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Curiosidades

Curiosidades sobre Lençóis Maranhenses

O nome do parque vem da visão aérea do relevo, pois o desenho das dunas lembra lençóis amassados. Além de mais de 36 mil lagoas com peixes que dormem na lama na seca, a região tem o povoado de Atins, que serviu de locação para o filme Vingadores.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Paisagem de dunas de areia e lagoas nos Lençóis Maranhenses
Renato Nascimento · Pexels License

O capítulo

Como funciona o ecossistema do deserto úmido

Entender o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses exige olhar para os números da geografia local. São cerca de 155 mil hectares de área protegida — espaço suficiente para abrigar a cidade de São Paulo dentro dos seus limites.

Apesar da paisagem dominada por dunas que atingem até 40 metros de altura, a região não é um deserto tradicional. O território recebe quase 2.000 mm de chuva anualmente, concentradas no período chuvoso entre janeiro e junho. Essa quantidade de água caracteriza a área como um deserto úmido e enche mais de 36 mil lagoas espalhadas pelas areias.

A dinâmica das lagoas altera os planos de quem viaja:

  • O melhor momento para encontrar as lagoas cheias vai de junho a setembro.
  • No verão, com a estiagem, algumas lagoas secam, embora outras permaneçam cheias por serem permanentes.
  • O lençol freático é superficial: ao cavar entre 2 e 3 metros de profundidade, encontra-se água própria para consumo humano.
  • O nome do parque tem origem na visão aérea do relevo, já que o desenho das dunas brancas lembra a textura de lençóis amassados.

Vida animal e comunidades isoladas nas dunas

A sobrevivência na área adaptou tanto a fauna quanto as populações locais. Nas lagoas temporárias vivem peixes da espécie traíra. Quando a água seca no verão, esses peixes entram em estado de dormência enterrados na lama até o retorno das chuvas.

Famílias humanas residem no interior do parque há gerações. Na área próxima a Santo Amaro, grande parte da população residente é nômade, deslocando-se conforme a movimentação da areia e a oferta de recursos.

A rotina nas comunidades isoladas possui regras próprias de transporte e convivência:

  • Na comunidade de Queimada dos Britos, o acesso é feito exclusivamente a pé.
  • A locomoção entre os vilarejos ocorre com o uso de jegues, barcos a remo e voadeiras.
  • A cooperação comunitária envolve mutirões de colheita, construção de casas em grupo e ajuda mútua na pesca.
  • O artesanato tradicional é feito manualmente trançando palha de buriti e carnaúba para confeccionar bolsas, chapéus e esteiras.

Regras de visitação, cinema e tours noturnos

A extensão do território exige atenção logística. Por normas de preservação ecológica, os passeios pelas dunas nos Grandes Lençóis são realizados exclusivamente a pé. Tentar cruzar a área sem acompanhamento é arriscado: em 2009, um turista se perdeu nas dunas após tentar passear sozinho pelo parque.

Outras características da região incluem:

  • É possível realizar visitas ao parque durante o período noturno, o que permite observar o relevo sob a luz do luar.
  • O povoado de Atins serviu de locação para as filmagens do planeta fictício Vormir no filme Vingadores: Guerra Infinita.
  • Na praia de Caburé, o costume local prevê o desligamento dos geradores elétricos a partir das 22h, mantendo o ambiente iluminado apenas pela lua.

Pontos de apoio e contexto cultural

A estrutura para explorar a região concentra-se em três cidades-base principais: Barreirinhas (o principal ponto de acesso), Santo Amaro do Maranhão e Atins.

Nas comunidades do entorno, as tradições religiosas e populares são mantidas ativas. No povoado de Mandacaru, a Festa do Divino é celebrada anualmente com missa, procissão, comida compartilhada e apresentações de tambor de crioula.

Quem inicia ou termina o roteiro por São Luís encontra um centro histórico marcado por casarios e azulejos coloniais. Considerada a capital mais portuguesa do Brasil, a cidade carrega influências culturais de portugueses, holandeses, franceses e do povo nativo Tupinambá.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual a melhor época do ano para encontrar as lagoas cheias?

Para ver as lagoas com nível máximo de água, o ideal é planejar a viagem entre os meses de junho e setembro. O período chuvoso na região vai de janeiro a junho, enquanto no verão muitas lagoas secam, embora algumas permaneçam cheias o ano todo.

Quais são as cidades de apoio para se hospedar durante a viagem?

As três principais cidades-base para se hospedar e explorar a região são Barreirinhas, Santo Amaro do Maranhão e Atins. Barreirinhas funciona como o ponto de acesso principal, mas as três opções servem de porta de entrada para os passeios.

É permitido fazer os passeios pelas dunas de carro ou veiculo automotor?

Não, por normas de preservação ecológica, os passeios pelas dunas nos Grandes Lençóis devem ser feitos exclusivamente a pé. É importante atenção na navegação pelo parque, já que em 2009 um turista acabou se perdendo nas dunas ao tentar caminhar sozinho.

É possível fazer visitas ao Parque dos Lençóis Maranhenses à noite?

Sim, é possível realizar visitas ao parque durante o período noturno. Caso decida passar a noite na praia de Caburé, vale lembrar que os geradores de energia da comunidade são desligados a partir das 22h, deixando o local iluminado apenas pela luz do luar.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Lençóis Maranhenses tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.