Pular para o conteúdo

O que saber antes de ir para Bangkok

O que saber antes de ir para Bangkok

Brasileiros têm isenção de visto para até 90 dias, mas precisam apresentar a vacina de febre amarela no desembarque. Para circular, o trem Airport Rail Link conecta o aeroporto ao centro, e a entrada em templos exige ombros e joelhos cobertos.

  • Revisado editorialmente
  • 11 min de leitura
Vista da cidade de Bangkok durante a noite
Benh LIEU SONG · CC BY-SA 3.0

O capítulo

Documentos e tempo mínimo de estadia

Para quem viaja com passaporte brasileiro, a entrada na Tailândia não exige visto prévio para estadias turísticas de até 90 dias. Por outro lado, há uma exigência sanitária estrita: é obrigatório apresentar o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela logo no desembarque.

A cidade é gigantesca, com mais de 11 milhões de habitantes e trânsito intenso. Para conseguir visitar o básico sem correria extrema, reserve no mínimo 3 dias inteiros no roteiro.

Custos: Bangkok é cara?

A resposta direta é não. A capital tailandesa continua sendo um dos destinos mais acessíveis do Sudeste Asiático, permitindo viajar gastando pouco sem passar aperto:

  • Transporte público: o bilhete avulso do BTS Skytrain e do metrô subterrâneo (MRT) varia entre 16 e 59 THB por trecho, e o passe diário ilimitado sai por 150 THB. O barco Chao Phraya Express Boat custa entre 15 e 20 THB por viagem.
  • Hospedagem: você encontra hotéis três estrelas na região da Khaosan Road com diárias a partir de R$ 100 por pessoa.
  • Entradas dos templos: os ingressos têm valores fixos em moeda local. O Grande Palácio (que inclui o Wat Phra Kaew) custa 500 THB, o Wat Pho sai por cerca de 200 THB e o Wat Arun custa 100 THB.

Clima e quando ir

O clima é quente o ano inteiro, com temperatura média na casa dos 30°C. O ano se divide em três períodos bem definidos:

  • Novembro a fevereiro (estação fresca e seca): é a altíssima temporada. A chuva é rara e a temperatura média varia entre 22°C e 32°C (com médias diárias comuns de 25°C a 30°C). É a época mais confortável para caminhar, mas também a mais cheia.
  • Março a maio (estação quente): os termômetros sobem bastante e o calor fica pesado ao ar livre.
  • Junho a outubro (estação chuvosa): período de monções, com pancadas frequentes.

Se a ideia for equilibrar tempo bom, tarifas menores e atrações menos cheias, os meses intermediários recomendados são março, abril, outubro e novembro.

Como chegar e se locomover

Bangkok é atendida por dois aeroportos: o Aeroporto Suvarnabhumi (BKK), principal porta de entrada para voos internacionais de longa distância, e o Aeroporto Don Mueang. A distância do Suvarnabhumi até as áreas centrais varia de 24 a 32 quilômetros. Por causa do tráfego ou de chuvas fortes, esse deslocamento por via expressa pode demorar entre 45 minutos e duas horas.

Para escapar do trânsito na chegada, a alternativa mais rápida e barata é o trem Airport Rail Link, que liga o Suvarnabhumi ao centro por cerca de R$ 7.

Para circular no dia a dia:

  • Aplicativos de transporte: o Uber não opera na Tailândia. Os aplicativos disponíveis são o Grab, o Bolt e o inDrive. O Grab é considerado o mais seguro de todos e o mais recomendado para turistas. O inDrive aceita exclusivamente pagamento em dinheiro em espécie.
  • Táxis de rua: os táxis oficiais são obrigados por lei a ligar o taxímetro. Se o motorista se recusar e quiser negociar valor fixo, não entre e espere o próximo.
  • Tuk-tuk: apesar da fama tradicional, é o meio de transporte mais caro para trajetos curtos, já que cobra preços inflacionados de turistas. Serve mais como passeio pontual do que como transporte prático.
  • Ônibus urbanos: é possível monitorar itinerários, tempo de espera e tarifas pelo aplicativo Via Bus.

Regras de vestimenta nos templos

Todos os templos budistas ativos exigem respeito a um código de vestimenta rigoroso. É obrigatório cobrir ombros, colo e joelhos antes de entrar — regatas, decotes, bermudas curtas e saias acima do joelho são barrados na portaria. No Grande Palácio, que abre das 8:30 às 15:30, a fiscalização na entrada não abre exceções.

Onde ficar: dois perfis distintos

  • Sukhumvit Road: área moderna, com acesso rápido às linhas elevadas de trem. O hotel Terminal 21, por exemplo, fica anexo ao shopping de mesmo nome e tem conexão direta com as passarelas do Skytrain, facilitando a locomoção sem depender de trânsito.
  • Khaosan Road: reduto histórico de mochileiros, indicada para quem prioriza hospedagem barata e quer ficar perto do centro antigo, embora não seja atendida diretamente pelas linhas de trem.

