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Lagoa Azul

Lagoa Azul

Piscina natural de águas calmas formada entre duas ilhotas na Freguesia de Santana, a Lagoa Azul não tem faixa de areia. O acesso é feito apenas por embarcações para nado e snorkel entre peixes sargentinhos, com menor movimento de barcos entre abril e junho.

Vista panorâmica da Lagoa Azul em Ilha Grande, Rio de Janeiro
Marcio Sette · CC BY-SA 3.0

Sobre Lagoa Azul

O que é a Lagoa Azul e o que esperar na prática

A Lagoa Azul não é uma praia com faixa de areia, mas sim uma piscina natural de água abrigada formada entre duas ilhotas na região histórica de Freguesia de Santana, junto à Ilha dos Macacos — cuja ponta norte é o trecho da ilha mais próximo do continente.

O fundo combina partes arenosas com pedras espalhadas e água em tom predominantemente azul, que se mantém clara até em dias nublados ou chuvosos. Como não há orla para caminhar, toda a dinâmica acontece a partir do mar:

  • Nado e flutuação: os barcos ancoram na área protegida e os passageiros descem direto na água, usando flutuadores de espuma ou máscara de snorkel.
  • Observação marinha: a visibilidade favorece o snorkel, e é comum avistar e alimentar peixes sargentinhos com pedaços de pão.

Como chegar: opções de barco e roteiros

Não existe trilha terrestre até a Lagoa Azul. O acesso é feito exclusivamente pelo mar, seja em lancha, escuna ou taxiboat.

Para quem se baseia na Vila do Abraão, os passeios de escuna costumam levar cerca de 5 horas no total. Além disso, a parada faz parte de diferentes circuitos de barco operados na região:

  • Meia Volta
  • Caipirinha Tour
  • Ilha Tour 90°
  • Roteiro da Gruta do Acaiá

Quem sai do continente encontra barcos e lanchas partindo de Angra dos Reis, Mangaratiba e Conceição de Jacareí (a 129 km do Rio de Janeiro). De Angra dos Reis, a travessia até a Vila do Abraão dura de 30 minutos a 1 hora em lanchas e barcos (tarifas a partir de R$ 50), enquanto a barca pública (CCR) leva 1h30 e custa R$ 20,50.

Quando ir e ressalvas sobre o movimento

A experiência muda bastante dependendo do calendário:

  • Alto verão (dezembro a março): o local costuma ficar lotado de lanchas, veleiros e escunas dividindo o mesmo espaço, além de coincidir com a época de chuvas fortes na Costa Verde.
  • Abril a junho: período mais equilibrado, com menos embarcações disputando a área e menor probabilidade de chuva.

Se a ideia for apenas nadar em água calma e fazer snorkel, a parada cumpre o papel. Quem busca praia para sentar na areia ou fugir de aglomerações em meses de pico precisa alinhar as expectativas antes de embarcar.

Outros lugares em Ilha Grande

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Farol dos Castelhanos

    Inaugurado em 1900 no extremo leste da Ilha Grande, o Farol dos Castelhanos fica a 121 metros de altitude. O acesso é feito pela Trilha T12 em 12 km de ida e volta, somando cerca de 6 horas de caminhada. A visita interna exige autorização prévia do Distrito Naval.

  • 02

    Praia de Palmas

    Antiga vila de pescadores em Ilha Grande, a enseada de Palmas tem mar de águas calmas e esverdeadas, além de ambiente mais tranquilo que a Vila do Abraão. O acesso é feito por barco ou por trilha de 4,87 km, com opções de hospedagem em campings e pousadas locais.

  • 03

    Gruta do Acaia

    Localizada na rota sudoeste de Ilha Grande, a Gruta do Acaiá possui uma câmara subterrânea abaixo do nível do mar com reflexos em tons azul-turquesa. O acesso envolve trilha, descida por escada entre pedras e um trecho de dez metros rastejando na escuridão.

  • 04

    Praia de Dois Rios

    Com cerca de um quilômetro de areias amarelas e mar aberto com ondas para surfe, a Praia de Dois Rios reúne atrativos naturais e históricos. O local abriga uma vila com cerca de 150 moradores e as ruínas do extinto presídio Cândido Mendes, administradas pela UERJ.

  • 05

    Cachoeira da Feiticeira

    Com queda d'água de 12 a 15 metros, a Cachoeira da Feiticeira forma um poço natural para nadar e praticar rapel. O acesso pode ser feito em até duas horas de trilha desde a Vila do Abraão ou por barco até a praia. O local não possui quiosques ou banheiros.

  • 06

    Pico do Papagaio

    Com 982 metros de altitude, o Pico do Papagaio tem uma trilha de 5,2 km que exige de 2 a 3 horas de subida a partir da Vila do Abraão. O acesso pela Estrada da Colônia fica aberto 24 horas, mas exige acompanhamento de condutor a partir das 17h.

  • 07

    Lagoa Verde

    Formada entre a Ilha Grande e o ilhote da Ilha da Longa, a Lagoa Verde é uma piscina natural de águas calmas e corais esverdeados. O local tem acesso por barco ou pela trilha T6 e reúne condições favoráveis para flutuação, caiaque e observação de peixes.

  • 08

    Praia do Aventureiro

    Localizada na costa sul de Ilha Grande, a Praia do Aventureiro não tem sinal de celular nem rede contínua de energia. O acesso ocorre apenas por barco ou trilha íngreme, e o pernoite em campings exige autorização prévia emitida na TurisAngra.

  • 09

    Praia de Lopes Mendes

    Com quase 3 km de extensão em mar aberto, Lopes Mendes é uma praia desabitada cercada por Mata Atlântica e procurada para a prática de surfe. O local não tem quiosques nem pousadas, e o acesso tradicional combina travessia de barco do Abraão e trilha pela mata.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Dá para chegar à Lagoa Azul por trilha a pé?

Não, a Lagoa Azul não possui acesso por trilha terrestre e só pode ser visitada pelo mar. O deslocamento é feito exclusivamente por embarcações como escunas, lanchas ou taxiboats, que costumam partir da Vila do Abraão em passeios que duram cerca de 5 horas.

Vale a pena fazer o passeio se o dia estiver nublado?

Sim, pois a água da Lagoa Azul costuma se manter clara mesmo sob dias nublados ou com chuva. Como se trata de uma piscina natural de águas abrigadas e sem faixa de areia, as embarcações ancoram para que você possa nadar, usar flutuadores e praticar snorkel.

Qual é a melhor época para encontrar a Lagoa Azul mais vazia?

Os meses de abril a junho são ideais por reunirem menor movimento de turistas e menor probabilidade de chuva na região. No alto verão, entre dezembro e março, o local costuma ficar bastante cheio de lanchas, escunas e veleiros ancorados, além de registrar pancadas frequentes de chuva forte.

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