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O que saber antes de ir para Salvador

O que saber antes de ir para Salvador

  • Revisado editorialmente
  • 7 min de leitura
Vista do Elevador Lacerda e da orla durante o pôr do sol em Salvador, Bahia
gustavoboulhosa · Pixabay Content License

O capítulo

Quando ir e clima

A escolha da data define muito da experiência na capital baiana, que tem 2,675 milhões de habitantes e calor constante.

  • Verão (dezembro a março): É o período mais quente e movimentado, com temperaturas que passam fácil dos 30°C. Em janeiro acontece a tradicional Lavagem do Bonfim. A cidade fica cheia e os preços sobem.
  • Outono e inverno (abril a agosto): Indicados para quem busca fugir das multidões e tarifas altas. No outono, os termômetros marcam entre 25°C e 30°C. Contudo, evite viajar em abril e maio, que concentram o maior volume de chuvas do ano.

Segurança e cuidados básicos

A atenção precisa ser redobrada em áreas históricas e turísticas:

  • O Pelourinho registra problemas frequentes de delinquência e furtos contra turistas. Fique atento aos pertences durante o dia e evite circular a pé pelas ladeiras desertas após o anoitecer.
  • Para quem pretende alugar veículo, a recomendação prática para rodar na cidade é contratar a proteção com cobertura completa (Full Coverage).

Horários e ingressos dos principais pontos

  • Farol da Barra: Abriga o Museu Náutico da Bahia e abre todos os dias, das 9h às 18h. O ingresso inteiro custa R$ 15,00.
  • Elevador Lacerda: Funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos fins de semana (sábado e domingo), das 7h às 19h.
  • Esticadas no litoral: se planeja seguir viagem até a Ilha de Tinharé, a passagem do transfer até Morro de São Paulo custa R$ 175,00.

Planejamento, documentos e dinheiro

  • Documentação: Para brasileiros em voos domésticos, basta apresentar RG ou CNH válidos.
  • Hospedagem: É fundamental reservar com antecedência para garantir boas localizações e tarifas razoáveis.
  • Câmbio e pagamentos: Para viajantes internacionais ou quem busca economizar em taxas bancárias, o uso do cartão Revolut ajuda a reduzir tarifas. Um seguro como o IATI Estrela dá suporte contra imprevistos.
  • Internet: Caso precise de conexão imediata sem depender de chip físico local, a compra de um eSIM da Holafly resolve o acesso a dados móveis.

Como se locomover no dia a dia

A forma mais prática e eficiente para circular por Salvador como turista é utilizar aplicativos de transporte, como a Uber. As distâncias entre os principais pontos turísticos podem ser longas e o trânsito costuma ser carregado nos horários de pico, mas os carros por aplicativo resolvem a maioria dos deslocamentos sem dor de cabeça.

Alugar carro não vale a pena se o plano for apenas rodar pela cidade. Encontrar vagas de estacionamento no centro e próximo às praias mais movimentadas costuma ser difícil e estressante. O veículo próprio só faz sentido para quem já chega dirigindo à capital ou pretende fazer bate-voltas pelo litoral norte, como até a Praia do Forte.

O transporte coletivo exige cautela:

  • Ônibus urbanos: a passagem municipal custa R$ 4,40 (assim como o BRT), e as linhas metropolitanas variam entre R$ 4,80 e R$ 11,50. Apesar de cobrirem praticamente toda a cidade, as linhas convencionais não são recomendadas para turistas. Os veículos costumam andar cheios, a maioria não tem ar-condicionado e há relatos frequentes de assaltos. Para quem optar pelo transporte público, o aplicativo Moovit permite pagar passagens sem precisar de dinheiro vivo ou cartões físicos.
  • Metrô: operado pela CCR Metrô Bahia, o sistema conta com duas linhas principais. Não é um transporte muito prático para a rotina turística do dia a dia, pois não atende diretamente bairros como a Barra ou o Rio Vermelho, mas funciona muito bem para ligar a rodoviária e o aeroporto ao centro com tarifa integrada de R$ 4,40 via Salvador Card.

Caminhadas e bicicletas

Andar a pé funciona de maneiras muito diferentes dependendo da região:

  • Pelourinho e Centro Histórico: a área é compacta e concentra dezenas de atrações culturais próximas umas das outras, sendo perfeita para explorar caminhando.
  • Outros bairros: a topografia de Salvador é bastante acidentada, com muitas ladeiras íngremes e calçadas irregulares, o que torna caminhadas longas cansativas e desconfortáveis em vários trechos.
  • Bicicleta: pedalar pela cidade é desafiador. A malha cicloviária ainda é limitada e o relevo acidentado exige bastante esforço físico, não sendo um meio de locomoção viável para a maioria dos trajetos diários.

Para vencer o desnível entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta sem esforço, o tradicional Elevador Lacerda custa a partir de R$ 0,15, e a Transalvador também opera opções de plano inclinado.

