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O que fazer

O que fazer em Belém

As atrações históricas concentram-se no centro antigo e na orla, com visitas a pé entre o Mercado Ver-o-Peso e o Forte do Presépio. A capital paraense também reúne parques com vegetação amazônica, igrejas ligadas ao Círio e passeios de barco para a Ilha do Combu.

  • Revisado editorialmente
  • 9 lugares selecionados
  • 3 min de leitura
Pôr do sol na orla de Belém com barcos navegando na água
Carolina Evangelista · Pexels License

O capítulo

O centro histórico e as margens da baía

Um feriado prolongado é o tempo recomendado para percorrer os principais pontos da capital paraense, conhecida como a Cidade das Mangueiras e a Porta de Entrada da Amazônia. A maior parte das atrações históricas fica concentrada na orla e no centro antigo, permitindo organizar as visitas a pé entre um ponto e outro.

  • Mercado Ver-o-Peso: Funciona em horário comercial, mas no domingo nem todas as barracas abrem. É o ponto central da dinâmica da cidade, reunindo setores de ervas, peixes e frutas regionais.
  • Forte do Presépio: Construído em 1616 pelos colonizadores portugueses, marca o local exato de fundação da cidade e fica bem ao lado do mercado, debruçado sobre a baía.
  • Catedral Metropolitana de Belém: Também chamada de Catedral da Sé, abriga no segundo andar um órgão considerado o maior da América Latina. Abre às segundas (8h às 12h e 14h às 20h), de terça a sexta (8h às 12h e 14h às 19h), aos sábados (8h às 12h e 16h às 20h) e aos domingos (6h30 às 12h e 16h às 20h).
  • Museu do Círio: Espaço dedicado à história e aos símbolos da grande manifestação religiosa da cidade. O ingresso inteiro custa R$ 4, com entrada gratuita às terças-feiras. O funcionamento vai de terça a quinta das 9h às 14h (ou terça a sexta até 17h) e aos fins de semana e feriados com atendimento matutino a partir das 9h.

Fé e tradição religiosa

O Círio de Nazaré é uma das maiores manifestações religiosas do mundo e dita o calendário cultural local. Mesmo fora da época da procissão, a devoção organiza a visitação a templos e museus da capital.

  • Basílica de Nossa Senhora de Nazaré: Fica aberta de segunda a quarta e às sextas das 6h às 20h, às quintas das 6h às 21h, aos sábados das 6h às 19h e aos domingos em dois turnos (das 6h às 13h e das 15h às 21h30).

Áreas verdes, ciência e passeios fluviais

Para quem busca contato com a vegetação amazônica sem sair da malha urbana, as opções combinam pesquisa científica, parques e saídas de barco.

  • Museu Paraense Emílio Goeldi: Importante centro de pesquisa e preservação da fauna e flora amazônicas. Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 15h, com ingresso de inteira a R$ 3.
  • Parque Mangal das Garças: Parque naturalizado às margens do rio, com áreas de observação de aves e vegetação nativa.
  • Bosque Rodrigues Alves Jardim Botânico da Amazônia: Espaço de preservação que mantém um trecho expressivo de mata nativa no meio da área urbana.
  • Complexo Turístico Ver-o-Rio: Espaço de convivência à beira-rio, procurado no fim de tarde para acompanhar o movimento das águas.
  • Parque da Residência: Antiga sede do governo estadual, hoje convertida em área verde com espaços culturais.
  • Ilha do Combu: Fica do outro lado do rio e tem acesso por passeio de barco que sai diretamente de Belém, sendo a principal rota fluvial rápida para almoçar e passar o dia fora do asfalto.

Lugares em Belém

  • 01

    Rio Guama

    O Rio Guamá é navegado em passeios de barco no final da tarde e serve como rota de acesso a ilhas vizinhas, como Combu e Ilha das Onças. O trecho que corta Belém também permite alcançar comunidades fluviais com produção de artesanato em olarias.

  • 02

    Ilha de Cotijuba

    A Ilha de Cotijuba reúne mais de 10 praias de água doce ao longo de 20 quilômetros de costa em Belém. O local não tem carros nem grandes construções e abriga uma área de proteção ambiental. O acesso é feito por barco a partir de Icoaraci em até 40 minutos.

  • 03

    Ilha de Mosqueiro

    Situada a 70 km de Belém, a Ilha de Mosqueiro reúne 17 km de praias de água doce com marés e ondas. O acesso pode ser feito de carro, ônibus ou barco a partir da capital. A visita funciona como bate-volta e tem menor incidência de chuvas entre julho e dezembro.

  • 04

    Ilha do Combu

    Situada logo do outro lado do Rio Guamá, a Ilha do Combu reúne restaurantes em palafitas e produtores locais de cacau e açaí. A travessia de barco a partir de Belém dura de 10 a 15 minutos, sendo a via fluvial o transporte exclusivo para circular pela região.

  • 05

    Parque Mangal das Garcas

    Localizado na Cidade Velha às margens do Rio Guamá, o parque reúne jardins, mirantes e garças que circulam soltas pela área. A circulação pelos espaços abertos é livre, com cobrança de ingresso apenas para atrações como o borboletário e o farol.

  • 06

    Parque Estadual do Utinga

    Com entrada gratuita, o parque preserva cerca de 13,93 km² de área verde com lagos e trilhas de nível fácil em Belém. O local funciona das 6h às 17h, exceto às terças-feiras, e conta com observação de aves ao longo do ano e estacionamento pago com 400 vagas.

  • 07

    Museu Paraense Emilio Goeldi

    Fundada em 1866 em Belém, a instituição científica reúne o primeiro parque zoobotânico e o primeiro aquário público do Brasil. O complexo preserva coleções de botânica, além de um acervo com 81 mil peças arqueológicas e 14 mil peças etnográficas da Amazônia.

  • 08

    Forte do Presepio

    Erguido em 1616 na confluência com a Baía de Guajará, o Forte do Presépio marca o início de Belém. O espaço abriga o Museu do Encontro, com cerâmicas marajoaras e tapajônicas, e muralhas de observação voltadas para o Centro Histórico e o Mercado Ver-o-Peso.

  • 09

    Mercado Ver Peso

    Inaugurado em 1901 às margens da baía do Guajará, o complexo reúne 16 setores de barracas com peixes frescos, açaí, farinhas e pratos típicos como maniçoba. A movimentação começa de madrugada com a chegada dos barcos e segue ao longo do dia na feira ao ar livre.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quanto tempo é recomendado para conhecer as atrações de Belém?

O período ideal de estadia indicado para visitar Belém é a duração de um feriado prolongado. Esse tempo é suficiente para percorrer os principais pontos turísticos e culturais da cidade.

Vale a pena visitar o Mercado Ver-o-Peso aos domingos?

O local opera em horário comercial, mas aos domingos nem todas as barracas abrem. Para encontrar o comércio funcionando plenamente e aproveitar toda a estrutura, prefira agendar a visita entre segunda-feira e sábado.

Dá para visitar o Museu Emílio Goeldi em qualquer dia da semana?

Não, o espaço abre para visitação somente de quarta-feira a domingo, das 9h às 15h. A entrada inteira para acessar o museu custa R$ 3.

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Fim do capítulo

O guia de Belém tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.