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O que saber antes de ir para Londres

O que saber antes de ir para Londres

A primavera e o verão têm dias mais longos para caminhar, e a maior parte dos principais museus tem entrada gratuita. O metrô atende a cidade com 270 estações interligadas. Para estadias de até seis meses, turistas brasileiros não necessitam de visto prévio.

  • Revisado editorialmente
  • 11 min de leitura
Vista do anfiteatro The Scoop e prédios modernos ao fundo, incluindo o The Shard, em Londres
Javier Gonzalez · Pexels License

O capítulo

Quando ir e como o clima muda o ritmo da viagem

A época escolhida define bastante o aproveitamento dos dias na capital britânica. O período de março a agosto, que compreende a primavera e o verão, é o mais indicado para caminhar e explorar a cidade com calma. Nesses meses, o clima fica mais ameno e os dias ganham bastante luz natural. Além disso, certas atrações têm funcionamento restrito: o Palácio de Buckingham, por exemplo, abre para visitação apenas durante o verão.

Já o intervalo de setembro a fevereiro traz a combinação típica de outono e inverno: tempo frio, chuva mais frequente e luminosidade reduzida. No pico do inverno, o sol se põe antes das 16h, encurtando o tempo útil ao ar livre e concentrando os roteiros em atrações fechadas.

Custos: onde a conta pesa e onde dá para economizar

A moeda oficial é a libra esterlina. A cidade tem fama de destino caro, mas alguns pontos ajudam a equilibrar o orçamento:

  • Museus e patrimônio: a maior parte dos principais museus da cidade tem entrada gratuita. A cidade também reúne 4 Patrimônios Mundiais da Humanidade pela UNESCO.
  • Passe de atrações: o London Pass reúne ingressos para diferentes pontos turísticos em opções de 1 a 10 dias, com preços a partir de 69 libras.
  • Alimentação rápida: uma refeição econômica em redes de fast food ou cafés básicos costuma sair entre R$ 50 e R$ 100.
  • Hospedagem de alto padrão: para quem busca hotéis de luxo, as diárias começam em torno de R$ 1.500 por noite.

Como se locomover: metrô e conexões dos aeroportos

O sistema de transporte é extenso e atende os principais pontos turísticos com facilidade. O metrô, em funcionamento desde 1863, conta com 402 km de extensão, 270 estações e 11 linhas interligadas. Para quem planeja usar o transporte com frequência nas zonas 1 a 4, as opções de passes ilimitados custam:

  • Passe diário (zonas 1 a 4): 11 libras.
  • Passe semanal (zonas 1 a 4): 55,20 libras.

Para quem chega por via aérea, a cidade conta com seis aeroportos: Heathrow, Gatwick, Stansted, Luton, City e Southend. Entre eles, Heathrow e Gatwick são os maiores e recebem o maior volume de voos internacionais de longa distância.

Regras de entrada e documentos obrigatórios

Entrar no Reino Unido exige atenção às exigências de documentação e imigração:

  • Passaporte e visto: brasileiros precisam de passaporte válido e não necessitam de visto prévio para estadias de turismo, negócios ou estudos curtos de até seis meses. Cidadãos portugueses também estão isentos de visto para turismo por até 180 dias.
  • Autorização eletrônica (ETA): cidadãos portugueses precisam apresentar a autorização eletrônica UK ETA junto ao passaporte. Para turistas brasileiros, a solicitação do ETA passa a ser obrigatória a partir de 2025, com taxa fixada em 16 libras.
  • Comprovantes e organização: organize passagens de volta, reservas de hospedagem e comprovantes de recursos em uma pasta física na bagagem de mão para apresentar aos fiscais de fronteira.
  • Seguro de viagem: não é uma exigência legal para cruzar a imigração, mas é altamente recomendável por conta dos altos custos de atendimento médico privado.
  • Remédios e dinheiro em espécie: medicamentos devem viajar nas caixas originais, com receita médica anexa no caso de remédios controlados. Para valores em espécie que ultrapassem R$ 10.000,00 saindo do Brasil, a legislação exige preencher a declaração eletrônica (e-DBV).

Segurança e detalhes práticos do dia a dia

A cidade é segura para turistas, com índices baixos de crimes violentos nas regiões centrais. Ainda assim, em áreas de grande movimentação e transporte público, o uso de uma doleira interna para carregar dinheiro em espécie previne contratempos.

Outro ponto prático importante: a voltagem elétrica britânica é diferente do padrão brasileiro. Para usar aparelhos eletrônicos, certifique-se de que são bivolts e leve um adaptador de tomada compatível com os plugues de três pinos chatos utilizados no Reino Unido.

Metrô, ônibus e como pagar as passagens

Comprar bilhete avulso de metrô em totem ou bilheteria é a pior escolha financeira na cidade: cada viagem única custa £ 6,70. A forma prática e econômica de circular pela rede pública — composta prioritariamente por metrô, ônibus e trem — envolve os cartões recarregáveis ou passes específicos.

