Localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, a 240 km da capital fluminense e a 270 km de São Paulo, Paraty é um destino que integra preservação histórica e natureza tropical. Fundada em 1667 e reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, a cidade se destaca pelo conjunto arquitetônico do seu Centro Histórico, tombado pelo IPHAN com casarios dos anos 1800, e pela localização entre o mar e as montanhas cobertas pela Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina. As ruas sinuosas de pedras pé-de-moleque, projetadas contra invasões de piratas e lavadas pela maré alta, ditam a personalidade do lugar. O destino atrai desde casais e famílias em busca de turismo cultural e gastronômico até praticantes de ecoturismo e trilheiros interessados em explorar praias e cachoeiras.
A recomendação ideal de permanência para aproveitar o que Paraty oferece é de 5 dias. Por ter a circulação de veículos proibida no miolo histórico, a exploração do centro é feita a pé sobre o calçamento de pedra ou em passeios de charrete. O ritmo do dia costuma se dividir entre passeios marítimos pela baía e rotas terrestres em direção à vegetação nativa. No mar, barcos e lanchas partem do cais em direção a pontos de águas calmas, como a Ilha Comprida — conhecida pelas águas límpidas propícias para snorkeling com peixes sargentinhos — e os recortes do Saco do Mamanguá, onde fica o Pico do Pão de Açúcar, uma subida íngreme de 1,5 km até 425 metros de altitude.
Pela terra, o acesso às atrações afastadas se dá pela rodovia BR-101 ou pela estrada Paraty-Cunha, podendo ser feito de carro, ônibus local ou vans. A cerca de 8 km do centro, a Cachoeira do Tobogã é um dos pontos procurados nas encostas da serra, oferecendo uma rocha lisa de quase 20 metros que forma um escorregador natural. Na direção sul, a Vila de Trindade serve de base para acessar a Praia do Meio e a Piscina Natural do Cachadaço. Já para quem busca faixas de areia mais preservadas, a Praia do Sono exige uma caminhada de 3,1 km a partir da Vila Oratório ou travessia de barco. Na volta ao centro urbano, a visitação costuma incluir o Forte Defensor Perpétuo, no Morro da Vila Velha, antes de encerrar o dia nos restaurantes do centro histórico, focados na culinária caiçara e nas opções de bebidas locais.