A Chapada Diamantina é uma região de serras, cavernas e cânions no interior da Bahia, a 430 quilômetros de Salvador. Abrangendo mais de 38 mil quilômetros quadrados e 24 municípios, o destino é uma das principais referências do ecoturismo e turismo de aventura no Brasil, tendo como núcleo o Parque Nacional na Serra do Sincorá. O território une imponentes formações rochosas e quedas d'água à história do garimpo de diamantes, refletida no casario colonial das vilas e na culinária local, que serve pratos como o godó de banana-verde. Serve principalmente a quem busca contato com a natureza e caminhadas em trilhas de diferentes níveis de exigência.
Pelas extensas distâncias e ausência de transporte público para as atrações, a movimentação exige carro alugado, transfers ou passeios com guias. A cidade de Lençóis funciona como principal porta de entrada, abrigando o único aeroporto da região e recebendo ônibus de Salvador em viagens de cerca de sete horas. Para otimizar os trajetos, a recomendação é dedicar no mínimo quatro a cinco dias e dividir a hospedagem entre duas ou mais bases. Além de Lençóis, localidades como Vale do Capão, Igatu, Mucugê e Ibicoara servem de apoio logístico ao longo da estadia.
A rotina de exploração combina caminhadas, visita a cavernas e banhos de cachoeira. Na lista de destaques integrados ao roteiro está o Morro do Pai Inácio, em Palmeiras, com subida a pé de 20 minutos e vista panorâmica. Entre as quedas d'água, a Cachoeira da Fumaça exige trilha de 12 quilômetros de ida e volta para observação do topo de seus 340 metros, enquanto a Cachoeira do Buracão, em Ibicoara, exige nado por um cânion para alcançar a base da queda de 85 metros. O subsolo abriga cenários como o Poço Azul e o Poço Encantado, marcados pelo feixe de luz solar que atinge a água transparente. Já para caminhadas extensas, a travessia do Vale do Pati leva de duas a quatro noites, com pernoite em casas de moradores da região.