A Praia do Marujá não serve para quem busca um bate-volta rápido ou estrutura urbana à beira-mar. Localizada no sul da Ilha do Cardoso, quase na divisa com o estado do Paraná, ela reúne muitos quilômetros de extensão, visual preservado e pouquíssimo movimento de pessoas. Por causa da distância e da logística de navegação a partir de Cananéia, a viagem só faz sentido de verdade se você planejar passar pelo menos uma noite por lá.
Como chegar à Praia do Marujá
Saindo de São Paulo capital até Cananéia são cerca de 270 km, feitos de carro pelas rodovias BR-116 e SP-226. Ao chegar à cidade, a travessia de balsa é necessária para explorar as ilhas e praias dos arredores.
O deslocamento final até o Marujá depende exclusivamente de barco, partindo de dois pontos diferentes:
- Pelo Centro de Cananéia: você pode embarcar em uma voadeira, que cumpre o percurso em cerca de 50 minutos, ou optar pela barca, que leva aproximadamente três horas.
- Pelo Bairro do Ariri: outra alternativa de ponto de partida para pegar embarcação rumo à vila.
Durante o trajeto de barco pelo Canal de Ararapira, a rota corta áreas de manguezais e restinga, com trechos onde é comum avistar botos-cinza na água.
Estrutura e onde ficar na Vila do Marujá
A base de apoio para quem visita a praia é a Vila do Marujá. Como o trajeto é longo, o mais prático e comum entre os viajantes é pernoitar no local, utilizando a estrutura mantida pelos próprios moradores:
- Hospedagem: a comunidade conta com algumas pousadinhas de base comunitária espalhadas pela vila.
- Alimentação: o suporte local se resume a dois restaurantes, o que exige planejamento caso você precise de itens muito específicos durante a estadia.
Vale a pena ir ao Marujá?
Vale a pena para quem quer uma praia extensa, bonita e pouco frequentada, sem quiosques enfileirados ou barulho de trânsito. A contrapartida é o tempo investido no transporte: a barca consome três horas de navegação só na ida, e mesmo a voadeira exige 50 minutos de canal. Se a sua ideia for apenas passar duas horas na areia e ir embora no mesmo dia, o cansaço do deslocamento não compensa; se o objetivo for desacelerar e dormir na ilha, a parada faz todo sentido.