Como se locomover em Bangkok

Com mais de 9 milhões de habitantes, o trânsito na capital tailandesa pode travar facilmente. Para quem quer economizar tempo e dinheiro, a melhor estratégia é priorizar o transporte sobre trilhos e os barcos no rio, deixando carros e tuk-tuks para trajetos específicos.

As principais alternativas para circular no dia a dia são:

  • BTS Skytrain: trem elevado com duas linhas ativas. Funciona diariamente das 6h à meia-noite. A passagem avulsa custa entre 15 e 60 bahts (trajetos comuns ficam entre 16 e 44 THB), e o bilhete diário (One-Day Pass) sai por cerca de 140 a 150 THB. Na cotação de cerca de 1 THB = R$ 0,17, é uma das formas mais eficientes de cruzar as áreas centrais.
  • Metrô de Bangkok (MRT): sistema subterrâneo inaugurado em 2004, composto por duas linhas, a Linha Azul e a Linha Roxa. Opera das 6h à meia-noite, com passagens que custam a partir de 16 bahts e vão até 60 bahts por viagem.
  • Barco Chao Phraya Express: opção prática e barata para chegar a templos e pontos históricos ao longo do rio, escapando totalmente do trânsito. Circula aproximadamente das 6h às 19h, com intervalos de 10 a 20 minutos e passagens entre 10 e 32 THB. A Linha Laranja, por exemplo, custa entre 15 e 20 THB por trecho. Os barcos que apenas fazem a travessia de uma margem à outra do rio custam em torno de 3 THB e partem quase a cada 10 minutos.
  • Táxi: boa alternativa fora do horário de pico ou quando se viaja em grupo. Uma corrida de um ponto a outro dentro da cidade costuma custar entre 50 e 100 THB.
  • Aplicativos de transporte: as opções em funcionamento como alternativa ao Uber são Grab, Bolt e InDrive.
  • Tuk-tuk: veículo tradicional para deslocamentos curtos, presente em áreas turísticas.

Como chegar e se deslocar dos aeroportos

A cidade conta com dois terminais aéreos principais, além de acessos por trem ou carro vindos de outras regiões:

  • Aeroporto Suvarnabhumi (BKK): inaugurado em 2006, é o aeroporto mais novo e o mais comum para desembarques internacionais. Fica entre 25 km e 30 km a leste do centro. A maneira mais fácil e barata de se deslocar até o centro é pelo Airport Rail Link (ARL), linha expressa de trem que funciona das 5h30 às 21h e faz o trajeto em 30 a 50 minutos.
  • Aeroporto Don Mueang (DMK): situado no extremo norte da província, a cerca de 24 km do centro, recebendo boa parte dos voos regionais.
  • Transfer entre aeroportos: há um ônibus gratuito conectando o Suvarnabhumi e o Don Mueang, operando das 5h da manhã à meia-noite.

Informações de voos e entrada no país

Não existem voos diretos do Brasil para a Tailândia, o que exige ao menos uma conexão. Com a Qatar Airways, voando via Doha, o tempo total de viagem gira em torno de 20h30. Voos partindo da Europa custam entre € 600 e € 1.000.

Para a entrada de brasileiros a turismo ou negócios, aplicam-se as seguintes regras:

  • Não é exigido visto para permanência de até 90 dias.
  • O passaporte precisa ter validade mínima de seis meses a partir da data de entrada.
  • É obrigatório apresentar o Certificado Internacional de Vacinação com imunização válida contra Febre Amarela para passageiros que embarcam do Brasil.

Melhor época para visitar Bangkok

A melhor época para visitar Bangkok vai de novembro a abril, mas o intervalo entre novembro e fevereiro reúne as condições mais favoráveis do ano. Bangkok carrega o título de capital mais quente da Ásia, com média anual de 34 ºC e temperaturas que raramente ficam abaixo dos 20 ºC. O calor é constante, mas a forma como a umidade e as chuvas se comportam muda drasticamente a experiência nas ruas.

Se a ideia for caminhar bastante, visitar templos a céu aberto, circular pelos mercados e fazer passeios a pé, o período de novembro a fevereiro entrega o cenário mais suportável. O ar fica visivelmente mais seco e as chuvas cessam por completo.

