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Rio Guama

Rio Guama

O Rio Guamá é navegado em passeios de barco no final da tarde e serve como rota de acesso a ilhas vizinhas, como Combu e Ilha das Onças. O trecho que corta Belém também permite alcançar comunidades fluviais com produção de artesanato em olarias.

Vista da orla do Portal da Amazônia às margens do Rio Guamá em Belém
Robertomarcio · CC BY-SA 4.0

Sobre Rio Guama

O que fazer no Rio Guamá

O contato com o Rio Guamá na capital paraense funciona melhor a partir da água. O passeio mais prático é o tour de barco pela Baía do Guamá e Baía do Guajará, cujo melhor momento de navegação acontece no final da tarde, durante o pôr do sol.

O rio também serve de rota de acesso para as ilhas da região metropolitana:

  • Ilha do Combu: principal destino insular banhado pelo rio em frente à capital, muito procurado para travessias curtas de barco.
  • Ilha das Onças: vizinha no curso fluvial que cerca Belém.
  • Ilha Arapiranga e Ilha dos Periquitos: ilhas fluviais habitadas por comunidades nativas que mantêm a produção e venda de artesanatos feitos em olarias locais.

Dinâmica das águas e impacto na cidade

O Guamá dita o ritmo de Belém tanto na infraestrutura quanto nas marés. Cerca de 75% da água tratada e consumida pelos moradores da capital é captada diretamente desse rio. Além disso, a margem direita abriga os campi principais da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia.

Quem planeja navegar precisa observar o ciclo das águas. Nos meses de março e setembro, durante as luas nova e cheia, a variação de maré é extrema em Belém, com o nível atingindo 3,8 metros no pico e descendo até 0,0 metro na vazante. No leito do rio também ocorre o fenômeno da pororoca, resultado do choque das correntes fluviais com as águas oceânicas.

O rio fica no nordeste do Pará e deságua como afluente do Rio Pará. Possui largura entre 1.360 e 2.000 metros, extensão registrada de 700 km (com trecho de 82 km em sua calha principal) e uma bacia hidrográfica de 87.390 km², alimentada principalmente pelos rios Acará, Capim e Moju.

Para o transporte fluvial de passageiros e cargas, a navegação comercial e turística é viável nos últimos 160 quilômetros do rio, trecho que corta Belém e conecta as ilhas ribeirinhas a outros municípios paraenses.

Outros lugares em Belém

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Ilha de Cotijuba

    A Ilha de Cotijuba reúne mais de 10 praias de água doce ao longo de 20 quilômetros de costa em Belém. O local não tem carros nem grandes construções e abriga uma área de proteção ambiental. O acesso é feito por barco a partir de Icoaraci em até 40 minutos.

  • 02

    Ilha de Mosqueiro

    Situada a 70 km de Belém, a Ilha de Mosqueiro reúne 17 km de praias de água doce com marés e ondas. O acesso pode ser feito de carro, ônibus ou barco a partir da capital. A visita funciona como bate-volta e tem menor incidência de chuvas entre julho e dezembro.

  • 03

    Ilha do Combu

    Situada logo do outro lado do Rio Guamá, a Ilha do Combu reúne restaurantes em palafitas e produtores locais de cacau e açaí. A travessia de barco a partir de Belém dura de 10 a 15 minutos, sendo a via fluvial o transporte exclusivo para circular pela região.

  • 04

    Parque Mangal das Garcas

    Localizado na Cidade Velha às margens do Rio Guamá, o parque reúne jardins, mirantes e garças que circulam soltas pela área. A circulação pelos espaços abertos é livre, com cobrança de ingresso apenas para atrações como o borboletário e o farol.

  • 05

    Parque Estadual do Utinga

    Com entrada gratuita, o parque preserva cerca de 13,93 km² de área verde com lagos e trilhas de nível fácil em Belém. O local funciona das 6h às 17h, exceto às terças-feiras, e conta com observação de aves ao longo do ano e estacionamento pago com 400 vagas.

  • 06

    Museu Paraense Emilio Goeldi

    Fundada em 1866 em Belém, a instituição científica reúne o primeiro parque zoobotânico e o primeiro aquário público do Brasil. O complexo preserva coleções de botânica, além de um acervo com 81 mil peças arqueológicas e 14 mil peças etnográficas da Amazônia.

  • 07

    Forte do Presepio

    Erguido em 1616 na confluência com a Baía de Guajará, o Forte do Presépio marca o início de Belém. O espaço abriga o Museu do Encontro, com cerâmicas marajoaras e tapajônicas, e muralhas de observação voltadas para o Centro Histórico e o Mercado Ver-o-Peso.

  • 08

    Mercado Ver Peso

    Inaugurado em 1901 às margens da baía do Guajará, o complexo reúne 16 setores de barracas com peixes frescos, açaí, farinhas e pratos típicos como maniçoba. A movimentação começa de madrugada com a chegada dos barcos e segue ao longo do dia na feira ao ar livre.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é o melhor momento para fazer o passeio de barco pelo rio?

O tour de barco pela Baía do Guamá e Baía do Guajará ganha destaque no fim da tarde durante o pôr do sol. O trecho final de 160 quilômetros do rio corta a capital e é próprio para navegação.

Quais ilhas é possível visitar navegando pelo Rio Guamá?

O rio banha as principais ilhas da capital, como Combu, das Onças, Arapiranga e Periquitos. No trajeto, você também encontra ilhas menores com habitantes nativos que produzem artesanato em olarias.

O que esperar da variação do nível das águas no rio?

Em Belém, o nível das águas do Rio Guamá varia de 0,0 m a 3,8 m nos meses de março e setembro durante as fases de lua cheia e nova. O rio também é palco da pororoca, fenômeno provocado pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.

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