A visita à Gruta Ricardo Franco não é o tipo de passeio para decidir de última hora. Embora a principal atividade turística em Corumbá seja a pesca desportiva, quem busca esse atrativo natural precisa entender que a caverna fica atrelada à estrutura do Forte Coimbra e exige planejamento prévio rigoroso. A entrada nem sempre está liberada ao público porque a operação depende de uma estrutura de apoio específica, que inclui geradores, ônibus e uma ambulância de prontidão no local. Por conta disso, reservar com antecedência não é apenas recomendável, é fundamental.
Como funciona o trajeto até a gruta
Conhecer o local consome um dia inteiro de roteiro. A logística envolve etapas bem definidas:
- Barco de acesso: o ponto de partida na água é Porto Morrinho, de onde saem as embarcações rumo à área militar do Forte Coimbra.
- Trecho de ônibus: ao desembarcar na base, o deslocamento até o início do caminho da caverna é feito em um ônibus disponibilizado pela administração local.
- Trilha a pé: o percurso a pé até a boca da gruta é rápido e tem subidas e descidas sem grandes dificuldades técnicas, mas o incômodo com mosquitos é constante.
A experiência no interior e a visita ao Forte Coimbra
Chegando à entrada da caverna, os visitantes recebem capacetes para proteção. A descida e a circulação interna acontecem obrigatoriamente com acompanhamento: um guia e soldados armados com lanternas conduzem o grupo pela escuridão.
A visitação à gruta é combinada com o tour pelo próprio Forte Coimbra, que tem entrada gratuita e é guiada. Para quem passa o dia todo na região, a alimentação no local é bastante acessível: o almoço no forte custa R$ 15, mas exige reserva antecipada junto com o restante do passeio. Se a intenção for sair do circuito tradicional de pesca e explorar formações rochosas históricas no Pantanal, o passeio compensa o deslocamento longo, desde que todo o agendamento militar esteja confirmado antes de pegar a estrada até o porto.