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Serra do Amolar

Serra do Amolar

A Serra do Amolar é uma área remota de 300 mil hectares na fronteira com a Bolívia, acessível por cinco horas de barco a motor a partir de Corumbá. Com serras de 80 km e grandes lagoas, a região não possui estradas e abriga animais como antas e onças-pintadas.

Vista da paisagem natural da Serra do Amolar
Cynthia Doutel Ribas · CC BY-SA 3.0

Sobre Serra do Amolar

Vale a pena visitar a Serra do Amolar?

A Serra do Amolar não é um passeio convencional de fim de semana nem uma atração para quem viaja com orçamento apertado. É uma expedição para uma área remota de 300 mil hectares na fronteira do Brasil com a Bolívia, entre Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, separando Corumbá de Cáceres.

O custo é o primeiro filtro real para decidir a viagem. O gasto médio gira em torno de ao menos R$ 1.000,00 por dia com tudo incluso, e os pacotes de expedição estruturados chegam a R$ 7.320 por pessoa (valor praticado à vista ou parcelado em 12 vezes no cartão). Como a duração típica desse roteiro é de 6 dias, o investimento total é expressivo. Compensa para quem busca isolamento genuíno e foco total em vida selvagem, mas não faz sentido para quem planejava apenas um bate-volta rápido a partir da cidade.

Melhor época para ir

A época das vazantes, entre julho e setembro, concentra as condições ideais para o avistamento de animais. Conforme o nível da água baixa, a circulação da fauna fica mais previsível nas margens e nos canais, facilitando a observação.

Nesse período, as chances de registrar a fauna pantaneira aumentam bastante, incluindo espécies de grande porte e a avifauna local:

  • Onça-pintada
  • Anta
  • Tamanduá-bandeira
  • Ariranhas
  • Capivara
  • Mais de 400 espécies de aves registradas

O que esperar da estrutura e dos passeios

As viagens operam com hospedagem no estilo lodge. Não há hotelaria convencional nem vilarejos com comércio por perto. As atividades no local são articuladas pelo programa de turismo Amolar Experience, que organiza a exploração por terra e água.

A geografia local destoa da planície pantaneira habitual: são 80 km de extensão de serras com pico de altitude ultrapassando 950 metros acima do nível do mar, cercadas por três grandes lagoas: Lagoa Mandioré, Lagoa Gaíva e Lagoa Uberaba.

A rotina diária inclui:

  • Navegação pelo rio Paraguai e por corixos estreitos em barcos a motor
  • Caminhadas em trilhas abertas na mata
  • Deslocamentos e paradas estratégicas, como o trajeto até a RPPN Acurizal

Como chegar e logística

O acesso exige planejamento prévio de transporte, já que não existem estradas terrestres cortando a serra. Corumbá funciona como a principal porta de entrada, embora Porto Jofre, no Mato Grosso, também sirva como ponto de partida.

A dinâmica do deslocamento envolve etapas longas:

  • Chegada a Corumbá: é possível voar até o aeroporto da cidade pela companhia aérea Azul. Quem desembarca no aeroporto de Campo Grande precisa encarar um trajeto de carro de 5 horas até Corumbá.
  • Trecho fluvial: de Corumbá até a serra são 253 km de distância fluvial pelo rio Paraguai. O percurso em barco a motor leva 5 horas de navegação ininterrupta.
  • Chegada a pontos isolados: o trajeto de barco a motor da cidade mais próxima até a RPPN Acurizal também consome cerca de 5 horas.

Por causa desse tempo de deslocamento náutico, o primeiro e o último dia de qualquer roteiro de 6 dias acabam dedicados quase que exclusivamente ao transporte.

Outros lugares em Corumbá

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Gruta Ricardo Franco

    Localizada junto ao Forte Coimbra, a Gruta Ricardo Franco exige reserva prévia e toma um dia inteiro de passeio. O acesso envolve barco a partir de Porto Morrinho, trecho de ônibus e caminhada curta, além de descida guiada com capacetes e apoio militar.

  • 02

    Mercado Municipal de Corumba

    Inaugurado em 1963 na Rua 13 de Junho, o prédio modernista assinado por José Sebastião Candia teve as atividades encerradas nos anos 90. Sem comércio interno no momento, o local rende uma observação rápida da fachada durante uma caminhada pelo centro de Corumbá.

  • 03

    Parque Natural Municipal de Piraputangas

    Localizada em Maria Coelho, a reserva no Pantanal abriga trilhas supervisionadas e 94 espécies catalogadas. A visitação depende de agendamento prévio junto aos órgãos ambientais do município. O espaço fica a 42 km do centro histórico de Corumbá.

  • 04

    Museu de História do Pantanal

    Instalado em um casarão histórico no Porto Geral, o MUHPAN aborda a ocupação humana e os costumes pantaneiros. O local abre apenas de segunda a sexta-feira, com pausa para almoço, e fica a apenas 2 km do Aeroporto Internacional de Corumbá.

  • 05

    Serra do Urucum

    Com 1.065 metros de altitude em meio à planície pantaneira, o Maciço do Urucum abriga jazidas de minério e uma rampa de voo livre. Por estar em área de mineração particular, a subida exige autorização prévia de clube de voo para quem busca saltar.

  • 06

    Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

    Com acesso a partir de Corumbá apenas por via fluvial, a reserva exige navegar 230 km de barco pelo rio Paraguai. Criada em 1981 com entrada gratuita, a área soma 135.606 hectares e concentra a visitação durante a estiagem, período que vai de maio a setembro.

  • 07

    Forte Junqueira

    Erguido em 1871 na margem do rio Paraguai, o Forte Junqueira preserva canhões e muralhas com 3 metros de espessura. Localizado no bairro Maria Leite, o local abre diariamente até as 17h e serve de mirante para a calha do rio e o pôr do sol pantaneiro.

  • 08

    Forte de Coimbra

    Erguida em 1775 na margem do rio Paraguai, a fortificação militar fica próxima à fronteira com a Bolívia. O passeio saindo de Corumbá dura o dia todo e combina trajetos de carro e barco. O acesso exige agendamento prévio e a entrada no local é gratuita.

  • 09

    Rio Paraguai

    O Rio Paraguai concentra passeios de barco voltados à observação de fauna e funciona como rota até a Serra do Amolar. Junto à orla de Corumbá, quiosques margeiam o movimento fluvial, enquanto a região do Paraguai-Mirim reúne águas cristalinas para banho e pesca.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para fazer um bate-volta a partir de Corumbá?

Não, fazer bate-volta não é viável porque o trajeto fluvial de 253 km até a serra leva cerca de 5 horas de barco a motor só de ida. A duração típica de viagem para a região é de 6 dias, com os visitantes se hospedando em acomodações no estilo lodge.

Qual é a melhor época para avistar animais?

O período mais indicado vai de julho a setembro, durante a época das vazantes. Essa época facilita a observação de espécies típicas locais como a onça-pintada, anta, ariranha e tamanduá-bandeira, além de aves da região, que reúne mais de 400 espécies catalogadas.

Quanto custa viajar para a Serra do Amolar?

O custo médio para visitar a região é de pelo menos R$ 1.000,00 por dia com tudo incluso. Para quem faz a expedição, o valor fechado por pessoa fica em R$ 7.320 à vista ou parcelado em até 12 vezes no cartão.

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