Como funciona a travessia para a praia
Chegar à Praia da Guarda do Embaú, a 50 km de Florianópolis, exige lidar com a geografia local: o Rio da Madre divide a vila de pescadores da faixa de areia oceânica. Como o curso de água desemboca diretamente no oceano Atlântico, não há ponte até a praia principal, tornando a travessia parte obrigatória da logística de quem visita a região.
Para cruzar a margem até a areia, existem três opções práticas:
- Canoeiros: barqueiros locais fazem a travessia em canoas coloridas e cobram uma taxa pelo serviço. É a forma mais direta e segura de chegar seco ao outro lado, especialmente carregando bolsas ou pranchas.
- A pé: viável exclusivamente nos períodos de maré baixa. A água costuma bater na altura da cintura, mas exige atenção ao caminhar sobre o fundo de areia.
- A nado: possível também em maré baixa, embora exija cuidado redobrado com a correnteza.
Riscos na água e condições ambientais
A calmaria do rio varia drasticamente com o clima. A travessia a pé ou a nado se torna perigosa em situações de chuva na cabeceira ou durante a mudança das marés, momentos em que o volume e a força do fluxo d'água sobem rápido. Nesses dias, a travessia com os canoeiros deixa de ser apenas comodidade e passa a ser a única alternativa segura.
Além da segurança física, vale acompanhar o cenário ambiental. O Rio da Madre, que corta áreas de Palhoça e Paulo Lopes, passa por cobranças de saneamento: o município de Palhoça recebeu um prazo de dois anos para recuperar a bacia hidrográfica, plano que prevê a implantação de rede de esgoto e o corte de ligações clandestinas na região. Mesmo diante desse desafio de infraestrutura, o rio ainda dita o ritmo tranquilo de quem circula pela Guarda do Embaú.