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Parque Estadual do do Rio Negro Pantanal

Parque Estadual do do Rio Negro Pantanal

Localizada na Nhecolândia entre Aquidauana e Corumbá, a reserva protege onças-pintadas, jacarés e ninhais de aves no brejo do Rio Negro. De julho a outubro, o período de seca facilita o trânsito por terra e a concentração de animais ao redor das lagoas restantes.

Paisagem natural no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro
Cinthiapicelli · CC BY-SA 4.0

Sobre Parque Estadual do do Rio Negro Pantanal

O que é o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro

Criado em 5 de junho de 2000, o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro é a maior unidade de conservação de proteção integral de Mato Grosso do Sul, somando cerca de 78.300 hectares (ou 76.851 hectares na demarcação oficial) e integrando a Reserva da Biosfera do Pantanal. A reserva fica entre os municípios de Aquidauana e Corumbá, encravada na sub-região da Nhecolândia.

A função primária da área é resguardar o brejo do Rio Negro, cuja bacia hidrográfica drena cerca de 34.948 km² ao longo de 527 km de extensão — abrangendo também municípios como Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.

Em termos de vida selvagem, a proteção integral garante um refúgio para populações de:

  • Onças-pintadas e outros predadores de grande porte;
  • Jacarés distribuídos pelas lagoas e vazantes;
  • Grandes ninhais de aves pantaneiras;
  • Berçários naturais para a reprodução de peixes grandes, principalmente dourados e pintados.

Melhor época para visitar

A dinâmica das águas define o que você vai encontrar na região da Nhecolândia:

  • Abril a junho: considerado o melhor período para visitação. As chuvas diminuem, as águas começam a baixar e a movimentação de fauna se intensifica.
  • Julho a outubro: marca o período de seca no Pantanal, facilitando o trânsito por terra e a concentração de animais ao redor das lagoas e cursos d'água restantes.
  • Janeiro e fevereiro: meses mais chuvosos, quando os brejos enchem e os deslocamentos terrestres ficam limitados.

Como chegar e logística

A principal porta de entrada aérea para o estado é o aeroporto de Campo Grande. A partir da capital sul-mato-grossense, o acesso rodoviário até a região de Corumbá segue pela BR-262:

  • De Campo Grande a Corumbá, são cerca de 430 quilômetros (trajeto feito em aproximadamente 6 horas de ônibus);
  • Para quem viaja de carro a partir de São Paulo, a distância rodoviária até Campo Grande é de cerca de 1.000 quilômetros, tomando em média 10 horas de estrada antes de seguir rumo às bases no Pantanal.

Outros lugares em Pantanal

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Rio Aquidauana

    Nascido na Serra de Maracaju, o Rio Aquidauana corta o município de mesmo nome e funciona como porta de entrada para o Pantanal. Suas águas mansas formam praias de água doce a cerca de duas horas de carro de Campo Grande pela rodovia BR-262.

  • 02

    Forte Coimbra

    Localizado em Corumbá, o Forte de Coimbra tem entrada gratuita e visitas guiadas por sua estrutura histórica de 250 anos. O acesso ao complexo militar exige trajeto de lancha a partir de Porto Morrinho ou três horas por estrada de terra com trechos alagados.

  • 03

    Rio Negro

    Afluente do Rio Paraguai no Mato Grosso do Sul, o Rio Negro banha áreas preservadas entre Aquidauana e Corumbá. O destino reúne passeios de barco por lagoas, safáris fotográficos e pesca esportiva, exigindo veículo 4x4 nas estradas de terra.

  • 04

    Rio Miranda

    O Rio Miranda serve como referência de acesso ao Pantanal Sul a cerca de 200 km de Campo Grande por via asfaltada. A região concentra opções de pesca esportiva e passeios de ecoturismo em fazendas, com safáris, trilhas e observação de fauna pantaneira.

  • 05

    Rio Cuiaba

    Com acesso a 120 km de Cuiabá pela MT-040 e Transpantaneira, o Rio Cuiabá é um dos principais eixos fluviais do Pantanal Norte. A estação seca entre abril e outubro traz águas baixas com temperaturas de 24 a 29°C, favoráveis à pesca esportiva e safáris.

  • 06

    Rio Paraguai

    Com embarques concentrados em Corumbá, o Rio Paraguai dita o regime de cheias do Pantanal e tem navegação calma. As opções de trajeto pelo leito incluem desde cruzeiros fluviais de cinco a sete dias até viagens em barcos de carga rumo à Serra do Amolar.

  • 07

    Serra do Amolar

    Formação rochosa de 80 km em Corumbá, a Serra do Amolar tem acesso fluvial pelo Rio Paraguai. O período indicado para visitas vai de abril a outubro, durante a época de seca. A reserva reúne trilhas e áreas de preservação geridas pelo Instituto Homem Pantaneiro.

  • 08

    Parque Estadual Encontro das Aguas

    Localizado no Pantanal de Mato Grosso, o parque abrange quase 109 mil hectares voltados à observação de onças-pintadas em vida livre. Os passeios de barco partem da região de Porto Jofre, com a estiagem de julho a outubro facilitando a visualização da fauna.

  • 09

    Parque Nacional do Matogrossense Pantanal

    Com acesso restrito e foco em preservação ambiental, a unidade exige autorizações excepcionais para visita. O trajeto até a sede combina o percurso pela Rodovia Transpantaneira até Porto Jofre com cerca de quatro horas de navegação pelo Rio Cuiabá.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época do ano para planejar a visita?

O período mais indicado para visitar o Pantanal vai de abril a junho, quando as chuvas diminuem. Para quem busca a época de seca, os meses de julho a outubro são os mais adequados, enquanto janeiro e fevereiro concentram as maiores precipitações.

Quais animais podem ser observados na região do parque?

A área abriga populações saudáveis de onças e jacarés, além de concentrar ninhais de aves. O brejo do Rio Negro também funciona como um berçário fundamental para a reprodução de grandes peixes, como dourados e pintados.

Qual é a principal rota para chegar à região a partir de Campo Grande?

A capital sul-mato-grossense concentra o aeroporto principal do estado com maior fluxo de voos. De lá até Corumbá, o acesso rodoviário é feito pela BR-262 em um percurso de cerca de 430 quilômetros, que leva aproximadamente 6 horas de ônibus.

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