  • Oyster Card: tem taxa de emissão de £ 7 e aceita recargas entre £ 10 e £ 40. Para quem fica dois dias, a sugestão de crédito inicial é de £ 15; para quatro dias, abasteça com £ 30.
  • Visitor Oyster Card: custa £ 5 para ser emitido e permite recargas de £ 10 a £ 50.
  • Oyster Pay as You Go: modalidade com opções de recarga de £ 10 a £ 40 conforme o uso.
  • Passe de ônibus e trem: o passe de 1 dia custa £ 5,50, enquanto o passe de 7 dias sai por £ 23,30. Para estadias longas, o passe mensal custa £ 89,50 e o passe anual fica em £ 932.

Para quem viaja em família, crianças com até 11 anos não pagam nada no transporte público e passam nas catracas acompanhadas por um adulto.

Saindo dos aeroportos

Londres conta com seis aeroportos internacionais. O London City é o único dentro da área urbana. Os outros cinco ficam entre 25 km e 58 km do centro, o que exige atenção ao tempo de deslocamento:

  • Heathrow: fica a 25 km a oeste da região central e oferece três opções diretas sobre trilhos. O trem Heathrow Express é o mais rápido, levando 15 minutos (custa entre £ 5,50 e £ 25). O trem Elizabeth Line faz o percurso em 35 minutos (£ 12,80). Já a linha de metrô Piccadilly Line é a mais barata (£ 5,60), completando a viagem em 50 minutos.
  • Luton: está situado a 51 km da cidade.
  • Stansted: fica localizado a 56 km de distância.

Para conexões internacionais de trem, o Eurostar chega de Paris com 12 saídas diárias e trajeto de 2 horas e meia. Quem viaja de avião a partir do Brasil conta com voos diretos de São Paulo (operados por British Airways, Latam e Virgin Atlantic) e do Rio de Janeiro (operados exclusivamente pela British Airways).

Alternativas: barco, bicicleta e táxi

Além dos trilhos e dos ônibus vermelhos, a cidade tem modais alternativos para trajetos específicos:

  • Barcos no Rio Tâmisa: o passe de ônibus fluvial para a região central custa £ 7,70 e serve tanto para deslocamento prático quanto para ver a cidade da água.
  • Bicicletas elétricas e Santander Cycle: o aluguel avulso da Santander Cycle custa £ 1,65 por 30 minutos. Para quem pretende pedalar com frequência ao longo do mês, existe um plano mensal com tempo ilimitado por £ 20.
  • Táxi: é a opção com custo mais elevado, cobrando £ 6,50 por quilômetro rodado.

Clima

Céu azul com nuvens brancas
Imagem ilustrativa · Donald Tong / Pexels · Pexels

O clima na capital inglesa é temperado, com as quatro estações bem marcadas e uma temperatura média anual de 10ºC. A fama de chuva constante não significa tempestades torrenciais: a precipitação média não passa de 70 mm por mês e não existe uma estação chuvosa isolada. A água se distribui ao longo de todo o ano, com uma média de sete a nove dias chuvosos por mês, quase sempre em forma de garoa leve e frequente.

O que esperar em cada estação

As temperaturas mudam de forma clara entre o meio do ano e os meses de inverno:

  • Verão (junho a setembro): É a época mais quente e movimentada, com médias gerais entre 15°C e 25°C. As máximas costumam ficar em torno de 23°C ou 24°C. Julho é o mês mais quente, registrando mínimas de 13,9°C e máximas de 23,5°C, embora ondas de calor possam levar os termômetros a picos de 30°C — em 2022, o recorde histórico absoluto atingiu 40°C. Junho varia entre 11,7°C e 21,1°C; agosto fica entre 13,7°C e 23,2°C; e setembro fecha o período com marcas de 11,4°C a 19,9°C. Mesmo no verão, as noites podem pedir um casaco leve.
  • Inverno (dezembro a março): O período é frio e úmido, com temperaturas médias que variam entre 2°C e 8°C. Janeiro e fevereiro são os meses mais gelados, com média em torno de 5°C e termômetros oscilando entre 2°C e 8°C (janeiro tem mínimas frequentes na casa de 2°C a 3°C). Dezembro registra entre 2,7°C e 8,3°C, enquanto março começa a transição marcando entre 3,9°C e 11,4°C.
  • Primavera (março a maio): Apresenta aquecimento gradual, com médias da estação entre 8°C e 15°C. Abril registra mínimas de 5,5°C e máximas de 14,2°C (médias entre 7°C e 13°C), enquanto maio traz dias mais agradáveis, variando entre 8,7°C e 17,9°C.
  • Outono (setembro a novembro): A temperatura cai progressivamente, mantendo médias de 10°C a 17°C na estação. Outubro tem mínimas de 8,4°C e máximas de 15,6°C. Novembro já antecipa o inverno, com termômetros entre 4,9°C e 11,2°C.

Melhor época e impacto no orçamento

A alta temporada na cidade se concentra no mês de agosto e na semana entre o Natal e o Ano Novo, períodos com maior procura e preços mais elevados. Para quem busca economizar, viajar entre outubro e abril costuma baratear a viagem, já que passagens aéreas e diárias de hospedagem têm valores mais baixos nesse intervalo.

