O que esperar da Lagoa dos Patos em Rio Grande
A Lagoa dos Patos impressiona de cara pela escala. Tecnicamente classificada como a maior laguna costeira estrangulada do mundo e da América do Sul — além de ser a maior lagoa do Brasil e a maior laguna costeira do Atlântico Sul Ocidental —, a massa de água parece um mar interior. São 265 quilômetros de comprimento, até 60 quilômetros de largura máxima e uma superfície que chega a 10.144 km² (com medições que registram até 10.360 km²).
Para quem visita Rio Grande, que carrega o título de cidade mais antiga do Rio Grande do Sul, a dinâmica desse corpo d'água dita o ritmo de quem procura sossego à beira da água:
- Características das águas: a laguna funciona como o maior reservatório de água doce da América Latina, mas suas águas variam entre doces e salobras conforme a proximidade com o canal de saída para o oceano.
- Condições de banho: a profundidade máxima não passa de 7 metros. Ao longo das margens, formam-se praias de águas rasas e calmas, um contraste direto com a agitação da costa oceânica da região, onde fica a Praia do Cassino (considerada a mais longa em extensão).
Navegação e travessias
A laguna é também uma rota de transporte funcional. A navegação noturna foi liberada nos canais de Itapuã e da Feitoria, que dão acesso direto à Lagoa dos Patos, encurtando as viagens fluviais de ida e volta a Porto Alegre em até dois dias.
Para quem se desloca entre as cidades litorâneas vizinhas ou chega pela rota leste:
- Ferry Boat São José do Norte – Rio Grande: a travessia é feita por via marítima em balsa. O trajeto dura cerca de 30 minutos e o custo da travessia de balsa é de R$ 50,00.
- Deslocamento rodoviário: para fins de planejamento de quem vem do norte do país por terra, a distância percorrida partindo de Itajaí até Rio Grande soma 1.756 km.
Vale a visita se você quer observar uma formação geográfica monumental e aproveitar margens sossegadas de água rasa, especialmente em dias sem vento forte que revire os sedimentos da laguna.