Por que começar o roteiro histórico pelo Forte do Presépio
O Forte do Presépio é o ponto exato onde a capital paraense começou. Erguido em 1616 pelo colonizador português Francisco Caldeira Castelo Branco, o local serviu no início do século XVII como posto estratégico de observação militar e contenção contra invasões e ataques indígenas. A fortificação fica fincada na Ponta de Maúri, bem na confluência do Rio Guainá com a Baía de Guajará, e foi tombada como patrimônio histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no início dos anos 1960.
Para quem monta um roteiro econômico pelo centro, o custo de visitação é quase simbólico: o ingresso custa R$ 4 (inteira), e o acesso é gratuito às terças-feiras.
O que ver na visita
A estrutura funciona hoje como espaço de preservação da memória da fundação da cidade e reúne dois atrativos principais no mesmo endereço:
- Museu do Encontro: abriga peças da arte tradicional da região amazônica, com destaque para a produção cerâmica tapajônica e marajoara, além de registros materiais sobre o início da colonização e o contato com os povos originários.
- Muralhas de observação: do alto da fortificação de pedra, tem-se uma visão panorâmica direta para a Baía de Guajará, as construções do Centro Histórico e toda a movimentação no entorno do Mercado Ver-o-Peso.
Vale a pena a visita?
Vale a pena incluir a parada se você tem interesse em arqueologia regional e quer entender a ocupação territorial da Amazônia a partir do seu marco zero. Como a visita combina acervo indígena com mirante aberto voltado para a baía e para a área do Ver-o-Peso, o passeio entrega conteúdo histórico sólido cobrando muito pouco por isso.