Principal polo urbano e econômico do oeste da Bahia, Barreiras se consolidou historicamente em torno da bacia do Rio Grande, afluente direto do Rio São Francisco que corta a malha urbana e molda a geografia regional. Longe do litoral, o município apresenta uma paisagem dominada pela vegetação do Cerrado e por grandes platôs e serras, atraindo quem busca ecoturismo em rios de águas claras, cachoeiras e sítios arqueológicos. O destino atende tanto famílias e casais interessados em balneários de água doce quanto viajantes que percorrem o interior do Brasil pela malha rodoviária e aproveitam para explorar o patrimônio histórico e as formações naturais do planalto baiano.
A dinâmica turística da cidade combina atrativos urbanos com passeios voltados à natureza. No perímetro central, o Parque Natural Municipal Engenheiro Geraldo Rocha preserva áreas de vegetação nativa, enquanto o Museu Municipal Napoleão de Mattos Macedo reúne documentos sobre a formação local. Para quem procura descanso à beira da água, o Rio de Ondas é a referência, procurado para banho, passeios de balsa e boiacross, especialmente em trechos como Três Bocas, onde se concentram restaurantes que servem peixes regionais, a exemplo do surubim. Em áreas mais afastadas, a cerca de 90 km do centro pela BR-020, encontram-se as principais quedas d'água da região: a Cachoeira do Acaba Vida, com seus 36 metros de queda livre em um poço amplo e rústico, e a Cachoeira do Redondo, com pequenas quedas que deságuam em uma piscina natural de três metros de profundidade.
Os viajantes costumam planejar uma estadia de um a dois dias na cidade, dependendo do tempo dedicado aos deslocamentos, já que o carro é fundamental para cobrir as atrações distantes. O ritmo comum de visitação começa nas primeiras horas do dia com as viagens até as cachoeiras ou balneários fluviais, segue com paradas gastronômicas e culturais no centro e termina nos pontos elevados para observar a paisagem. A Serra do Mimo, acessível a apenas um quilômetro da área urbana, destaca-se pelas trilhas rápidas até paredões com pinturas rupestres antigas, enquanto o Mirante Quipá, na Serra da Bandeira, fica a dez quilômetros do centro e serve como ponto clássico para acompanhar o entardecer sobre o relevo plano do oeste baiano.