As três estações do ano

O clima na cidade é tropical, quente e úmido na maior parte do tempo, dividido em três fases bem marcadas:

  • Estação fresca (novembro a fevereiro): É o período mais equilibrado para turismo. As chuvas param completamente e a umidade diminui. Os termômetros costumam marcar entre 20 ºC e 32 ºC durante o dia (podendo chegar a 35 ºC em alguns pontos do país). O calor continua presente, mas sem o abafamento extremo das outras épocas, facilitando visitas longas a templos, mercados de rua e atividades como trekking.
  • Estação quente (março a maio): O calor se torna extremo. As temperaturas médias ficam entre 29 ºC e 35 ºC, ultrapassando essa marca com facilidade em dias mais intensos. Caminhadas longas sob o sol exigem pausas frequentes em ambientes fechados com ar-condicionado.
  • Estação chuvosa (junho a outubro): A dinâmica muda entre o começo e o fim do período. De junho a agosto, as manhãs costumam ter sol, com pancadas de chuva rápidas concentradas no fim da tarde ou de madrugada, o que ainda permite passeios durante o dia. Já entre setembro e outubro, o volume aumenta e as chuvas podem durar horas seguidas, atrapalhando deslocamentos externos.

O que colocar na mala

Roupas leves e respiráveis são obrigatórias em qualquer mês do ano. Para quem viaja na estação fresca, vale colocar na mala uma jaqueta leve: durante as madrugadas e noites entre novembro e fevereiro, a temperatura pode baixar para a faixa de 20 ºC a 25 ºC, além do choque térmico comum ao entrar em shoppings, transportes e restaurantes com ar-condicionado forte.

Para suporte em terra em passeios e logística, a agência Phi Phi Brazuca possui sede física na Tailândia e opera nas principais regiões do país, incluindo a capital.

Bangkok é seguro para turistas?

Bangkok é considerada uma das cidades mais seguras do Sudeste Asiático e não é um destino perigoso para quem viaja a turismo. A violência urbana contra viajantes não é um problema comum, mas isso não significa relaxar totalmente. A dinâmica de segurança por lá gira em torno de pequenos furtos de oportunidade e, principalmente, de abordagens enganosas focadas no bolso do turista.

Tomando os cuidados normais de qualquer grande metrópole — como não exibir itens valiosos e evitar andar sozinho em áreas isoladas à noite —, a rotina na cidade transcorre sem sobressaltos.

Golpes comuns no transporte e atrações

A maior parte das dores de cabeça em Bangkok acontece na rua, envolvendo o transporte local e as atrações históricas. Saber como esses esquemas funcionam poupa tempo e dinheiro:

  • O golpe da atração fechada: é um dos mais antigos e comuns na cidade. Motoristas de tuk-tuk ou pessoas na rua abordam turistas perto de pontos famosos afirmando falsamente que o Grand Palace ou outro templo budista está fechado para cerimônias. A intenção real é desviar o trajeto para áreas de compras e lojas onde esses motoristas ganham comissão pelas paradas. Siga sempre até a entrada oficial para checar por conta própria.
  • Taxímetro em táxis: ao embarcar em um táxi, exija imediatamente que o motorista ligue o taxímetro na partida. Recusar o aparelho para cobrar uma tarifa fixa arbitrária é prática recorrente para inflacionar a corrida.
  • Preço fechado em tuk-tuk: os tuk-tuks não têm taxímetro. Nunca suba no veículo sem negociar e fechar o valor final da viagem com antecedência, em moeda local (baht).

Cuidados com documentos e pertences

  • Furtos em aglomerações: o principal risco de perda material em Bangkok são os furtos eventuais, que acontecem sobretudo em locais lotados, como os mercados ao ar livre. Bolsas e mochilas devem ficar à frente do corpo e bem fechadas nesses trechos.
  • Uso do passaporte: circule no dia a dia levando apenas uma cópia do passaporte. Guarde o documento original em local seguro.
  • Nunca deixe o passaporte como caução: ao alugar veículos ou fazer check-in em hotéis, jamais entregue seu passaporte original como garantia ou penhor.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quantos dias são necessários para conhecer Bangkok?

O tempo mínimo recomendado para visitar Bangkok é de 3 dias inteiros. Esse período garante tempo suficiente para conhecer os principais pontos turísticos e templos da cidade.

Brasileiro precisa de visto e vacina para entrar em Bangkok?

Cidadãos brasileiros não precisam de visto para estadias turísticas de até 90 dias. No entanto, é obrigatório apresentar o certificado de vacinação contra a febre amarela para viajantes que saem do Brasil.

Dá para usar Uber para se locomover em Bangkok?

O Uber não opera na cidade, mas você pode utilizar aplicativos como Grab, Bolt e inDrive. Entre essas opções, o Grab é o mais recomendado e considerado o mais seguro na região.

Qual roupa levar para entrar nos templos?

Para entrar nos templos de Bangkok, é obrigatório seguir regras de vestimenta que exigem cobrir ombros, colo e joelhos. Separe roupas leves que atendam a essas exigências para não ser barrado na entrada das atrações religiosas.

Continue planejando

Todos os assuntos deste destino, reunidos.

Fim do capítulo

O guia de Bangkok tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.