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Curiosidades

Curiosidades sobre Santa Maria

Registrada no Guinness por fósseis de 233 milhões de anos, Santa Maria sedia a primeira universidade federal do interior do país. O centro preserva prédios em Art Déco na Avenida Rio Branco, enquanto a culinária popular reúne xis prensados e pastéis gigantes.

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura

O capítulo

O berço dos dinossauros reconhecido mundialmente

O detalhe histórico mais marcante sobre Santa Maria não envolve construções antigas, mas o próprio solo. A formação geológica local preserva registros com cerca de 233 milhões de anos, período em que os primeiros dinossauros surgiram na Terra. Por causa dessa concentração fóssil, a cidade entrou para o Guinness World Records como o berço dos dinossauros mais antigos do planeta.

Foi no município que a paleontologia brasileira deu um salto fundamental em 1936, quando pesquisadores encontraram o fóssil do Estauricossauro no Sítio Paleontológico Jazigo Cinco. O animal é reconhecido como o primeiro dinossauro descoberto em território nacional, colocando a região central gaúcha em destaque na comunidade científica internacional.

Pioneirismo universitário e peso militar

A dinâmica urbana do santa-mariense é moldada por duas forças bem específicas: a vida acadêmica e a estrutura das Forças Armadas.

  • Universidade Federal de Santa Maria (UFSM): criada como a primeira universidade federal sediada fora de uma capital no interior do Brasil, a instituição reúne hoje quase 30 mil alunos. Essa concentração de estudantes altera completamente o ritmo de serviços, trânsito e aluguéis conforme o calendário letivo.
  • Planetário da UFSM: erguido dentro do campus, foi o primeiro planetário instalado no Rio Grande do Sul, o primeiro construído em uma cidade do interior no país e o sexto no Brasil.
  • Presença das tropas: o município abriga o segundo maior contingente militar do país. A estrutura engloba instalações estratégicas de grande porte, como a 3ª Divisão do Exército Brasileiro e a Base Aérea de Santa Maria.

Arquitetura Art Déco e escala urbana

Com população estimada entre 271.735 e mais de 280 mil habitantes, a localidade figura como a 5ª maior cidade do Rio Grande do Sul. O traçado urbano guarda uma surpresa patrimonial expressiva para quem percorre o centro a pé: a Avenida Rio Branco concentra o maior conjunto contínuo de arquitetura Art Déco da América Latina, reunindo fachadas geométricas e detalhes do início do século XX lado a lado.

Pastéis gigantes, xis e herança cultural

Na culinária cotidiana, a preferência popular foge do padrão comum de lanches rápidos. Dois pratos dominam a preferência dos moradores:

  • O xis local, servido em porções substanciais e prensado na chapa.
  • Os pastéis gigantes, tradicionais no comércio central e conhecidos pelo tamanho fora da média.

Além da comida de lanchonete, a identidade regional carrega forte influência dos imigrantes italianos que se fixaram na região, moldando costumes rurais e celebrações comunitárias. Ao mesmo tempo, o calendário tem peso expressivo na Semana Farroupilha, período em que a cultura gaúcha toma a rotina pública com rodas de chimarrão, preparo de churrasco e apresentações de danças tradicionais.

O centro geográfico do Rio Grande do Sul

A localização explica por que o destino funciona historicamente como um entroncamento do estado. Situado na porção central, a cerca de 290 km da capital, o ponto serve de referência para quase todas as direções:

  • Distância até Porto Alegre: 288 km.
  • Distância até Santana do Livramento (fronteira com o Uruguai): 242 km.
  • Distância até Pelotas (sul): 293 km.
  • Distância até São Borja (fronteira oeste): 295 km.
  • Distância até Frederico Westphalen (norte): 292 km.

Essa simetria de distâncias confirma a vocação de polo regional para saúde, educação e logística no mapa gaúcho.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O que vale a pena provar da culinária local?

Ao planejar suas refeições, não deixe de provar o xis e os famosos pastéis gigantes da cidade. A gastronomia local também preserva costumes deixados pela colonização italiana e as tradições gaúchas, que incluem o churrasco típico festejado na Semana Farroupilha.

Vale a pena incluir o campus da UFSM no roteiro?

Sim, principalmente para conhecer o Planetário da UFSM, pioneiro no Rio Grande do Sul e o primeiro erguido em uma cidade do interior do Brasil. A instituição também carrega valor histórico próprio por ter sido a primeira universidade federal fundada fora de uma capital brasileira.

Dá para fazer um bate-volta a partir de Porto Alegre?

Não é o mais recomendado para um único dia, pois Santa Maria fica na região central do estado, a cerca de 288 a 290 km da capital gaúcha. A distância sugere planejar ao menos um pernoite para aproveitar o passeio sem pressa na estrada.

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Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Santa Maria tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.