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Serra do Urucum

Serra do Urucum

Com 1.065 metros de altitude em meio à planície pantaneira, o Maciço do Urucum abriga jazidas de minério e uma rampa de voo livre. Por estar em área de mineração particular, a subida exige autorização prévia de clube de voo para quem busca saltar.

Sobre Serra do Urucum

A Serra do Urucum guarda uma contradição geográfica marcante: no meio da planície pantaneira, uma formação rochosa se ergue a 1.000 metros de altitude. O chamado Maciço do Urucum chega a 1.065 metros acima do nível do mar, sendo o ponto mais elevado do estado de Mato Grosso do Sul. Do alto, a vista alcança o rio Paraguai e trechos marcados pela presença de ipês-roxos, mas planejar uma subida exige entender a dinâmica local, já que o morro não funciona como um parque de livre acesso.

O que você precisa saber antes de ir

A maior parte da serra está ligada à atividade industrial. O Morro do Urucum concentra jazidas de manganês e minério de ferro com exploração controlada pela Vale S.A. Os minerais retirados dali descem até as margens do rio Paraguai para escoamento pelo Porto de Sobramil.

Por causa dessa atividade, a visitação não é aberta em qualquer ponto. O principal atrativo para quem busca a serra é a rampa de voo livre:

  • Rampa do Morro do Urucum: fica a 1.065 metros de altitude e entrega um desnível de 790 metros em relação à planície. O detalhe prático decisivo é que o acesso fica dentro de área de mineração particular e exige autorização prévia de clube de voo para entrar.

Se você não tem interesse no voo ou não articulou a autorização necessária com antecedência, a serra passa a ser apreciada principalmente a partir da estrada ou da navegação no rio, servindo como pano de fundo para a paisagem pantaneira.

Melhor época e clima

A região tem condições para visitação e voo durante todo o ano. Porém, o calendário das águas no Pantanal dita os cuidados de deslocamento:

  • Dezembro a março: período de cheia. Algumas estradas de terra no entorno podem ser afetadas pela água, demandando atenção extra nos acessos secundários.
  • Restante do ano: período mais seco, com trânsito terrestre mais previsível na região.

Como chegar ao acesso

O acesso à rampa fica a 417 km de Campo Grande. A rota principal parte da capital sul-matogrossense pela rodovia BR-262, que é totalmente pavimentada até a entrada do município (onde a distância total até a área urbana atinge 430 km).

Para quem desembarca na cidade antes de subir:

  • De avião: o Aeroporto Internacional de Corumbá (código IATA CMG) fica a 4 km do centro e recebe voos semanais da Azul vindos do Aeroporto de Viracopos (duração de 2 horas).
  • De ônibus: a linha da Viação Andorinha liga São Paulo à cidade em 20 horas de viagem (1.400 km de distância). A partir de Campo Grande, o trecho de ônibus leva de 6h a 7h; a partir de Bonito (350 km), a viagem dura 6h. O desembarque ocorre no terminal da Rua Antônio Maria Coelho, 852, no Centro.

Hospedagem e base na cidade

Corumbá concentra pouco mais de 100 mil habitantes no extremo oeste do estado, abrigando também os limites do município de Ladário. Como a serra fica nos arredores, a melhor base para dormir é a área central:

  • Hotel Virgínia: diárias a partir de R$ 200.
  • Hotel Nacional: diárias a partir de R$ 200.
  • Pousada Xaraés: opção para quem prefere se afastar da cidade, localizada a 100 km do centro urbano.

Para quem está montando o roteiro, a Serra do Urucum funciona bem como uma parada combinada com a parte histórica do município — como o Museu de História do Pantanal, na Rua Manoel Cavassa, 275, no Porto Geral — ou antes de seguir para a Serra do Amolar ou os 150 km de chão da Estrada Parque.

Outros lugares em Corumbá

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Gruta Ricardo Franco

    Localizada junto ao Forte Coimbra, a Gruta Ricardo Franco exige reserva prévia e toma um dia inteiro de passeio. O acesso envolve barco a partir de Porto Morrinho, trecho de ônibus e caminhada curta, além de descida guiada com capacetes e apoio militar.

  • 02

    Mercado Municipal de Corumba

    Inaugurado em 1963 na Rua 13 de Junho, o prédio modernista assinado por José Sebastião Candia teve as atividades encerradas nos anos 90. Sem comércio interno no momento, o local rende uma observação rápida da fachada durante uma caminhada pelo centro de Corumbá.

  • 03

    Parque Natural Municipal de Piraputangas

    Localizada em Maria Coelho, a reserva no Pantanal abriga trilhas supervisionadas e 94 espécies catalogadas. A visitação depende de agendamento prévio junto aos órgãos ambientais do município. O espaço fica a 42 km do centro histórico de Corumbá.

  • 04

    Museu de História do Pantanal

    Instalado em um casarão histórico no Porto Geral, o MUHPAN aborda a ocupação humana e os costumes pantaneiros. O local abre apenas de segunda a sexta-feira, com pausa para almoço, e fica a apenas 2 km do Aeroporto Internacional de Corumbá.

  • 05

    Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

    Com acesso a partir de Corumbá apenas por via fluvial, a reserva exige navegar 230 km de barco pelo rio Paraguai. Criada em 1981 com entrada gratuita, a área soma 135.606 hectares e concentra a visitação durante a estiagem, período que vai de maio a setembro.

  • 06

    Forte Junqueira

    Erguido em 1871 na margem do rio Paraguai, o Forte Junqueira preserva canhões e muralhas com 3 metros de espessura. Localizado no bairro Maria Leite, o local abre diariamente até as 17h e serve de mirante para a calha do rio e o pôr do sol pantaneiro.

  • 07

    Serra do Amolar

    A Serra do Amolar é uma área remota de 300 mil hectares na fronteira com a Bolívia, acessível por cinco horas de barco a motor a partir de Corumbá. Com serras de 80 km e grandes lagoas, a região não possui estradas e abriga animais como antas e onças-pintadas.

  • 08

    Forte de Coimbra

    Erguida em 1775 na margem do rio Paraguai, a fortificação militar fica próxima à fronteira com a Bolívia. O passeio saindo de Corumbá dura o dia todo e combina trajetos de carro e barco. O acesso exige agendamento prévio e a entrada no local é gratuita.

  • 09

    Rio Paraguai

    O Rio Paraguai concentra passeios de barco voltados à observação de fauna e funciona como rota até a Serra do Amolar. Junto à orla de Corumbá, quiosques margeiam o movimento fluvial, enquanto a região do Paraguai-Mirim reúne águas cristalinas para banho e pesca.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O acesso à rampa do Morro do Urucum é livre?

Não, a entrada não é aberta diretamente ao público porque o local fica dentro de uma área de mineração particular. Para subir até a rampa, que fica a 1.065 metros de altitude e conta com 790 metros de desnível, é obrigatório obter autorização do clube.

Qual é a melhor época para visitar e voar na serra?

As condições para visitar e voar na região são adequadas durante o ano inteiro. Apenas vale ter cautela entre dezembro e março, quando o período de cheia pode afetar as condições de algumas estradas.

Vale a pena ir de carro a partir de Campo Grande?

O trajeto por conta própria é bem acessível, somando 417 km até a entrada da rampa pela BR-262, que é totalmente pavimentada. Quem preferir o transporte coletivo até Corumbá encontra viagens de ônibus a partir da capital que levam entre 6h e 7h.

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