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Praia do Cassino

Praia do Cassino

Com água de tom marrom e uma extensa faixa de areia firme, a Praia do Cassino permite o trânsito de carros na beira do mar. O trecho abriga a carcaça do Navio Altair, encalhado em 1976, e os passeios de vagonetas a vela nos Molhes da Barra.

Vista da extensa faixa de areia da Praia do Cassino
Julião Freitas Martinez · CC BY-SA 4.0

Sobre Praia do Cassino

Se você espera encontrar mar azul e transparente no litoral gaúcho, alinhe as expectativas antes de descer: na Praia do Cassino, a água tem tom marrom por causa dos sedimentos trazidos pela Lagoa dos Patos e da presença de algas. O apelo desse trecho do litoral sul do Rio Grande do Sul é outro completamente diferente: a imensidão da faixa de areia e uma dinâmica de praia que quase não se vê no resto do país.

O que esperar da faixa de areia

O balneário começou a ser planejado em 1890, originalmente batizado como Vila Siqueira. Hoje, o conjunto contínuo de areia formado por Cassino, Praia do Hermenegildo e Barra do Chuí soma cerca de 254 km — extensão que rendeu registro no Guinness World Records em 1994. Pelos números locais, são duzentos quilômetros de areia firme e reta.

Essa característica física dita o funcionamento do lugar:

  • Carros na beira da água: a praia permite o trânsito e o estacionamento de veículos diretamente na areia. Em vez de disputar espaço com guarda-sóis a pé, muita gente monta acampamento ao lado do próprio porta-malas.
  • Movimento sazonal: durante o resto do ano a praia é pacata, mas a alta temporada de verão chega a concentrar entre 100 mil e 250 mil turistas.
  • Festa de Iemanjá: para quem busca eventos culturais locais, a celebração acontece na praia todo mês de fevereiro.

O que fazer na região

Além de estender a toalha ou rodar pela orla, há atrações pontuais com valor histórico e curiosidades bem particulares:

  • Molhes da Barra: estrutura de pedras que avança mar adentro para proteger a entrada do canal de navegação. A grande atração aqui é o passeio de vagonetas a vela sobre trilhos, tradição que teve início em 1938. O trajeto dura 20 minutos, custa entre R$ 10 e R$ 50 por pessoa e funciona diariamente das 7h30 às 18h, mas fecha em dias de chuva.
  • Navio Altair: carcaça encalhada na beira da praia desde 1976. O casco de ferro corroído pelo salitre rende uma parada rápida para fotos no caminho ao longo da areia.
  • Museu Oceanográfico: localizado na área central do município, tem entrada gratuita e funciona de terça a domingo, das 9h às 11h30 e das 14h às 18h.
  • Ilha da Pólvora: opção de passeio histórico fluvial pela região, onde o acesso ao museu local custa R$ 5,00.

Como chegar

A Praia do Cassino fica a cerca de 20 km do centro de Rio Grande. Para quem sai da capital gaúcha, a viagem de ônibus a partir de Porto Alegre percorre 320 quilômetros até a rodoviária da cidade, de onde se segue o trecho final até o balneário.

Outros lugares em Rio Grande

Cada um com página própria, com o que esperar e de onde veio a informação.

  • 01

    Reserva Ecológica do Taim

    Cortada pela BR-471 a 88 km de Rio Grande, a unidade protege 11 mil hectares de banhados e áreas úmidas. A entrada requer agendamento prévio com agência credenciada, mas também é possível avistar a fauna típica diretamente ao cruzar a rodovia federal.

  • 02

    Ilha da Polvora

    Situada no estuário da Lagoa dos Patos, a ilha reúne 42 hectares de marismas e um casarão de 1856 que serviu de depósito bélico durante a Revolução Farroupilha. Hoje sede do Eco-Museu, o local tem embarque no Complexo Cultural da Antiga Estação Ferroviária.

  • 03

    Mercado Publico de Rio Grande

    Localizado entre a Praça Xavier Ferreira e a Doca do Mercado, o prédio neoclássico reúne cerca de 40 bancas de comércio diário. O espaço é voltado à venda de camarões e peixes frescos da Lagoa dos Patos, além de hortaliças trazidas da Ilha dos Marinheiros.

  • 04

    Museu Oceanografico

    Vinculado à FURG, o museu fica na margem do estuário da Lagoa dos Patos e foi fundado em 1973. O local é voltado à pesquisa e divulgação sobre ciências marinhas, reunindo mais de 51 mil lotes catalogados, com cerca de metade composta por moluscos e conchas.

  • 05

    Farol da Barra

    Registrado internacionalmente como Barra Rio Grande Lighthouse, o farol fica na região portuária e costeira gaúcha. A estrutura não deve ser confundida com a de Salvador nem com o Farol da Barra do Chuí, que tem torre de 45 metros em Santa Vitória do Palmar.

  • 06

    Lagoa dos Patos

    Com 265 quilômetros de comprimento e até 7 metros de profundidade, a Lagoa dos Patos forma praias de águas rasas e calmas em Rio Grande. Suas águas variam entre doces e salobras e servem de rota para a travessia de balsa até São José do Norte.

  • 07

    Ilha dos Marinheiros

    Distrito de Rio Grande na Lagoa dos Patos, a Ilha dos Marinheiros reúne ritmo rural e cerca de 1.400 moradores. O trajeto leva até 20 minutos de barco ou cerca de uma hora de carro. O local abriga capela de 1858, cultivo agrícola e área de camping.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Pode entrar com o carro na beira da praia?

Sim, a Praia do Cassino permite que veículos cheguem diretamente até a beira do mar. A orla possui uma faixa contínua de 200 quilômetros de areia, onde motoristas costumam circular e estacionar próximos à água.

Como funciona o passeio de vagoneta nos Molhes da Barra?

O trajeto de vagoneta dura cerca de 20 minutos e custa entre R$ 10 e R$ 50. O funcionamento ocorre diariamente das 7h30 às 18h, mas o serviço não opera em dias de chuva.

Vale a pena visitar o Cassino em fevereiro?

Fevereiro é o mês em que é celebrada a Festa de Iemanjá, sendo uma boa época para acompanhar manifestações culturais na praia. Vale considerar, no entanto, que o balneário fica bastante movimentado na alta temporada, recebendo entre 100 mil e 250 mil turistas.

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