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O que saber antes de ir para Lençóis Maranhenses

O que saber antes de ir para Lençóis Maranhenses

O acesso principal à região é feito a partir de São Luís até bases como Barreirinhas e Santo Amaro. A entrada no Parque Nacional exige veículos autorizados e guias credenciados. O período de junho a agosto concentra a alta temporada no destino.

  • Revisado editorialmente
  • 8 min de leitura

O capítulo

Reunimos aqui o essencial para planejar sua viagem a Lençóis Maranhenses: transporte e clima. Confira cada tema abaixo para se organizar antes de ir.

Como chegar aos Lençóis Maranhenses

Para acessar a região, a principal via de entrada aérea é o Aeroporto Internacional de São Luís (SLZ). Ele fica situado a uma distância entre 250 km e 260 km das principais bases de apoio do parque.

As principais portas de entrada e acessos são:

  • Barreirinhas: Localizada a cerca de 258 km a 260 km de São Luís. É a base mais conhecida e a única que possui transporte público coletivo direto a partir da capital.
  • Santo Amaro do Maranhão: Situada a 238 km a 240 km de São Luís. O acesso rodoviário é feito pelas rodovias BR-135 e BR-402.
  • Outros acessos: As rotas de entrada na região também cobrem os municípios de Paulino Neves, Primeira Cruz e Humberto de Campos.

A estrutura conta ainda com o Aeroporto de Barreirinhas (BRB), voltado para voos particulares e voos regulares operados pela Azul com o modelo Cessna (o único modelo de avião de voo regular que pousa na pista). A rota aérea liga Barreirinhas a São Luís em um tempo de voo de 55 minutos, além de receber voos vindos de Parnaíba (PI). Do aeroporto ao centro de Barreirinhas, o deslocamento de táxi dura menos de 10 minutos. O local não possui agência para carro alugado.

Deslocamento de São Luís até as bases: transfer, ônibus e carro

O trajeto terrestre de São Luís até a região dos Lençóis dura quase 4 horas de estrada. As alternativas de transporte para este percurso incluem:

  • Transfer: Opção prática com preço médio de R$ 100 por trecho (R$ 200 ida e volta). O tempo de viagem via transfer privado é de aproximadamente 3 horas, enquanto o transfer compartilhado/padrão leva cerca de 4 horas.
  • Ônibus: A viagem de ônibus de linha de São Luís para Barreirinhas dura entre 4 e 5 horas. Para quem vem de fora do estado, há opção de ônibus direto partindo de Fortaleza e de Teresina para Barreirinhas.
  • Carro alugado: Permite chegar por asfalto comum até Barreirinhas (4 horas de trajeto) ou Santo Amaro (3 horas e 20 minutos). A vantagem do carro é permitir explorar a região de forma abrangente entre os municípios, mas o veículo próprio não serve para os passeios dentro da área de preservação.

Regras de circulação e acesso ao Parque Nacional

A logística interna possui regras rígidas de acesso impostas pelo órgão ambiental:

  • Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses: Não é permitida a entrada de veículos particulares. A circulação é restrita a veículos credenciados pelo ICMBio, como caminhonetes 4x4 e quadriciclos de agências e operadores autorizados. A contratação de guia credenciado é obrigatória.
  • Atins: O povoado permanece inacessível a carros de visitantes. Apenas transporte credenciado circula no local.
  • Taxa turística: Para ter acesso ao parque a partir de Santo Amaro do Maranhão, é cobrada uma taxa de R$ 10 por visitante.
  • Sobrevoo: Partindo de Barreirinhas, o passeio de sobrevoo de monomotor sobre as dunas e lagoas custa entre R$ 500 e R$ 600.

A melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses

Se a ideia é planejar a viagem com segurança, o período de junho a agosto é a melhor época para visitar os Lençóis Maranhenses. A alta temporada ocorre nesses meses de junho, julho e agosto, registrando seu auge durante as férias de julho.

O clima é tropical e apresenta pouca variação de temperatura ao longo de todo o ano. Durante a estação seca, que ocorre de julho a dezembro, a temperatura média varia entre 31°C e 33°C. Já o período chuvoso costuma acontecer de janeiro a maio, com temperatura média durante a estação chuvosa ficando entre 30°C e 32°C. A exceção do início do ano é a temperatura média no mês de janeiro, registrada em 27ºC.

Avaliação dos meses e ventos

  • Melhores meses (junho, julho e agosto): época ideal para planejar a ida. Em agosto, o início dos ventos fortes marca o começo da temporada de kitesurf em Atins e Caburé.
  • Piores meses (novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março e abril): período em que as condições são menos propícias para a viagem.

Recomendações de bagagem pelo clima

As condições do tempo exigem itens específicos na mala dependendo do mês escolhido:

  • Viagem em fevereiro: recomenda-se levar capa de chuva e mochila à prova d'água devido ao período de chuvas.
  • Viagem em abril: recomenda-se levar um casaco leve, pois as noites podem ser frescas.

