O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, situado no nordeste do estado do Maranhão, a 250 quilômetros de São Luís, é uma unidade de conservação de 1.550 quilômetros quadrados criada em 1981. A região destaca-se no cenário do ecoturismo nacional por combinar campos de dunas de areia branca com milhares de lagoas formadas pelo acúmulo de águas das chuvas. Esse ecossistema dinâmico oferece uma experiência focada na natureza, em banhos de água doce e em expedições ao ar livre, atendendo desde casais e famílias até praticantes de caminhadas e esportes aquáticos. Como o nível das águas depende do volume pluviométrico, a paisagem se transforma ao longo dos meses: o período chuvoso vai de janeiro a maio, enquanto os meses de junho a setembro marcam a época ideal para banho com lagoas cheias.
A viagem para os Lençóis Maranhenses costuma durar de 5 a 7 dias, permitindo distribuir o itinerário entre as principais cidades e vilas que servem como base. O ponto de partida mais frequente é o Aeroporto de São Luís, seguido por um transfer terrestre de aproximadamente 4 horas até Barreirinhas, cidade com a infraestrutura urbana mais desenvolvida da região. A navegação interna pelo parque exige o acompanhamento obrigatório de guia autorizado e veículos 4x4 credenciados, já que o vento constante altera a geografia da areia. O fluxo de visitantes é compartilhado entre três pontos estratégicos: Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão — que oferece proximidade rápida com as dunas — e o vilarejo costeiro de Atins, situado na foz do Rio Preguiças e conhecido pelas ruas de areia e ventos constantes para o kitesurf.
Os dias de exploração integram deslocamentos por terra e água para conhecer os destaques do parque. A partir de Barreirinhas, é tradicional realizar o Circuito da Lagoa Azul em veículos 4x4, além do passeio de barco pelo Rio Preguiças com paradas no Farol de Mandacaru e na Praia de Caburé. Em Santo Amaro, o visitante acessa a vasta Lagoa de Betânia e pode fazer a caminhada de 6 quilômetros pelas dunas até a Lagoa das Emendadas. Para quem viaja no período de estiagem, a Lagoa da Esperança surge como alternativa perene para banho. A jornada frequentemente termina no povoado de Atins, onde o viajante desfruta da culinária local à base de frutos do mar.