Mariana foi a primeira vila e a primeira capital de Minas Gerais, situada na região central do estado, a cerca de 115 km ao sul de Belo Horizonte e a apenas 10 a 12 km de Ouro Preto. Cortada pelo leito do Rio do Carmo, a cidade se destaca na história do ciclo do ouro por preservar um acervo representativo de arquitetura colonial e arte sacra dos séculos XVIII e XIX em um traçado urbano mais plano e aberto do que o de outras cidades históricas mineiras. Essa característica confere a Mariana uma personalidade mais tranquila e residencial, tornando o destino procurado por quem busca mergulhar no barroco mineiro, na literatura e no patrimônio colonial com calma, além de servir como uma alternativa de hospedagem acessível para casais, famílias e viajantes focados em história e ecoturismo.
A dinâmica de visitação costuma se articular diretamente com a vizinha Ouro Preto: muitos turistas realizam um bate e volta de um dia, embora passar ao menos uma noite seja uma escolha prática para explorar os museus sem pressa e circular pelo centro histórico. A conexão entre as duas cidades é rápida e frequente, atendida por ônibus intermunicipais a cada meia hora e pela ferrovia percorrida pelo Trem da Vale. O ponto de chegada para quem utiliza transporte aéreo é o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Confins, situado a cerca de 2h30 de viagem rodoviária. No perímetro urbano de Mariana, o deslocamento é feito predominantemente a pé, aproveitando o relevo compacto que reúne lanchonetes e restaurantes de comida mineira no entorno da Praça Gomes Freire.
O roteiro clássico pelo centro começa pela caminhada entre os casarios da Rua Direita e desemboca no conjunto da Praça Minas Gerais, permitindo conhecer acervos fundamentais como o Museu de Arte Sacra de Mariana, sediado na histórica Casa Capitular, o Museu Casa de Alphonsus de Guimaraens e o Museu da Música de Mariana. Fora do núcleo urbano, os passeios se estendem até as galerias subterrâneas da Mina da Passagem, que descem a 120 metros de profundidade, e alcançam atrativos naturais como as trilhas do Parque Estadual do Itacolomi, onde fica o Pico do Itacolomi a 1.772 metros de altitude, ou os poços da Cachoeira do Brumado.