A Ilha do Combu fica logo do outro lado do Rio Guamá e funciona como o principal refúgio gastronômico e natural colado a Belém. Trata-se da quarta maior ilha entre as 39 que formam a região insular do município, oficializada como Área de Proteção Ambiental em 1997. Cerca de 200 famílias ribeirinhas vivem no local, distribuídas em 5 comunidades: Beira Rio Guamá, Igarapé do Combu, Furo da Paciência, Igarapé do Piriquitaquara e Furo do Benedito.
A dinâmica é simples: você sai da cidade de barco, almoça em restaurantes sobre palafitas cercados pela vegetação de samaúmas e conhece a produção local de cacau e açaí.
Como chegar e se locomover
A única forma de chegar e circular pela região é pela via fluvial. A logística de travessia é rápida e barata:
- Ponto de embarque: os barcos saem do Terminal Hidroviário Ruy Barata, situado na Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor.
- Tempo de travessia: o percurso até a primeira parada leva cerca de 10 a 15 minutos.
- Valores: o custo de cada trajeto de barco varia entre R$ 5 e R$ 10 por pessoa (com média de R$ 5). Para trajetos específicos em lancha rápida até determinados pontos, como o Porto Combu, a passagem custa R$ 12 o trecho.
Como não há ruas ou estradas na ilha, qualquer deslocamento entre um restaurante, uma fábrica ou outra comunidade depende de barco.
Onde comer e o que visitar
A margem do rio reúne atualmente mais de trinta bares e restaurantes ribeirinhos construídos sobre palafitas. Alguns dos pontos mais conhecidos incluem:
- Chocolate da Dona Nena: ponto de parada focado no cultivo e beneficiamento do cacau nativo. O chocolate é produzido artesanalmente no local desde 2006, com uma produção média de 80 kg por mês.
- Saldosa Maloca: restaurante tradicional à beira do rio, com funcionamento regular de sexta a segunda-feira e também aos feriados.
- Porto Combu: restaurante ribeirinho localizado a 10 minutos de travessia de Belém, com atendimento aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 16h.
Dicas práticas antes de atravessar
- Leve dinheiro em espécie: o sinal de internet e telefonia costuma ser instável em vários pontos da ilha, o que pode inviabilizar pagamentos por cartão ou Pix nos barcos e barracas menores.
- Planeje os dias de visita: enquanto alguns estabelecimentos abrem de sexta a segunda, outros operam exclusivamente aos finais de semana e feriados. Verifique o funcionamento do ponto escolhido antes de pegar a embarcação.