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Roteiros

Roteiros em Lençóis Maranhenses

A visita aos Lençóis Maranhenses combina clima estável e lagoas cheias no mês de junho. O acesso ocorre a partir de São Luís e os passeios se dividem entre Barreirinhas, Santo Amaro e Atins, com itinerários ajustados conforme o nível das águas nas dunas.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Paisagem com dunas de areia nos Lençóis Maranhenses
Jardelsliumba · CC BY-SA 3.0

O capítulo

Quando ir: o fator determinante do seu roteiro

Definir o momento da viagem é o passo mais importante do planejamento. A temporada de chuvas ocorre entre janeiro e maio. O mês de junho é o período mais indicado para a visita, pois combina clima estável e lagoas cheias.

À medida que os meses passam, o cenário muda bastante e exige adaptações no itinerário:

  • De junho a julho: é a época auge, com cheia total e bom tempo. O sol é muito forte e o vento é constante durante o ano todo.
  • A partir de meados de agosto: priorize os passeios para lagoas localizadas em Santo Amaro. Por estarem no miolo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, elas retêm água por mais tempo.
  • A partir de outubro: retire do roteiro os passeios de lagoa focados em Atins e Barreirinhas, pois o volume de água já não é ideal ou as lagoas já estão secas. A exceção é a Lagoa da Esperança, a única perene o ano todo, embora tenha um entorno com mangue e águas escuras.

Logística e escolha das bases

O parque fica a 250 km de São Luís. O Aeroporto de São Luís é a principal porta de entrada. A partir da capital, o deslocamento até as bases pode ser feito em transfer compartilhado (cerca de 4 horas) ou em ônibus de linha até a rodoviária local (aproximadamente 5 horas). Outra alternativa de acesso é pelo Aeroporto de Parnaíba, situado a cerca de 180 km.

Para organizar as pernoites, existem três bases principais com perfis bem diferentes:

  • Barreirinhas: estrutura mais urbana e com maior oferta de serviços. Uma opção de hospedagem na cidade é o Chalé Rota das Dunas, que cobra diárias de R$ 350,00 para casal e R$ 400,00 para três pessoas.
  • Santo Amaro: alternativa para quem busca lagoas mais vazias e paisagens mais intocadas em comparação com a permanência restrita à base principal.
  • Atins: povoado de acesso mais rústico que também oferece lagoas preservadas. Entre os meses de agosto e dezembro, os ventos fortes tornam o local propício para a prática de kitesurf.

Como estruturar os passeios

Recomenda-se adicionar pelo menos mais 2 dias ao roteiro padrão para cobrir atrações complementares, como a Lagoa Bonita, a Lagoa Azul e o Rio Preguiça. Vale ressaltar que apenas veículos credenciados pelo ICMBio têm autorização para circular na área protegida.

Opções de passeios e valores praticados na região:

  • Passeio coletivo para a Lagoa Azul: R$ 150,00 por pessoa.
  • Passeio coletivo para a Lagoa Bonita: R$ 150,00 por pessoa.
  • Passeio de barco pelo Rio Preguiça com parada em Caburé: R$ 150,00 por pessoa.
  • Bate-volta para Santo Amaro (incluindo transfer e passeio em serviço compartilhado): R$ 300,00 por pessoa.
  • Bate-volta para Atins (transfer e passeio em serviço compartilhado): R$ 230,00 por pessoa.
  • Travessia a pé pelo parque nacional: exige contratação de guia credenciado, devendo ser reservada com antecedência de 30 a 90 dias.

Custos e avisos práticos

Reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2024, o local exige preparo financeiro e cuidados básicos durante os deslocamentos.

Resumo de custos para orçamento:

  • Passeios coletivos padrão para as lagoas: entre R$ 100,00 e R$ 140,00 por pessoa.
  • Passeios em modo privativo: entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00.
  • Passeio de quadriciclo: R$ 650,00 por casal.
  • Passeio privativo de piquenique: R$ 2.800,00 para grupos de 2 a 4 pessoas.

Um alerta importante de segurança física para equipamentos: a junção do vento constante com a areia fina do terreno gera risco real de danos a celulares e câmeras fotográficas. Mantenha os aparelhos vedados e protegidos durante todo o percurso nas dunas.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é o melhor mês para viajar para os Lençóis Maranhenses?

O mês de junho é considerado o melhor período para a viagem, pois combina clima estável e lagoas cheias. Isso acontece logo após o fim da temporada de chuvas na região, que ocorre entre janeiro e maio.

Onde é melhor se hospedar: Barreirinhas, Santo Amaro ou Atins?

As três principais cidades base para explorar a região são Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Se a ideia for encontrar lagoas mais vazias e paisagens mais intocadas, Santo Amaro e Atins levam vantagem em relação a ficar restrito a Barreirinhas.

Vale a pena visitar as lagoas a partir de outubro?

A partir de outubro, deve-se deixar de fora os passeios de lagoa em Atins e Barreirinhas, pois elas secam ou perdem o volume ideal. A alternativa para esse período é priorizar os passeios em Santo Amaro, cujas lagoas ficam no miolo do parque nacional e duram mais tempo.

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Fim do capítulo

O guia de Lençóis Maranhenses tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.