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Curiosidades

Curiosidades sobre Salvador

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura
Vista aérea da Praia da Barra e da paisagem urbana de Salvador
LEONARDO DOURADO · Pexels License

O capítulo

Entender as particularidades de Salvador ajuda a planejar melhor os passeios e a circular pela cidade com outro olhar. A capital baiana acumula marcos pioneiros no país, tradições religiosas que misturam diferentes matrizes e detalhes históricos curiosos por trás de cartões-postais bastante conhecidos.

Pioneirismos e marcos históricos

Fundada em 1549 por Tomé de Souza, Salvador foi a primeira capital do Brasil e carregava originalmente o nome de São Salvador da Baía de Todos os Santos. No entanto, a ocupação da área começou antes: o assentamento inicial data de 1534, com o Arraial do Pereira, na região da Barra.

Outros fatos históricos relevantes marcam a cidade:

  • Elevador Lacerda: inaugurado em 8 de dezembro de 1873, é considerado o primeiro elevador urbano do mundo. A torre atual, reformada em 1930, tem 72 metros de altura e faz a ligação direta entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta.
  • Primeira faculdade do país: a Escola de Cirurgia da Bahia foi fundada na cidade em 1808. Hoje integra a Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que figura entre as principais universidades latino-americanas.
  • Revolta dos Malês: o levante organizado por africanos escravizados de religião muçulmana eclodiu nas ruas da capital em 1835, marcando a história de resistência local.
  • Farol de Itapuã: a estrutura metálica do farol não foi feita no Brasil — as peças foram fabricadas na Escócia e montadas na Praia de Itapuã.

Tradições, igrejas e o sincretismo

Quem nasce em Salvador é chamado de soteropolitano, palavra com raiz no termo grego *soterópolis* (cidade do salvador). Embora o nome homenageie Jesus Cristo, o padroeiro oficial da cidade desde 10 de maio de 1688 é São Francisco Xavier.

A religiosidade é um dos traços mais visíveis no dia a dia:

  • Uma igreja para cada dia do ano: estima-se que a capital tenha entre 365 e 372 igrejas católicas espalhadas por seus bairros.
  • Festas de largo e devoção: as comemorações de rua mesclam elementos do catolicismo e do candomblé, com muita música e comida típica. Em meados de janeiro, a Lavagem da Igreja do Senhor do Bonfim reúne fiéis em uma caminhada de 8 km entre a Igreja da Conceição da Praia e a colina sagrada, onde ficam amarradas as tradicionais fitinhas coloridas na Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.
  • Cultura afro-brasileira: com forte presença de terreiros de candomblé e celebrações intensas como a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, a capital preserva a maior herança africana do país, tema central na obra de autores como Jorge Amado.

Gastronomia e vida cultural

A culinária local combina referências indígenas, portuguesas e africanas, com uso marcante de frutos do mar e pescados. Pratos como moqueca, vatapá, caruru, abará, bobó e mungunzá fazem parte da rotina.

O acarajé tem tanta relevância que o Dia Nacional da Baiana de Acarajé é celebrado em 25 de novembro. Para provar a comida de rua, o bairro do Rio Vermelho concentra bancas tradicionais ao ar livre, como o Acarajé da Dinha e o Acarajé da Cira, além de intensa movimentação noturna.

No quesito multidões, o Carnaval de rua, impulsionado por trios elétricos, é registrado no Guinness Book como a maior festa carnavalesca do planeta. Esse fluxo ajuda a colocar a capital como líder no desembarque de turistas no Nordeste, movimentando quase 8 milhões de passageiros ao ano via Aeroporto Internacional de Salvador, segundo a Infraero. A cidade também figura no grupo das 165 cidades mais inteligentes do mundo, sendo a única do Nordeste presente no levantamento.

O que considerar ao planejar a viagem

  • Quando ir: o período mais recomendado vai de dezembro até o Carnaval, quando os dias ficam mais ensolarados e firmes. Os meses de abril e maio concentram os maiores volumes de chuva e devem ser evitados. Para o fim de ano, o Réveillon na capital costuma ter boa relação de custo-benefício em comparação com outros destinos litorâneos, já que a rede hoteleira não costuma triplicar os valores das diárias.
  • Cuidados na visita: o Pelourinho, tombado pela UNESCO por seu conjunto arquitetônico e casarões coloniais, é parada obrigatória, mas requer atenção redobrada com furtos e assaltos, principalmente depois do anoitecer.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Salvador tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.