O que levar na mala

Independentemente do mês escolhido, a dinâmica do tempo exige itens funcionais:

  • Guarda-chuva: Item indispensável em qualquer época do ano, já que não há período totalmente seco.
  • Calçados: Sapatos confortáveis para caminhar por pontos turísticos e museus são prioritários. Botas e galochas funcionam bem para os dias de chuva.
  • Trench coat: Casaco clássico e versátil, útil tanto no inverno quanto em dias frescos de verão.
  • Roupas de inverno: A melhor estratégia para o frio é vestir-se em camadas, permitindo adaptação rápida ao entrar em ambientes fechados com aquecimento forte. Vale incluir uma primeira camada térmica (calça, blusa e meias como segunda pele), blusas de manga longa e calças convencionais, suéteres e um casaco impermeável por cima.
  • Roupas de verão: Peças leves para o dia a dia, acompanhadas de um blazer de lã ou agasalho moderado para lidar com as quedas de temperatura à noite.

Londres é seguro? O panorama real para quem viaja

Londres é uma das metrópoles mais seguras do mundo e tem índices gerais de criminalidade baixos em comparação com outras grandes capitais globais. Em uma área de 1.572 km² com cerca de 8,9 milhões de habitantes e milhões de visitantes circulando o ano todo, a rotina costuma ser tranquila e sem episódios graves para a maioria das pessoas.

Ainda assim, o tamanho da cidade exige atenção a um tipo específico de delito: os pequenos furtos. A esmagadora maioria das ocorrências registradas contra turistas envolve batedores de carteira e roubo ou furto de celulares e bolsas. Violência física direta é rara em áreas centrais, mas a distração em locais cheios custa caro.

Bairros prestigiados como Whitehall e Westminster registram altos níveis de segurança institucional. Já áreas como Kensington, Camden e Greenwich se destacam por ter excelente infraestrutura e boa reputação de segurança tanto para moradores quanto para estudantes.

Pontos críticos e horários de maior risco

Os furtos não acontecem de forma uniforme pela capital. Eles se concentram nos pontos turísticos de fluxo intenso, onde a aglomeração facilita a ação rápida sem que a vítima perceba de imediato.

Fique mais atento nos seguintes locais:

  • Oxford Street e Piccadilly Circus: polos de compras e entretenimento sempre apinhados de pedestres olhando vitrines ou mexendo no telefone.
  • West End e South Bank: regiões com grande densidade de teatros, atrações culturais e calçadões à beira do rio, onde o fluxo constante atrai oportunistas.
  • Mercado de Camden: feiras e mercados de rua movimentados exigem bolsas sempre fechadas e à frente do corpo.
  • Grandes estações de conexão do metrô, áreas ao redor de paradas de ônibus, caixas eletrônicos e estacionamentos.

O momento de maior vulnerabilidade coincide com o horário de pico do transporte público, que vai das 7h30 às 9h30 pela manhã e das 17h às 19h30 no fim da tarde. Nesses intervalos, vagões e plataformas ficam lotados, criando o cenário perfeito para batedores de carteira agirem em portas de vagão e escadas rolantes.

Transporte público e transportes a evitar

O transporte público londrino — abrangendo metrô, trens e ônibus — é considerado seguro e eficiente.

No metrô, os trens encerram a operação por volta da meia-noite durante a semana. Às sextas-feiras e aos sábados, cinco linhas funcionam durante toda a noite sem interrupção:

  • Victoria
  • Central
  • Jubilee
  • Northern
  • Piccadilly

Por outro lado, fuja de tuk-tuks e rickshaws estacionados próximos a áreas turísticas e teatros. Esse tipo de transporte não é regulamentado na cidade e é frequentemente associado a cobranças abusivas e preços exorbitantes aplicados a desavisados.

Se tiver cédulas antigas de libras esterlinas fora de circulação, saiba que não é preciso recorrer a câmbios suspeitos: a troca de notas antigas é feita gratuitamente de forma oficial no Bank of England.

Telefones de emergência

Se você precisar acionar as autoridades durante a estadia, os números oficiais de contato são:

  • 999 ou 112: número unificado para emergências graves (polícia, ambulância e bombeiros).
  • 101: número direto da polícia para relatar incidentes não urgentes, como registrar a perda ou o furto de um pertence já consumado.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Qual é a melhor época para viajar para Londres?

Os meses de março a agosto são os mais indicados para visitar a cidade, pois contam com clima mais ameno e dias mais longos. Já de setembro a fevereiro o período costuma ser frio e chuvoso, com o inverno registrando dias curtos em que anoitece antes das 16h.

Brasileiro precisa de visto para entrar em Londres?

Não é necessário visto para cidadãos brasileiros que viajam a turismo, negócios ou estudos de curta duração por até seis meses. Para desembarcar no país, a exigência básica é apresentar um passaporte válido.

Preciso levar adaptador de tomada do Brasil para Londres?

Sim, pois o padrão de tomada e a voltagem elétrica no Reino Unido são diferentes dos utilizados no Brasil. Para usar seus aparelhos sem problemas, leve um adaptador de tomada compatível e certifique-se de que seus equipamentos são bivolts.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Londres tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.