São Mateus fica no norte do Espírito Santo, a cerca de 220 quilômetros de Vitória pela rodovia BR-101, e se destaca por unir raízes coloniais a uma extensa faixa litorânea marcada por rios e restinga. Fundado no século XVI, o município divide sua dinâmica entre o centro urbano continental, cortado pelo Rio Cricaré, e a Ilha de Guriri, balneário cercado pelo Oceano Atlântico e pelos rios Cricaré e Mariricu. Essa configuração geográfica dá ao lugar uma personalidade própria: não se trata de uma cidade puramente praiana ou apenas histórica, mas de um ponto do litoral capixaba onde a navegação fluvial e a desova de tartarugas marinhas convivem com longas faixas de areia aberta e uma culinária voltada para a moqueca capixaba. É um destino procurado por famílias em busca de estrutura de quiosques e banho de mar calmo, assim como por quem prefere a tranquilidade de vilarejos costeiros mais afastados.
A estadia recomendada costuma ser de dois dias para cobrir a sede e a orla central, estendendo-se para três dias caso o visitante queira incluir as extremidades do litoral. A locomoção depende de carro, já que a Ilha de Guriri fica a cerca de 12 quilômetros da sede e as praias mais rústicas demandam trechos adicionais pela rodovia ES-010 e estradas de chão batido. A maioria dos roteiros começa pela sede histórica, onde ficam os casarões coloniais e a Igreja Matriz, ou com uma navegação pelas águas calmas do Rio Cricaré, que serviu de base para o desenvolvimento local. Em seguida, a viagem segue em direção ao litoral da ilha, onde a Praia de Guriri e a Praia do Bosque concentram a rede de pousadas e quiosques em faixas de areia larga banhadas por mar morno.
Para quem estica a viagem até o terceiro dia, o roteiro avança rumo ao sul até a Praia de Barra Nova, definida pelo encontro do Rio Mariricu com o oceano, oferecendo opções de banho de rio e mar em um balneário de perfil natural. Já em direção aos limites do município, a Praia de Urussuquara encerra o circuito a 58 quilômetros do centro, reunindo piscinas naturais na maré baixa ao longo de uma faixa de 17 quilômetros sem calçadão nem comércio estruturado. Esse contraste constante entre a infraestrutura balneária de Guriri e o isolamento rústico dos trechos fluviais orienta o fluxo do viajante por São Mateus.