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Rio Paraguai

Rio Paraguai

O Rio Paraguai concentra passeios de barco voltados à observação de fauna e funciona como rota até a Serra do Amolar. Junto à orla de Corumbá, quiosques margeiam o movimento fluvial, enquanto a região do Paraguai-Mirim reúne águas cristalinas para banho e pesca.

Vista do Rio Paraguai em Corumbá, Mato Grosso do Sul
Cynthia Doutel Ribas · CC BY-SA 3.0

Sobre Rio Paraguai

O Rio Paraguai é o eixo que define Corumbá tanto na paisagem quanto na rotina. A cidade, fundada em 1778 no extremo oeste do Pantanal sul-matogrossense, chegou a abrigar o terceiro maior porto da América Latina e ainda mantém sua dinâmica voltada para as águas. Se a ideia da viagem envolve contemplação ou observação de fauna, é nele e nos seus canais que a maior parte das atividades acontece.

Melhor época para navegar e clima

A escolha dos meses dita totalmente o que você vai encontrar no rio. O clima local é tropical semiúmido, com média anual próxima dos 24°C, mas dividido em dois períodos muito claros:

  • Estação seca (maio a setembro): É o período mais indicado para a viagem. O inverno tem temperaturas amenas, quase sem chuva, o que facilita passeios na água e deslocamentos terrestres.
  • Estação chuvosa e quente (dezembro a fevereiro): Os termômetros passam facilmente dos 35°C e as chuvas são frequentes. O calor intenso e as pancadas d'água tornam as saídas de barco mais cansativas.

O que fazer no Rio Paraguai

Navegar pelo leito principal e entrar nos corixos pantaneiros é a forma direta de avistar a fauna nativa e entender a dimensão da bacia hidrográfica. Entre as atividades e pontos focados no rio:

  • Passeios de barco: Feitos em embarcações estruturadas, percorrem o rio e seus canais menores para avistamento de animais e contemplação da vegetação pantaneira.
  • Região do Paraguai-Mirim: Trecho onde o rio apresenta águas cristalinas, procurado principalmente para descanso, banho e prática de pesca esportiva.
  • Orla fluvial de Corumbá: Margeia o leito urbano com quiosques e restaurantes, servindo de ponto de parada rápido para quem quer ver o movimento dos barcos no fim do dia.
  • Via Parque: Ponto de passagem que rende uma caminhada calma durante o pôr do sol de frente para a calha do rio.
  • Cristo Redentor no Morro de Santa Bárbara: Fica no alto da elevação e entrega uma vista panorâmica completa da mancha urbana e das curvas do rio cortando a planície.
  • Serra do Amolar: O rio funciona como rota de acesso, já que Corumbá serve como porta de entrada para essa área montanhosa e isolada do Pantanal.

Se quiser estender o roteiro por terra pela planície alagável, a Estrada Parque soma 150 km de estrada de chão cortando trechos pantaneiros próximos.

Como chegar

A distância rodoviária a partir de Campo Grande até Corumbá é de 430 km pela BR-262. Para quem vem de fora do estado, há duas opções regulares de transporte de longa distância:

  • Avião: Voos semanais da Azul conectam o Aeroporto de Viracopos a Corumbá em cerca de 2 horas de voo.
  • Ônibus: A Viação Andorinha opera partidas diárias de São Paulo até o município, em um trajeto que leva 20 horas.

Onde se hospedar

Para ficar próximo da orla e da estrutura central de embarque, a rede hoteleira urbana atende com opções diretas:

  • Hotel Virgínia: Diárias a partir de R$ 200 na área urbana.
  • Hotel Nacional: Também com diárias a partir de R$ 200, situado na cidade.
  • Pousada Xaraés: Opção para quem busca imersão no bioma, localizada a 100 km do centro urbano de Corumbá.

Outros lugares em Corumbá

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Gruta Ricardo Franco

    Localizada junto ao Forte Coimbra, a Gruta Ricardo Franco exige reserva prévia e toma um dia inteiro de passeio. O acesso envolve barco a partir de Porto Morrinho, trecho de ônibus e caminhada curta, além de descida guiada com capacetes e apoio militar.

  • 02

    Mercado Municipal de Corumba

    Inaugurado em 1963 na Rua 13 de Junho, o prédio modernista assinado por José Sebastião Candia teve as atividades encerradas nos anos 90. Sem comércio interno no momento, o local rende uma observação rápida da fachada durante uma caminhada pelo centro de Corumbá.

  • 03

    Parque Natural Municipal de Piraputangas

    Localizada em Maria Coelho, a reserva no Pantanal abriga trilhas supervisionadas e 94 espécies catalogadas. A visitação depende de agendamento prévio junto aos órgãos ambientais do município. O espaço fica a 42 km do centro histórico de Corumbá.

  • 04

    Museu de História do Pantanal

    Instalado em um casarão histórico no Porto Geral, o MUHPAN aborda a ocupação humana e os costumes pantaneiros. O local abre apenas de segunda a sexta-feira, com pausa para almoço, e fica a apenas 2 km do Aeroporto Internacional de Corumbá.

  • 05

    Serra do Urucum

    Com 1.065 metros de altitude em meio à planície pantaneira, o Maciço do Urucum abriga jazidas de minério e uma rampa de voo livre. Por estar em área de mineração particular, a subida exige autorização prévia de clube de voo para quem busca saltar.

  • 06

    Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

    Com acesso a partir de Corumbá apenas por via fluvial, a reserva exige navegar 230 km de barco pelo rio Paraguai. Criada em 1981 com entrada gratuita, a área soma 135.606 hectares e concentra a visitação durante a estiagem, período que vai de maio a setembro.

  • 07

    Forte Junqueira

    Erguido em 1871 na margem do rio Paraguai, o Forte Junqueira preserva canhões e muralhas com 3 metros de espessura. Localizado no bairro Maria Leite, o local abre diariamente até as 17h e serve de mirante para a calha do rio e o pôr do sol pantaneiro.

  • 08

    Serra do Amolar

    A Serra do Amolar é uma área remota de 300 mil hectares na fronteira com a Bolívia, acessível por cinco horas de barco a motor a partir de Corumbá. Com serras de 80 km e grandes lagoas, a região não possui estradas e abriga animais como antas e onças-pintadas.

  • 09

    Forte de Coimbra

    Erguida em 1775 na margem do rio Paraguai, a fortificação militar fica próxima à fronteira com a Bolívia. O passeio saindo de Corumbá dura o dia todo e combina trajetos de carro e barco. O acesso exige agendamento prévio e a entrada no local é gratuita.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época do ano para planejar a visita?

O período mais recomendado vai de maio a setembro, coincidindo com a estação seca de inverno com temperaturas mais amenas. Essa época evita as chuvas intensas do verão e facilita os passeios de barco pelos rios e corixos para observação da fauna local.

Dá para aproveitar o rio sem necessariamente contratar um barco?

Sim, a orla fluvial urbana que margeia o rio reúne quiosques e restaurantes para quem quer curtir a beira d'água em terra firme. Você também pode fazer um passeio tranquilo pela Via Parque ao entardecer para ver o pôr do sol ou subir ao Morro de Santa Bárbara para ter uma vista panorâmica no Cristo Redentor.

Quais passeios e atividades dá para fazer na água?

Você pode navegar pelo leito e pelos corixos em embarcações estruturadas voltadas para o avistamento dos animais pantaneiros. Na região do Paraguai-Mirim, onde as águas são cristalinas, o trecho é bastante procurado para passeios de barco, descanso e pesca esportiva.

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