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Roteiros

Roteiros em Bolonha

Ficar de dois a três dias permite percorrer o centro histórico a pé e sem gastos com transporte. O trajeto reúne a Piazza Maggiore, a Basílica de São Petrônio e os pórticos tombados pela UNESCO, além de funcionar como parada entre Milão, Florença e Veneza.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Vista da arquitetura histórica de Bolonha na Itália com telhados e igreja
orpanahannaelina · Pixabay Content License

O capítulo

Quanto tempo ficar e como organizar os dias

Ficar 2 dias em Bolonha é o tempo mais indicado para ver o centro histórico no ritmo certo e aproveitar a culinária local sem pressa. Quem tem 3 dias consegue explorar com mais calma a cena de restaurantes, o peso dos edifícios históricos e o ambiente acadêmico da cidade.

Pela posição geográfica ao norte e quase no centro do país, a parada funciona muito bem para quem já está se deslocando entre Milão, Florença ou Veneza. Como a grande maioria das atrações fica concentrada no miolo histórico, quase não se gasta com transporte interno.

Roteiro pelo centro histórico

  • Piazza Maggiore: É o ponto natural para começar qualquer caminhada. A praça principal concentra construções históricas e cafés, cercada pelo Palazzo del Podestà, pelo Palazzo Re Enzo e pelo Palazzo Comunale.
  • Biblioteca Salaborsa: Fica dentro do Palazzo Comunale. O destaque é o piso transparente de vidro, que deixa à mostra vestígios romanos, ruínas renascentistas e uma parede de torre medieval sob os pés dos visitantes.
  • Fonte de Netuno: Obra maneirista esculpida por Giambologna. Uma curiosidade direta da região: o desenho do tridente empunhado pela estátua serviu de inspiração para os irmãos criarem o logotipo da Maserati (a montadora e a Ferrari têm sedes nessa região).
  • Basílica de São Petrônio: Sexta maior igreja cristã de toda a Europa, com 22 capelas internas. A entrada é gratuita, mas há uma regra rígida: é proibido entrar carregando mochilas ou malas.
  • Torre Acinelli: Para ter uma vista panorâmica da malha urbana de Bolonha, a subida custa cerca de R$ 30.
  • Pórticos de Bolonha: Caminhar pela cidade significa passar por baixo dessas galerias cobertas. Se fossem alinhados em sequência, somariam 62 km de extensão. Os trechos mais significativos ganharam o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 2021.
  • Universidade de Bolonha: Fundada em 1088, é um dos marcos históricos centrais da cidade para incluir no trajeto a pé.

Para quem prefere uma introdução guiada antes de circular por conta própria, uma opção é a excursão a pé pelo centro com guia profissional, que dura duas horas. Se a intenção for fazer compras mais afastadas, o Barberino Designer Outlet fica a cerca de 100 km de distância.

Custos e orçamento: Bolonha cabe no bolso?

Bolonha é bastante acessível para o padrão do norte italiano, principalmente porque grande parte dos atrativos turísticos não cobra ingresso — andar pelas praças, cruzar os pórticos da UNESCO e entrar na basílica são atividades sem custo.

Os gastos principais em euro costumam se dividir assim:

  • Hospedagem: Um hotel bom e bem localizado no centro histórico custa em média R$ 300 por dia em quarto duplo.
  • Alimentação: A região é o berço de produtos com denominação de origem, como o Queijo Parmigiano Reggiano e o Vinagre Balsâmico de Modena. Um jantar completo na cidade sai por cerca de R$ 120.
  • Transporte: Hospedando-se na área central, o custo com deslocamento diário é zero, já que as distâncias são curtas e feitas a pé.

Como chegar e se locomover

Quem desembarca no Aeroporto Guglielmo Marconi chega ao centro de forma rápida usando o ônibus Aeróbus. A viagem dura 25 minutos e o bilhete custa cerca de R$ 40 por pessoa. Chegando à região central, não há necessidade de recorrer a táxi ou ônibus para cumprir as visitas do roteiro.

Para a entrada no país, vale lembrar que o seguro viagem é um documento obrigatório na imigração italiana.

Melhor época para ir

A primavera e o outono concentram as condições mais favoráveis para caminhar pelas ruas. O verão (de junho a agosto) registra calor intenso, com termômetros que passam dos 30°C. Já o inverno (de dezembro a fevereiro) é rigoroso e bate temperaturas próximas a 2°C. Ao longo do ano, a média da cidade fica em 14°C.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para fazer o roteiro em Bolonha?

Recomenda-se separar 2 dias para aproveitar bem a cidade, mas 3 dias são suficientes para conhecer com calma os edifícios históricos, a gastronomia e a cultura acadêmica. Quem optar por estender a viagem ainda encontra pontos de interesse suficientes para preencher mais dias.

Dá para fazer todo o roteiro a pé?

Sim, não é necessário transporte para se locomover entre os pontos turísticos, pois a maior parte das atrações fica concentrada no centro histórico e bem perto uma da outra. Ao se hospedar na região central, é possível fazer quase tudo caminhando.

Qual é a melhor época do ano para visitar Bolonha?

A primavera e o outono são as melhores épocas para conhecer a cidade. O verão, de junho a agosto, é bastante quente e supera os 30ºC, enquanto o inverno, de dezembro a fevereiro, é bem frio com marcas próximas a 2ºC.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Bolonha tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.