Pular para o conteúdo

O que saber antes de ir para Ilha Grande

O que saber antes de ir para Ilha Grande

Sem circulação de carros, a chegada a Ilha Grande é feita por travessia marítima e a locomoção interna ocorre a pé ou de barco. De abril a setembro chove menos e o tempo fica firme, enquanto o verão registra altas temperaturas e pancadas constantes de chuva.

  • Revisado editorialmente
  • 6 min de leitura

O capítulo

Reunimos aqui o essencial para planejar sua viagem a Ilha Grande: transporte e clima. Confira cada tema abaixo para se organizar antes de ir.

Como chegar a Ilha Grande

A Ilha Grande fica na Costa Verde, dentro do município de Angra dos Reis, a 150 km da cidade do Rio de Janeiro, 100 km de Paraty e 400 km de São Paulo. Como não existem pontes nem aeroportos na ilha e a circulação de carros é proibida, o trecho final é sempre feito por via marítima. O desembarque principal de passageiros acontece na Vila do Abraão.

A travessia marítima dura entre 15 minutos e 1h40, dependendo do cais de partida e do tipo de embarcação:

  • Conceição de Jacareí: É o ponto com o trajeto marítimo mais curto. Fica a 135 km da capital fluminense (15 km depois de Mangaratiba). Os fast boats (barcos rápidos) fazem o percurso até a ilha em cerca de 15 a 20 minutos. Já as escunas levam em média 50 minutos — a Saveiro Andéa, por exemplo, tem 4 saídas diárias e 6 às sextas-feiras.
  • Angra dos Reis: Oferece a maior variedade de barcos. A barca tradicional leva cerca de 80 minutos e custa R$ 14 o trecho ou R$ 25 ida e volta. O Catamaran IGT faz o percurso em 45 minutos e custa R$ 25. As escunas particulares demoram 1h30 (90 minutos) e custam entre R$ 10 e R$ 15, dependendo do horário de saída.
  • Mangaratiba: Fica a 100 km da cidade do Rio de Janeiro. A travessia de barca tradicional dura entre 1h20 (80 minutos) e 1h40, com custo de R$ 14 por trecho ou R$ 25 para a passagem de ida e volta.

Como chegar aos cais de embarque no continente

Para quem vem de avião, tanto o Aeroporto do Galeão quanto o Aeroporto Santos Dumont estão à mesma distância em relação aos pontos de descida para a ilha.

  • Ônibus de linha: Da Rodoviária Novo Rio, a viagem de ônibus até Conceição de Jacareí dura cerca de 2 horas e tem passagens a partir de R$ 57. O trecho do Rio até Angra dos Reis dura cerca de 2h30. Quem sai de São Paulo em direção a Angra dos Reis faz uma viagem de 7 horas, com tarifa a partir de R$ 57.
  • Transfer: O transfer compartilhado saindo do Rio de Janeiro leva cerca de 5 horas no total e exige um número mínimo de 2 passageiros. A opção de transfer privado operada pela Paraty Tours faz o percurso rodoviário a partir do Rio em cerca de 2h30.
  • Carro particular: Como automóveis não entram na ilha, é obrigatório deixá-los em estacionamentos privados próximos aos portos. As diárias custam em média entre R$ 20 e R$ 30 (com média de R$ 30 em Conceição de Jacareí).

Como se locomover dentro da Ilha Grande

Não existe transporte terrestre motorizado na ilha. Veículos com rodas são restritos apenas a serviços públicos essenciais e bicicletas. A locomoção é feita exclusivamente a pé ou pelo mar.

  • Caminhadas e trilhas: Andar a pé é o meio básico de deslocamento. A ilha tem 16 trilhas principais e algumas secundárias. Para quem pretende fazer a volta completa da ilha a pé, o circuito exige em média 7 dias de caminhada.
  • Táxi boat: Barcos pequenos operam trajetos pontuais entre as praias. O trecho da Praia do Abraão até a Praia do Abraãozinho custa R$ 10. A corrida de ida e volta da Vila do Abraão até a Praia do Pouso sai por R$ 30 por pessoa.
  • Passeios de barco: Para acessar enseadas mais distantes sem encarar longas caminhadas, os passeios de escuna custam a partir de R$ 30 por pessoa, enquanto os passeios de lancha têm preços a partir de R$ 100 por pessoa.

Melhor época para viajar

Se o objetivo é pegar tempo firme e fugir de aglomerações, o período de abril a junho (outono) reúne as condições mais favoráveis. Nessa época, a temperatura média varia de 22°C a 28°C, o volume de chuva diminui consideravelmente em relação ao verão, as paisagens continuam verdes e as praias ficam mais vazias.

O intervalo entre abril e setembro concentra o período mais seco do ano. O inverno, que vai do final de junho a setembro, tem temperaturas médias entre 18°C e 26°C — os termômetros raramente marcam menos de 21°C —, o que favorece passeios e caminhadas, embora o mês de julho possa registrar a passagem de frentes frias. Na primavera, em outubro e novembro, o tempo segue estável, com sol frequente, pouca chuva e médias térmicas de 24°C a 30°C.

O verão e o risco de chuvas

Apesar de coincidir com as férias e a alta temporada — que se estende de dezembro até a Semana Santa e feriados prolongados —, o verão (dezembro a março) é considerado a época mais complicada para planejar a viagem. O clima na região da Costa Verde torna-se instável e imprevisível, sendo a estação mais chuvosa do ano.

Em janeiro, o índice pluviométrico atinge média de 178 mm. Os dias costumam ser bastante quentes, com sol forte, águas mornas e temperaturas médias entre 28°C e 32°C (com máxima média de 26°C registrada em fevereiro), mas as pancadas de chuva são frequentes. Somam-se a isso a superlotação e a alta nos preços de serviços.

Temperaturas e chuvas estação por estação

Ao longo do ano, a média geral de temperatura varia entre 23°C e 30°C:

  • Outono (abril a junho): Médias de 22°C a 28°C. Transição para o tempo mais seco, calor moderado e praias tranquilas.
  • Inverno (julho a setembro): Médias de 18°C a 26°C (dificilmente abaixo de 21°C). Menor incidência de chuva no ano; dias amenos para trilhas, com possibilidade de vento e frentes frias em julho.
  • Primavera (outubro e novembro): Médias de 24°C a 30°C. Clima estável, dias ensolarados e baixos volumes de precipitação.
  • Verão (dezembro a março): Médias de 28°C a 32°C. Período mais quente, mar com água morna, alta umidade e chuvas constantes que podem atrapalhar a programação.

O que levar na mala

O relevo e as características dos passeios exigem itens específicos para evitar contratempos com o clima e a estrutura local:

  • Mochila impermeável (ou capa) e saco estanque: fundamentais para proteger equipamentos e roupas em passeios de barco ou durante chuvas repentinas.
  • Capa de chuva compacta e corta-vento leve: necessários para lidar com pancadas rápidas e com o vento frio em deslocamentos marítimos ou noites de inverno.
  • Tênis e chinelo: tênis firme para os trajetos a pé e chinelo para a areia.
  • Lanterninha e garrafa de água: itens básicos de segurança e hidratação para as caminhadas.
  • Protetor solar, repelente, óculos de sol e boné ou chapéu para proteção contínua contra o sol e insetos.
  • Canga ou toalha de secagem rápida: práticas para embarque e desembarque constante.
  • Dinheiro em espécie além do cartão: a oscilação do sinal de telefonia e internet pode travar as máquinas de pagamento em pontos mais afastados.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Ilha Grande tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.