Como sair do Aeroporto de Salvador

O Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães (SSA) fica no extremo norte da cidade, no limite com o município de Lauro de Freitas. Ele recebe voos diretos de São Paulo, Rio de Janeiro e de várias outras capitais.

As distâncias até as principais áreas de hospedagem são consideráveis:

  • Praias do Norte (Itapuã, Stella Maris e Flamengo): cerca de 10 km.
  • Rio Vermelho: 25 km.
  • Pelourinho: 27 km (cerca de 25 km a depender do trajeto).
  • Praia do Farol da Barra e Praia do Porto da Barra: 30 km.
  • Terminal Rodoviário de Salvador: 23 km.

Para sair do terminal aéreo, você pode pegar carros de aplicativo, o metrô (que tem estação conectada) ou táxis. O táxi especial tabelado para o Pelourinho custa R$ 140. Já o táxi comum opera com taxímetro rodando em bandeira 2 em qualquer horário e dia da semana.

Rodoviária e acessos por estrada

O Terminal Rodoviário de Salvador fica no bairro de Pernambués, uma posição mais centralizada em relação ao aeroporto:

  • Fica a 8 km do Pelourinho.
  • Fica a 13 km da Praia do Farol da Barra.
  • Fica a 23 km do aeroporto.

As viagens interestaduais de ônibus são longas: o trajeto a partir de Fortaleza leva cerca de 24 horas, enquanto a viagem vindo de São Paulo dura aproximadamente 30 horas.

Para quem pretende viajar de carro, as distâncias rodoviárias até Salvador são:

  • Aracaju: 330 km.
  • Vitória: 1.170 km.
  • Brasília: 1.450 km.
  • Rio de Janeiro: 1.600 km.
  • São Paulo: 1.950 km.

As rotas de acesso vindas do Sul e Sudeste utilizam a BR-101 e a BR-116. Já para quem chega do Norte do país, as principais rodovias de conexão são a BR-316, a BR-407 e a BR-324.

Transporte marítimo

O transporte por vias marítimas é parte essencial da rotina soteropolitana e indispensável para acessar ilhas e praias da Baía de Todos-os-Santos:

  • Ferry boat: liga Salvador a Bom Despacho (na Ilha de Itaparica). O serviço é operado pela Internacional Travessias Salvador, com saídas a cada hora, funcionando das 05:00 às 23:30.
  • Lanchinhas: a travessia de lancha entre Salvador e Mar Grande custa R$ 8,50 por trecho.
  • Passeios e outras ilhas: o transporte náutico também é a rota tradicional para quem visita a Ilha dos Frades e Morro de São Paulo.

A melhor época para visitar Salvador

Se o foco principal da viagem for pegar praia com sol garantido e a cidade cheia de vida, planeje sua ida entre dezembro e fevereiro, especialmente até o Carnaval. Esse é o intervalo mais seco do ano, com tempo predominantemente firme, brisa constante e termômetros batendo facilmente nos 30 °C a 31 °C.

A temporada de menor volume de chuvas começa em outubro e se estende até fevereiro. Nesse intervalo, as médias mensais ficam entre 65 mm e 70 mm. Dezembro é o mês mais seco do calendário, registrando precipitação em torno de 63,4 mm e apenas 7 dias com registro de chuva.

Meses chuvosos: quando o tempo pode atrapalhar

O período chuvoso na capital baiana vai de abril a agosto. Os meses de abril e maio concentram os maiores volumes e exigem atenção de quem viaja: as médias habituais ficam entre 175 mm e 180 mm, mas maio pode alcançar picos de 302,2 mm. Dias nublados e pancadas frequentes são comuns nessa época e costumam comprometer passeios ao ar livre e dias inteiros à beira-mar.

Junho também mantém o tempo instável, chegando a marcar 19 dias com precipitação ao longo do mês, embora os volumes totais comecem a diminuir gradativamente até agosto.

Temperaturas e estações ao longo do ano

O calor é constante e a média térmica fica entre 24 °C e 26 °C em qualquer época, mantendo a água do mar sempre morna. O que realmente muda na prática é o regime de chuvas e a intensidade do vento.

  • Verão (21 de dezembro a 21 de março): É o auge do calor. As máximas médias chegam a 31 °C em janeiro, com mínimas que não baixam de 23,8 °C. Excelente para praia, mas com maior movimentação na cidade.
  • Inverno (21 de junho a 23 de setembro): O ar fica mais ameno, mas longe de fazer frio. As máximas ficam entre 26 °C e 27 °C (média de 26,6 °C em julho) e as mínimas giram em torno de 21 °C, sem nunca cair abaixo dos 20 °C.
  • Outono e Primavera: Períodos de transição com médias gerais na casa dos 26 °C. Em novembro, por exemplo, a média mínima fica em 24 °C (acima da média climatológica histórica da cidade, que é de 23,1 °C).

Para um roteiro clássico de quatro dias, os meses de primavera e verão entregam a maior probabilidade de tempo aberto para cumprir a programação sem imprevistos climáticos.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Salvador tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.