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O que fazer

O que fazer em Corumbá

As opções reúnem navegações pelo Rio Paraguai a partir do Porto Geral e caminhadas pelo centro histórico com casarões do século XIX e museus. Para expedições na região, há a Estrada-Parque Pantanal Sul e viagens fluviais até o Forte de Coimbra.

  • Revisado editorialmente
  • 10 lugares selecionados
  • 5 min de leitura
Vista exterior da Casa do Artesão de Corumbá
Guilhermepantanal · CC BY-SA 4.0

O capítulo

Passeios pelo Rio Paraguai e o Porto Geral

A dinâmica urbana de Corumbá gira em torno da orla fluvial. Antigo entreposto que já chegou a ser o terceiro maior porto da América Latina, a margem do Rio Paraguai concentra tanto a observação do fim de tarde quanto as saídas para a água.

  • Passeio de barco tradicional: acontece diariamente, das 16h30 às 18h, saindo do Porto Geral. A passagem custa R$ 25 por passageiro e foca o pôr do sol pantaneiro.
  • Chalana Zé Leôncio: alternativa de navegação que opera todos os dias no final da tarde, com percurso de 1 hora pelo leito do rio.
  • Pesca esportiva: a prática de pesque e solte no próprio rio principal e nas águas límpidas do Rio Paraguai-Mirim atrai quem busca descanso ou atividade embarcada, inclusive em estruturas de barco-hotel.

Museus e patrimônio no centro histórico

A área central concentra casarões do final do século XIX que você percorre a pé, intercalando acervos culturais com igrejas históricas, como a de Nossa Senhora da Candelária e a de Nossa Senhora Auxiliadora.

  • Museu de História do Pantanal (Muhpan): ocupa um armazém de três andares erguido em 1876. A exposição detalha a ocupação humana e o desenvolvimento regional. A entrada é gratuita. Os registros de funcionamento apontam atendimento de segunda a sexta, das 8h às 13h30, havendo também registros de operação de terça a sábado, das 13h às 18h.
  • Estação Natureza Pantanal: espaço interativo focado na fauna e flora pantaneiras. Custa R$ 3 por pessoa e abre de segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 18h, além de sábados, das 14h às 18h.
  • Memorial do Homem Pantaneiro: instalado na antiga Casa Vasquez & Filhos, ao lado do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), abre de segunda a sexta, das 8h às 13h30.
  • Instituto Luis Albuquerque (ILA): centro histórico ligado à memória do ciclo do ouro no Brasil colonial.
  • Museu de Artes Visuais: reúne um acervo de artefatos e peças de produção indígena local.
  • Casa do Artesão: ponto de venda e exposição de artesanato regional, funcionando de segunda a sexta, das 8h às 17h.
  • Casa Museu do Dr. Gabi: espaço de memória aberto de segunda a sexta, das 8h às 13h30.
  • Corumbá Produz: espaço de produtos locais que atende de segunda a sexta, em dois turnos: das 8h às 11h e das 14h às 17h.
  • Feira de Domingo: acontece semanalmente no Centro, na Rua Ladário, das 7h às 13h.

Se a viagem coincidir com o calendário cívico e religioso, o município sedia o Arraial do Banho de São João, tombado pelo IPHAN como patrimônio imaterial, e o Festival América do Sul, voltado à integração artística fronteiriça.

Fortificações e expedições pantaneiras

Sair do núcleo urbano exige logística prévia, seja por água ou por terra batida, cobrindo o território do maior município de Mato Grosso do Sul.

  • Forte de Coimbra: fortaleza histórica isolada às margens do rio. O trajeto é feito em traslado de lancha rápida e dura um dia inteiro, sendo a atração principal para interessados na história militar de fronteira.
  • Estrada-Parque Pantanal Sul: percurso de 150 km em estrada de terra batida que corta áreas alagáveis e campos abertos. É o caminho terrestre mais procurado para observação da paisagem nativa.
  • Serra do Amolar: formação rochosa imponente no norte do município, acessível por via fluvial, da qual Corumbá atua como ponto de partida.

Vistas panorâmicas e bate-volta na fronteira

Para ver a amplitude da planície pantaneira a partir da cidade, o destino é o Morro do Cruzeiro. O local abriga o monumento do Cristo Rei e os passos da Via Sacra, servindo de mirante tanto da mancha urbana de 100 mil habitantes quanto dos canais do entorno.

Na divisa internacional, a proximidade com a Bolívia viabiliza duas saídas rápidas:

  • Puerto Quijarro: acessível pegando um táxi no centro urbano para cruzar a linha internacional até a feira comercial boliviana.
  • Caverna La Cueva: cavidade natural situada na comunidade boliviana de Montacusito, localizada a 30 km do perímetro de Corumbá.

