Corumbá situa-se no extremo oeste de Mato Grosso do Sul, na fronteira do Brasil com a Bolívia e banhada pelas águas do Rio Paraguai. Reconhecida como a Capital do Pantanal por concentrar a maior parcela dessa planície inundável em seu município, a localidade alia o ecoturismo de observação ao legado dos tempos em que atuou como um dos entrepostos fluviais mais movimentados da América do Sul. Essa trajetória consolidou uma identidade marcada tanto pelo casario do século XIX quanto pela convivência diária com influências platinas, perceptíveis nos costumes e na gastronomia típica. O destino atende a viajantes focados no contato com a fauna pantaneira, interessados em patrimônio histórico militar e apreciadores da rotina ribeirinha.
Quem visita a cidade costuma reservar de três a cinco dias para cumprir uma programação que mescla o miolo urbano com passeios fluviais e terrestres. O roteiro quase sempre tem início na parte baixa da cidade, onde o Casario do Porto e o Museu de História do Pantanal contextualizam a navegação e o povoamento regional. A partir do cais, embarcações realizam passeios regulares pelo Rio Paraguai, permitindo acompanhar o fluxo das águas e avistar aves, jacarés e capivaras nas margens. Em trajetos rodoviários, o percurso mais tradicional segue pela Estrada Parque do Pantanal, cujas dezenas de pontes de madeira servem de mirantes naturais para a vida selvagem durante a estação seca, que vai de maio a setembro.
Para circular no perímetro urbano, os deslocamentos dividem-se entre caminhadas pelo centro histórico e o uso de carros ou transporte local para alcançar pontos como o monumento do Cristo Rei do Pantanal e as muralhas do Forte Junqueira, ou para planejar expedições mais distantes até o histórico Forte Coimbra e a remota Serra do Amolar. O ritmo do dia a dia é cadenciado, condicionado pelas temperaturas elevadas e pela cadência das navegações. O roteiro costuma ser encerrado na orla portuária ao entardecer, acompanhando o movimento das barcaças pantaneiras enquanto se provam receitas com peixes de água doce nos restaurantes do centro histórico.