Vale a pena visitar o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro?
Depende muito do tipo de passeio que você busca. Se a ideia for uma parada rápida de beira de estrada para conhecer a vegetação local sem esforço físico, a sede atende bem. Se o objetivo for caminhada pesada, o cenário muda completamente de figura: a área abriga expedições longas de vários dias.
O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro foi criado em 1 de novembro de 1975 com o objetivo de proteger os mananciais que abastecem o litoral catarinense e resguardar a fauna e flora locais. Trata-se da maior unidade de conservação e proteção integral de Santa Catarina, cobrindo cerca de 1% de todo o território do estado — entre 84.130 e 87.405 hectares distribuídos por nove municípios, entre eles Palhoça, Florianópolis e Garopaba.
O que fazer: trilha curta ou travessia técnica
Dentro dos limites do parque convivem centenas de espécies protegidas de árvores e animais. Na prática, a estrutura para o visitante comum e a rota para montanhistas experientes são duas coisas bem distintas:
- Trilha ecológica de 1.000 metros: fica junto ao centro de recepção e serve para uma caminhada leve e didática, viável para qualquer pessoa sem preparo físico.
- Travessia de 90 km: percurso longo que cruza a unidade de conservação e termina nas praias de Palhoça. O primeiro trecho dessa rota exige três dias de caminhada contínua, demandando planejamento de expedição.
Vale lembrar que uma porção da famosa praia da Guarda do Embaú fica dentro dos limites protegidos do parque, integrando a faixa litorânea preservada da unidade.
Horários e custos
A entrada no parque é gratuita, o que faz dele uma parada econômica no roteiro pelo litoral sul catarinense.
- Funcionamento: de quarta-feira a domingo, das 9h às 16h.
- Fechamento: segundas e terças-feiras.
Como chegar
A sede principal fica na Baixada do Maciambu, em Palhoça, bem às margens da BR-101, na altura do km 238.
- De carro a partir de Florianópolis: são cerca de 40 km até a sede, percurso feito em aproximadamente 40 minutos em condições normais de trânsito pela BR-101.
- De carro a partir de Garopaba: a viagem leva por volta de 1 hora, subindo pela rodovia SC-434 e seguindo para o norte pela BR-101.
- De ônibus: existem linhas regulares saindo de Florianópolis com destino a Palhoça. Contudo, ao desembarcar no município, ainda é necessário pegar transporte local para chegar até a entrada principal da sede.
Clima e quando ir
A geografia extensa do parque impõe variações marcantes de tempo. Na porção dos campos de altitude, o inverno registra muito frio. Já no verão, o principal fator de atenção são as chuvas frequentes acompanhadas de risco real de trovoadas, algo especialmente perigoso para quem planeja trechos longos a pé.