Distinção importante: Salto Corumbá

Quem pesquisa atrações com o termo Corumbá frequentemente esbarra no complexo Salto Corumbá. Vale o esclarecimento geográfico para não errar no roteiro: esse parque fica em Goiás, a 120 km de Goiânia e de Brasília, sem ligação direta com o Pantanal sul-matogrossense. Esse complexo goiano de 40 hectares reúne 7 quedas d'água — incluindo a Cachoeira do Salto, de 50 metros —, rapel de 50 metros nos fins de semana, circuito de tirolesa com 3 descidas em 350 metros, boia cross de 1,2 km no Rio Corumbá entre novembro e maio, além de parque aquático e do Restaurante Caraíbas (buffet por quilo aos sábados e domingos). O Day Use local funciona das 8h às 18h, com gratuidade para crianças abaixo de 1 metro e meia-entrada entre 1m e 1,35m. Se o seu destino for o Pantanal, ignore essa estrutura e concentre seu tempo no Rio Paraguai e na Estrada-Parque.

Lugares em Corumbá

  • 01

    Gruta Ricardo Franco

    Localizada junto ao Forte Coimbra, a Gruta Ricardo Franco exige reserva prévia e toma um dia inteiro de passeio. O acesso envolve barco a partir de Porto Morrinho, trecho de ônibus e caminhada curta, além de descida guiada com capacetes e apoio militar.

  • 02

    Mercado Municipal de Corumba

    Inaugurado em 1963 na Rua 13 de Junho, o prédio modernista assinado por José Sebastião Candia teve as atividades encerradas nos anos 90. Sem comércio interno no momento, o local rende uma observação rápida da fachada durante uma caminhada pelo centro de Corumbá.

  • 03

    Parque Natural Municipal de Piraputangas

    Localizada em Maria Coelho, a reserva no Pantanal abriga trilhas supervisionadas e 94 espécies catalogadas. A visitação depende de agendamento prévio junto aos órgãos ambientais do município. O espaço fica a 42 km do centro histórico de Corumbá.

  • 04

    Museu de História do Pantanal

    Instalado em um casarão histórico no Porto Geral, o MUHPAN aborda a ocupação humana e os costumes pantaneiros. O local abre apenas de segunda a sexta-feira, com pausa para almoço, e fica a apenas 2 km do Aeroporto Internacional de Corumbá.

  • 05

    Serra do Urucum

    Com 1.065 metros de altitude em meio à planície pantaneira, o Maciço do Urucum abriga jazidas de minério e uma rampa de voo livre. Por estar em área de mineração particular, a subida exige autorização prévia de clube de voo para quem busca saltar.

  • 06

    Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

    Com acesso a partir de Corumbá apenas por via fluvial, a reserva exige navegar 230 km de barco pelo rio Paraguai. Criada em 1981 com entrada gratuita, a área soma 135.606 hectares e concentra a visitação durante a estiagem, período que vai de maio a setembro.

  • 07

    Forte Junqueira

    Erguido em 1871 na margem do rio Paraguai, o Forte Junqueira preserva canhões e muralhas com 3 metros de espessura. Localizado no bairro Maria Leite, o local abre diariamente até as 17h e serve de mirante para a calha do rio e o pôr do sol pantaneiro.

  • 08

    Serra do Amolar

    A Serra do Amolar é uma área remota de 300 mil hectares na fronteira com a Bolívia, acessível por cinco horas de barco a motor a partir de Corumbá. Com serras de 80 km e grandes lagoas, a região não possui estradas e abriga animais como antas e onças-pintadas.

  • 09

    Forte de Coimbra

    Erguida em 1775 na margem do rio Paraguai, a fortificação militar fica próxima à fronteira com a Bolívia. O passeio saindo de Corumbá dura o dia todo e combina trajetos de carro e barco. O acesso exige agendamento prévio e a entrada no local é gratuita.

  • 10

    Rio Paraguai

    O Rio Paraguai concentra passeios de barco voltados à observação de fauna e funciona como rota até a Serra do Amolar. Junto à orla de Corumbá, quiosques margeiam o movimento fluvial, enquanto a região do Paraguai-Mirim reúne águas cristalinas para banho e pesca.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para conhecer as atrações do centro a pé?

Sim, você pode circular caminhando para conhecer a Casa do Artesão e igrejas históricas como Nossa Senhora Auxiliadora e Nossa Senhora da Candelária. Na mesma região portuária e central está o Museu de História do Pantanal (Muhpan), instalado em um casarão de três andares de 1876.

Quanto tempo reservar para visitar o Forte Coimbra?

Você precisa reservar um dia inteiro para este passeio, já que o acesso até a fortificação é realizado por traslado de lancha. É um roteiro voltado principalmente para quem quer ver de perto construções históricas da região.

Dá para esticar o roteiro até a Bolívia?

Sim, é comum cruzar a fronteira de táxi até a cidade vizinha de Puerto Quijarro para fazer compras no camelódromo. Outra alternativa na Bolívia é a caverna La Cueva, situada na comunidade de Montacusito, a 30 km de Corumbá.

Qual é o melhor horário para o passeio de barco no rio Paraguai?

As navegações ocorrem no fim da tarde, entre 16h30 e 18h, com saídas diárias tanto em barcos convencionais quanto na chalana Zé Leôncio. O percurso dura cerca de uma hora e coincide com o pôr do sol visto das águas.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Corumbá tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.