Entrada no parque e risco de desorientação

A resposta direta sobre se o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é seguro depende de como você faz o passeio. O maior risco na região é a desorientação. Caminhar sozinho pelas dunas oferece alto risco de se perder, pois o vento constante apaga as pegadas rapidamente e altera a paisagem o tempo todo. Por conta desse movimento constante da areia, a navegação por GPS não é confiável no campo de dunas.

É proibida por lei a entrada e circulação no parque sem um guia autorizado e sem um veículo credenciado. A regra visa a preservação ambiental, a prevenção contra visitantes perdidos e a redução de acidentes graves. As travessias terrestres até as lagoas exigem veículo 4x4 todo-o-terreno conduzido por motoristas experientes, treinados para navegar em trilhas de difícil visibilidade, atravessar rios e alagados e lidar com atolamentos.

A circulação de quadriciclos, motos e buggys é proibida no parque nacional, sendo uma exceção válida apenas para moradores locais. A visita exige obrigatoriamente o acompanhamento de agência legalizada.

Riscos físicos: mergulhos, "facões" e clima

Além da navegação, o terreno e o calor exigem atenções específicas durante os passeios:

  • Mergulhos nas lagoas: Mergulhar de cabeça é perigoso devido à grande variação de profundidade entre diferentes pontos. É necessário checar a profundidade a pé antes de entrar na água.
  • Atenção aos "facões": Os trechos chamados de "facões" ocorrem onde a duna termina abruptamente na lagoa, oferecendo risco sério a veículos que tentem transpor o relevo sem conhecimento prévio.
  • Calor e desidratação: Durante o dia, as temperaturas podem ultrapassar 35°C, com aumento da sensação térmica devido ao reflexo do sol na areia branca. Manter boa hidratação é necessário para prevenir tontura, dor de cabeça e desidratação.
  • Crianças: Em viagens com crianças, evite longas travessias a pé no campo de dunas para prevenir o cansaço excessivo.
  • Proteção de equipamentos: Recomenda-se proteger equipamentos de fotografia caros contra a areia soprada pelo vento nos passeios diários.

Transporte terrestre e fluvial

A logística para chegar e se deslocar na região exige cuidados antes mesmo de pisar na areia:

  • Trajeto até a base: O aeroporto de entrada recomendado é o Aeroporto de São Luís. O traslado por estrada de São Luís até a cidade de Barreirinhas dura de 4 a 5 horas. Não é recomendado utilizar carro alugado nesse percurso devido às condições da via, que possui pista simples e trechos esburacados.
  • Passeios de barco: O uso de coletes salva-vidas por todos os passageiros é norma essencial de segurança em todas as travessias e passeios de barco pela região.

Regras de convivência no parque

O consumo e a venda de bebidas alcoólicas são proibidos dentro do parque nacional. Por causa da sua localização remota, a região mantém paisagens preservadas e apresenta um fluxo de turistas menor do que o esperado, exigindo respeito rigoroso às normas locais para manter a segurança do passeio.

Informações práticas

Quando ir: o calendário das lagoas

Ir na época errada muda completamente a viagem. O funcionamento das lagoas depende do regime de chuvas:

  • Junho, julho e agosto: são os melhores meses do ano para visitar. As lagoas estão cheias e o sol predomina.
  • Janeiro a maio ou junho: período da estação chuvosa na região, quando os reservatórios naturais acumulam água.
  • Outubro a dezembro: ocorre a estação seca, época em que a paisagem se transforma em um deserto costeiro, com lagoas secas ou muito baixas.

Onde se hospedar

Existem três principais bases de hospedagem para explorar a região:

  • Barreirinhas: estrutura principal e ponto de partida clássico, indicada para quem busca comércio, serviços e oferta frequente de transportes.
  • Atins: vila costeira que serve de alternativa para quem prefere um ritmo mais calmo e pé na areia.
  • Santo Amaro: base com acesso direto ao campo de dunas e lagoas.

Logística, custos e orçamento

A logística exige planejar o tempo de deslocamento e os gastos básicos do dia a dia:

  • Como chegar: a porta de entrada principal é o Sao Luis Airport. A partir da capital São Luís, são 250 km de distância até Barreirinhas, e o trajeto de carro leva entre 4 e 5 horas.
  • Passeios e alimentação: os passeios saindo de Barreirinhas custam cerca de 20 dólares por pessoa. Para comer, um prato com valor fixo em churrascaria ou buffet local fica em torno de 4 dólares.
  • Informações gerais: a moeda utilizada é o Real (BRL), o idioma é o português e o fuso horário segue o Horário de Brasília (UTC-3).

O que ver e o que levar na mala

Entre os pontos de interesse e atrações associados ao destino estão a Lagoa Azul, o Rio Preguiças e a cidade de Barreirinhas.

Para enfrentar o calor e as caminhadas nas dunas, os itens essenciais na mala são:

  • Protetor solar
  • Chapéu de proteção
  • Óculos de escuro
  • Toalhas de secagem rápida
  • Roupas leves

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Lençóis Maranhenses tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.