Como funciona a travessia e o limite de visitantes
Quem planeja ir ao Parque Estadual da Ilha do Cardoso precisa resolver a logística náutica antes de qualquer coisa. A ilha fica no litoral sul de São Paulo, a 272 km da capital paulista, e o acesso terrestre termina em Cananéia via Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Dali em diante, a viagem segue exclusivamente pela água a partir do porto local.
A escolha da embarcação dita o ritmo da chegada:
- Voadeira ou barco a motor rápido: faz a travessia em cerca de 50 minutos. O custo médio do trajeto fica em R$ 150 por pessoa.
- Escuna: opção bem mais lenta, levando quase 3 horas para percorrer o canal até a ilha.
Outro ponto prático fundamental para não perder a viagem: o parque tem capacidade de carga controlada por ser uma unidade de conservação estrita. O teto máximo permitido é de 1.200 visitantes por dia. Em períodos de feriados prolongados ou alta temporada, essa lotação exige atenção logo cedo no embarque.
Perfil do parque e passeios
Criado em 3 de julho de 1962, o parque abrange uma área protegida considerável — os registros oficiais variam entre 13.155,9 hectares (131,6 km²) e 13,6 mil hectares. Trata-se de uma reserva com mata atlântica preservada, fauna rica e isolamento geográfico evidente.
A estrutura não é de balneário tradicional com comércio na areia. O foco da permanência gira em torno do contato direto com a natureza e das saídas de barco pelos arredores aquáticos da reserva:
- Cachoeira Grande: acessível por barco a partir de trajetos curtos no canal, com passeios que custam em média R$ 10 por pessoa para alcançar o ponto da queda d'água.
Clima e melhor época para decidir a viagem
O regime de chuvas e a oscilação térmica no litoral sul pesam diretamente no aproveitamento da ilha:
- Dezembro a fevereiro: o calor marca presença com médias na casa dos 25 °C, mas é o período com chuvas constantes. A umidade elevada pode atrapalhar trilhas e passeios de barco abertos.
- Julho e agosto: a frequência de chuva diminui e o ar fica mais seco, tornando a navegação mais estável. Em contrapartida, as temperaturas caem: a média diurna fica em 18 °C e as noites chegam a 10 °C, exigindo agasalho reforçado para quem vai pernoitar.
Para quem busca caminhadas e navegação sem temporais diários, os meses de inverno compensam o frio. Já quem prioriza água morna no verão precisa aceitar que a chuva faz parte da rotina quase diária nessa faixa litorânea.