O que fazer no Rio Guamá
O contato com o Rio Guamá na capital paraense funciona melhor a partir da água. O passeio mais prático é o tour de barco pela Baía do Guamá e Baía do Guajará, cujo melhor momento de navegação acontece no final da tarde, durante o pôr do sol.
O rio também serve de rota de acesso para as ilhas da região metropolitana:
- Ilha do Combu: principal destino insular banhado pelo rio em frente à capital, muito procurado para travessias curtas de barco.
- Ilha das Onças: vizinha no curso fluvial que cerca Belém.
- Ilha Arapiranga e Ilha dos Periquitos: ilhas fluviais habitadas por comunidades nativas que mantêm a produção e venda de artesanatos feitos em olarias locais.
Dinâmica das águas e impacto na cidade
O Guamá dita o ritmo de Belém tanto na infraestrutura quanto nas marés. Cerca de 75% da água tratada e consumida pelos moradores da capital é captada diretamente desse rio. Além disso, a margem direita abriga os campi principais da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia.
Quem planeja navegar precisa observar o ciclo das águas. Nos meses de março e setembro, durante as luas nova e cheia, a variação de maré é extrema em Belém, com o nível atingindo 3,8 metros no pico e descendo até 0,0 metro na vazante. No leito do rio também ocorre o fenômeno da pororoca, resultado do choque das correntes fluviais com as águas oceânicas.
Navegabilidade e extensão
O rio fica no nordeste do Pará e deságua como afluente do Rio Pará. Possui largura entre 1.360 e 2.000 metros, extensão registrada de 700 km (com trecho de 82 km em sua calha principal) e uma bacia hidrográfica de 87.390 km², alimentada principalmente pelos rios Acará, Capim e Moju.
Para o transporte fluvial de passageiros e cargas, a navegação comercial e turística é viável nos últimos 160 quilômetros do rio, trecho que corta Belém e conecta as ilhas ribeirinhas a outros municípios paraenses.