Se a ideia é dar um mergulho tranquilo sem encarar horas de caminhada pesada, o Lago Azul é a parada mais direta no Parque Nacional do Itatiaia. O poço não é muito grande, mas tem água limpa, pequenas quedas d'água e uma tonalidade esverdeada com reflexo calmo, sendo um ponto favorável tanto para banho quanto para mergulho.
Como é a trilha e o acesso
A caminhada até o lago é curta e classificada em nível fácil, o que permite a visita até de crianças. No entanto, há duas ressalvas práticas que você precisa considerar antes de descer:
- Escadaria: o trajeto conta com cerca de 120 degraus. A descida é rápida, mas a volta exige esse esforço contínuo de subida.
- Pedras escorregadias: no entorno e dentro da água, o limo nas pedras demanda bastante cautela para evitar quedas.
Para fazer o passeio sem perrengue, vá de tênis para o trecho da trilha e leve na mochila roupa de banho, toalha e um casaco — mesmo em dias amenos, a temperatura na serra pode mudar.
Como funciona a visita e custos
O Lago Azul fica na chamada Parte Baixa do parque, que foi criado em 1937 por decreto de Getúlio Vargas, sendo o primeiro e mais antigo parque nacional do Brasil. A reserva fica na Serra da Mantiqueira, dividida entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, com elevações que vão dos 600 aos 2,7 mil metros de altitude.
O parque opera com três portarias (Parte Baixa, Parte Alta e Visconde de Mauá). Para acessar as atrações da Parte Baixa ou da Parte Alta, as taxas são as seguintes:
- Ingresso inteiro: R$ 42 (válido tanto para a Parte Baixa quanto para a Parte Alta).
- Estacionamento diário (carro de passeio): R$ 25.
- Portaria de Visconde de Mauá: visitação livre e gratuita.
Enquanto a Parte Baixa concentra poços acessíveis como o Lago Azul, a Parte Alta reúne trilhas de nível moderado a difícil (onde fica o Pico das Agulhas Negras, 5º maior pico do Brasil), trecho em que a instabilidade do clima e a presença de neblina tornam recomendável a contratação de guia credenciado.