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Curiosidades

Curiosidades sobre Guarapari

Guarapari tem nome de origem tupi e marco colonial iniciado pelo Padre José de Anchieta em 1585. O apelido de Cidade Saúde veio das areias monazíticas da Praia da Areia Preta. Em 1992, o município também registrou o recorde mundial de pesca do Marlim Azul.

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura
Vista da Enseada Azul em Guarapari, no Espírito Santo
MTur Destinos · Public domain

O capítulo

Entender as histórias e os fatos de Guarapari muda a forma como você circula pela cidade. O lugar não nasceu como balneário de veraneio: teve quase três séculos de desenvolvimento lento após o período colonial, até que o turismo e a fama terapêutica das suas praias transformaram o litoral sul capixaba na segunda metade do século XX.

Fatos e lendas por trás das praias

  • Origem do nome: Guarapari vem da língua indígena tupi, formada pela junção de *guará* (a ave de plumagem vermelha) e *parim* (armadilha de caça). As construções do centro histórico ocupam a área original dos povos tupis, em especial os temiminós.
  • Apelido de Cidade Saúde: O título surgiu por causa das areias monazíticas da Praia da Areia Preta, ricas em minerais e historicamente procuradas pelas propriedades terapêuticas atribuídas a elas.
  • O exorcismo da Praia dos Padres: O nome dessa enseada não é metafórico. Vários padres foram chamados no passado para realizar um ritual de exorcismo ali, após relatos frequentes de assombrações e alucinações de moradores e pescadores.
  • Pedra do Siribeira: O rochedo conhecido na orla central deve o seu nome à árvore *Avicennia Schaueriana*, o mangue-branco, popularmente chamada de siriba ou siribeira.
  • Recorde mundial de pesca: Em 1992, foi pescado em águas de Guarapari o maior Marlim Azul do mundo, pesando 636 quilos. A relevância da captura foi tanta que, em 2015, o Marlim Azul virou oficialmente o Peixe-Símbolo do Espírito Santo.

Herança jesuíta e marcos do centro histórico

A fundação local está ligada à passagem do Padre José de Anchieta, que percorreu o Espírito Santo em 1569 como visitador dos jesuítas e determinou o início do povoamento, fundando a missão oficial em 1585. Para a inauguração da aldeia e do templo, Anchieta compôs a peça literária *Auto Tupi*, escrita no próprio idioma indígena. O jesuíta viveu na capitania até sua morte, em 9 de junho de 1597.

Quem caminha pelo centro encontra dois marcos dessa época:

  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição: Erguida em 1585 e tombada pelo IPHAN. Vale notar que o interior do templo só fica aberto para visitação durante os horários das missas.
  • Ruína da Igreja de Nossa Senhora da Conceição: Antiga estrutura histórica de pedra que foi tombada como Patrimônio Histórico em 1989.

A transição política da cidade levou séculos. A antiga aldeia virou vila em 1 de janeiro de 1679 por ordem do donatário Francisco Gil de Araújo. Em 1860, recebeu a visita do imperador D. Pedro II. Tornou-se município em 24 de dezembro de 1878, ganhou linha de telégrafo em 1888, foi elevada a foro de cidade em 1891 e só teve sua câmara municipal instaurada em 29 de fevereiro de 1948. Pelo censo do IBGE de 2010, o município registrava 105.286 habitantes.

O lado serra e o acesso

Embora a fama seja litorânea, o município possui uma rota rural de montanha chamada Rota da Ferradura, que conecta as comunidades de Buenos Aires, Boa Esperança e Arraial de Jabuti — opção para quem quer sair da orla e ver o relevo do interior capixaba.

Logística básica de chegada:

  • De carro: A viagem saindo da Grande Vitória dura entre 45 minutos e 1 hora, tanto pela Rodovia do Sol (ES-060) quanto pela BR-101 Sul.
  • De ônibus: O trajeto leva aproximadamente 1 hora e 30 minutos a partir do terminal rodoviário da capital.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Como visitar o interior da Igreja de Nossa Senhora da Conceição?

O templo histórico edificado em 1585 e tombado pelo IPHAN tem seu interior acessível apenas durante os horários de missas. Por isso, quem deseja conhecer a construção por dentro precisa planejar o passeio em torno das celebrações religiosas.

Quanto tempo dura a viagem até Guarapari?

O deslocamento de carro feito pela Rodovia do Sol (ES-060) ou pela BR-101 Sul dura entre 45 minutos e 1 hora. Para quem opta pelo transporte rodoviário em ônibus, a viagem leva aproximadamente 1 hora e 30 minutos.

Dá para incluir passeio de serra no roteiro por Guarapari?

Sim, o município possui uma rota turística de montanha chamada Rota da Ferradura. Esse trajeto passa pelas comunidades de Buenos Aires, Boa Esperança e Arraial de Jabuti.

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Fim do capítulo

O guia de Guarapari tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.