Santarém está situada no oeste do Pará, no norte do Brasil, exatamente no ponto em que as águas de tom azulado do Rio Tapajós encontram o fluxo barrento do Rio Amazonas sem se misturar de imediato. Conhecida como um dos principais polos da Amazônia paraense, a cidade se diferencia por unir a herança histórica de uma ocupação milenar a uma extensa costa fluvial banhada por rios monumentais. A experiência atende tanto a quem procura contato direto com a floresta e a fauna silvestre quanto a quem busca descansar em praias de água doce com faixas de areia clara, funcionando bem para casais, famílias e viajantes que desejam conhecer o cotidiano ribeirinho a partir de uma cidade com aeroporto estruturado e rede de comércio ativa.
A forma como as pessoas exploram o destino depende diretamente do regime das águas. Entre julho e dezembro, a vazante do Rio Tapajós revela bancos de areia e praias fluviais, enquanto a cheia nos primeiros meses do ano abre espaço para navegações em igapós e canais naturais. Os viajantes costumam reservar pelo menos um dia inteiro para conhecer o centro histórico e a orla urbana de Santarém, deslocando-se com táxis, carros de aplicativo ou transporte coletivo. Em seguida, a maioria divide o restante da estadia entre as praias da margem do rio e o distrito de Alter do Chão, situado a cerca de 40 quilômetros do centro, acessível em cerca de 40 minutos de ônibus ou de carro, além de programar expedições de barco de maior duração pela Floresta Nacional do Tapajós e pelo Canal do Jari.
Nesse circuito, os destaques despontam naturalmente na rotina do viajante. A observação do Encontro das Águas marca o início comum das visitas, podendo ser contemplada a partir do Mirante do Tapajós ou da Serra do Saubal. Perto da malha urbana, o canal do Lago do Maicá atrai passeios de barco focados na observação de macacos e bichos-preguiça, enquanto a Praia do Maracanã e a Praia do Carapanari concentram o banho de rio em águas mansas. Já nas proximidades de Alter do Chão, a Ilha do Amor, o espelho d'água do Lago Verde, a caminhada até o cume da Serra da Piraoca e a faixa de areia da Ponta do Cururu formam a sequência de atrativos fluviais que sintetizam a passagem pela região.