Aracaju, capital de Sergipe, localiza-se no litoral do menor estado do Brasil, entre as bacias dos rios Sergipe e Vaza-Barris. Ao contrário de outras capitais da região marcadas por grande agitação urbana, a cidade se diferencia pelo traçado plano planejado em formato de xadrez, pelas avenidas largas e por uma rotina tranquila. É um destino procurado principalmente por famílias e casais que buscam descanso à beira-mar, com águas mornas e mar sem agitação, além de uma forte identidade cultural associada à gastronomia do sertão e do manguezal, com pratos tradicionais à base de caranguejo e frutos do mar.
A dinâmica da viagem costuma durar entre três e cinco dias, e a maioria dos visitantes escolhe se hospedar na Orla de Atalaia. Com cerca de 6 km de extensão, a área concentra a maior parte da estrutura hoteleira, o Oceanário do Projeto Tamar, ciclovias e a Passarela do Caranguejo, endereço que reúne grande movimento de bares e restaurantes. A partir dessa faixa litorânea, o roteiro costuma seguir em direção à zona sul, aproveitando as barracas da Praia de Aruana e descendo até a Praia do Mosqueiro. De lá, junto à Orla Pôr do Sol, partem os passeios de barco pelo leito do Rio Vaza-Barris em direção à Croa do Goré, banco de areia que se torna visível na maré baixa.
Como as atrações estão espalhadas ao longo da malha urbana — a distância entre a Orla de Atalaia e o Centro Histórico é de cerca de 12 km —, a locomoção dos viajantes é feita com facilidade por meio de carros de aplicativo e táxis. O roteiro cultural costuma reservar um período para circular pela região central, visitando os recursos audiovisuais do Museu da Gente Sergipana e as bancas de artesanato e ingredientes típicos do Mercado Municipal Antonio Franco. Os fins de tarde são frequentemente planejados para acompanhar o entardecer nas margens fluviais, seja na vista para o manguezal no Mirante da Treze de Julho ou nos passeios de barco que encerram o dia na zona sul.