Localizado no sul do estado do Rio de Janeiro, na Serra da Mantiqueira e na divisa com Minas Gerais, o município de Itatiaia é conhecido por abrigar o primeiro parque nacional do Brasil, criado em 1937. O que diferencia a região é a sua marcante divisão geográfica em dois setores com propostas distintas: a Parte Baixa, dominada pela vegetação de Mata Atlântica e rios com poços de banho, e a Parte Alta, caracterizada pelo planalto rochoso, vegetação de campos de altitude e temperaturas que chegam a marcas negativas no inverno. Por conta dessa variedade de relevo, o destino atende tanto famílias e pessoas em busca de caminhadas leves e banhos de rio quanto praticantes de montanhismo em terrenos íngremes de grande altitude.
Os viajantes costumam dedicar em média três dias à região, quase sempre organizando o roteiro por setores para evitar deslocamentos longos pela serra. Quem está de carro próprio costuma iniciar a viagem pela Parte Baixa do Parque Nacional do Itatiaia, visitando em um único dia mirantes e quedas d'água de acesso facilitado, como o Mirante do Último Adeus, o Lago Azul e a Cachoeira Véu de Noiva, além de esticar a caminhada até o Poço do Maromba. A proximidade com o distrito de Penedo, conhecido por sua colônia de imigrantes finlandeses e pelo polo gastronômico, complementa a estadia e permite incluir passeios como a Cachoeira de Deus na mesma viagem.
Para quem foca em montanhismo, a visita se concentra na Parte Alta da serra, onde as atividades ganham ritmo de expedição, principalmente no período de seca entre abril e outubro. Nesse planalto, o Abrigo Rebouças funciona como base de apoio e pernoite para quem encara as escalaminhadas rumo ao cume do Pico das Agulhas Negras, os trajetos até a Pedra do Altar ou a subida entre os blocos rochosos do Pico das Prateleiras. A locomoção pode combinar veículos próprios, ônibus municipais entre Itatiaia e Penedo ou transporte até a entrada das trilhas, encerrando a viagem com a exploração dos cumes ou descansando nas vilas do entorno.