Localizada no sudoeste do Pará, a cerca de 471 quilômetros de Belém, Altamira é reconhecida pela extensão territorial colossal — são mais de 159 mil quilômetros quadrados que fazem deste um dos maiores municípios do planeta. O destino tem sua identidade inteiramente vinculada ao curso do Rio Xingu e aos contrastes marcantes da Amazônia contemporânea, dividindo atenções entre a grandiosidade da engenharia da Represa de Belo Monte e vastas áreas de floresta nativa preservada. Longe de ser um roteiro turístico convencional de contemplação passiva, a cidade atende a quem busca ecoturismo focado em natureza bruta, expedições fluviais e pesca esportiva, além de viajantes e pesquisadores interessados em compreender a dinâmica ambiental e social da região norte.
A logística de chegada normalmente envolve voo direto com desembarque no Aeroporto de Altamira, situado a 5 milhas da área urbana, de onde se segue de carro até a região central. Como os atrativos se distribuem entre o núcleo urbano, estradas vicinais e acessos fluviais, alugar um veículo — com custo médio de R$ 160 por dia — costuma ser a alternativa mais prática para manter a autonomia de deslocamento. O calendário do visitante é pautado pelo regime das águas: o intervalo entre junho e novembro concentra o período em que as chuvas diminuem sensivelmente, abrindo a melhor janela para navegações e permitindo o aproveitamento das praias fluviais formadas nas margens dos rios.
Para cobrir a zona urbana e os arredores imediatos, o viajante costuma programar pelo menos dois dias de estadia. A circulação começa frequentemente pelo centro, explorando o acervo regional na Casa da Cultura e os recintos de fauna e flora no Parque Zoobotânico Municipal. Em seguida, a programação se volta para o contato com as águas: navegações no reservatório da Represa de Belo Monte, pausas rápidas na Praia do Pedral — localizada a 6 quilômetros do centro — ou na Praia do Massanori, além de trajetos mais extensos até a Cachoeira do Espelho. Quem dispõe de prazos amplos usa o município como ponto de partida para expedições de barco rumo ao Rio Iriri ou ao Parque Nacional da Serra do Pardo, fechando os dias na orla ao provar receitas ribeirinhas de tambaqui e caldeiradas de peixe fresco.