanal

O que saber antes de ir para Pantanal

A viagem exige escolher entre as bases no Norte, via Cuiabá, ou no Sul, por Campo Grande. O período de estiagem entre maio e setembro facilita o trânsito por estradas de terra, enquanto os meses de chuva podem alagar trechos e exigir veículos com tração 4x4.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura

O capítulo

Reunimos aqui o essencial para planejar sua viagem a Pantanal: transporte e clima. Confira cada tema abaixo para se organizar antes de ir.

Portas de entrada: Norte ou Sul

A logística para circular pelo Pantanal depende diretamente da porção que você pretende visitar, já que as bases de apoio ficam em estados diferentes e a centenas de quilômetros de distância entre si:

  • Pantanal Norte: a porta de entrada é o Aeroporto Internacional de Cuiabá (CGB), que recebe voos frequentes das principais companhias aéreas brasileiras. Dali, o deslocamento terrestre segue por 115 km de rodovia asfaltada até Poconé, trajeto que dura cerca de 2 horas. A partir de Poconé, começa a Rodovia Transpantaneira, uma estrada de terra com 147 km de extensão que vai até Porto Jofre.
  • Pantanal Sul: o acesso aéreo principal é pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR). Outra alternativa viável pela proximidade geográfica é o Aeroporto de Bonito (BYO). A partir de Campo Grande, a BR-262 é a principal rodovia de conexão: são de 2 a 3 horas de viagem até Aquidauana, cerca de 3 a 4 horas até Miranda e entre 4 a 6 horas para alcançar Corumbá.

Para quem pretende encarar o percurso rodoviário desde o Sudeste, as distâncias são longas. Sair de São Paulo até o Pantanal Sul soma 983 km, enquanto até a porção Norte são 1.531 km. A partir do Rio de Janeiro, o percurso totaliza 1.421 km até o Sul e 2.000 km até o Norte.

Carro alugado, transfers e transporte compartilhado

Alugar um carro logo no desembarque em Cuiabá é uma recomendação prática para manter autonomia entre as regiões e cidades pantaneiras. No entanto, é fundamental planejar como você vai se mover após chegar às bases:

  • Carro alugado: garante independência nas rodovias e estradas de terra batida durante a seca. Fique atento a uma regra contratual das locadoras: não é permitido sair do território nacional com o veículo alugado, ponto importante caso cogite esticar a viagem pela fronteira com a Bolívia via Corumbá.
  • Transfers das pousadas: muitas fazendas e pousadas locais realizam o transporte dos hóspedes a partir das cidades-base. Dependendo da localização da hospedagem em relação a Cuiabá, o transfer terrestre leva entre 4 e 6 horas.
  • Transporte compartilhado: funciona bem para quem faz passeios de Day Use saindo de Bonito, com embarque e desembarque direto nas hospedagens dentro do perímetro urbano da cidade. Por outro lado, essa modalidade não atende quem planeja pernoitar no Pantanal, já que não há opções de transporte compartilhado para a viagem de volta após a estadia.
  • Aplicativos de mobilidade: esqueça a ideia de chamar corridas sob demanda. Não há disponibilidade de serviço de Uber nas regiões de Miranda e Bonito.
  • Transporte fluvial: o acesso por barco é utilizado em trechos específicos, permitindo navegar pelo Rio Cuiabá rumo a Barão de Melgaço ou pelo Rio Paraguai a partir de Cáceres.

Impacto das chuvas nas estradas

O período de estiagem vai de maio a setembro e concentra as condições mais previsíveis para dirigir na terra. Já nos meses de chuva, o cenário muda radicalmente: vários trechos de estradas ficam alagados e exigem tração em veículos 4x4. Para alcançar lodges e fazendas em áreas mais isoladas durante o período chuvoso, o acesso terrestre pode ficar inviável, demandando táxi aéreo em aeronaves de pequeno porte.

Para uma primeira viagem à região, planejar uma estadia de três a cinco dias é o suficiente para absorver a rotina local sem perder tempo excessivo apenas nos deslocamentos. O custo médio da diária de hospedagem fica em torno de R$ 900,00 por pessoa, valor que costuma englobar a estrutura das fazendas pantaneiras.

A melhor época para ir

A melhor janela para viajar vai de maio a outubro, abrangendo as estações intermediária e seca. O clima se mantém quente ao longo de todo o ano, com temperatura média anual de 27 °C (com variações normais de 20 °C a 29 °C e médias gerais que podem oscilar entre 25 °C e 32 °C).

Mais do que a temperatura, o que define a experiência é o ciclo hidrológico, dividido em cheia, vazante, seca e pré-cheia. O volume anual de chuvas soma cerca de 1.300 mm, concentrado nos meses de verão.

As fases do ciclo das águas

  • Estação seca (julho a outubro): as temperaturas médias ficam entre 20 °C e 26 °C. Com o recuo das águas e lagoas menores, a visualização da fauna tende a ser mais direta.
  • Estação de vazante ou intermediária (abril a junho): fase de transição após o fim das chuvas fortes, com médias térmicas entre 22 °C e 27 °C.
  • Estação cheia ou úmida (dezembro a março): período de chuva concentrada e campos alagados, registrando temperaturas médias de 24 °C a 29 °C.
  • Início das chuvas (novembro e dezembro): início do período chuvoso, com termômetros marcando médias entre 23 °C e 28 °C.

Preparação e itens essenciais

  • Vestuário: use roupa leve de manga longa para amenizar a exposição ao sol e aos mosquitos.
  • Proteção: leve repelente eficiente e viaje com a carteira de vacinação em dia.
  • Eletricidade: a voltagem padrão na região é de 127V.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Pantanal tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.