Como funciona a visitação na RESEX Rio Xingu
A Reserva Extrativista Rio Xingu não funciona como um parque voltado ao turismo convencional. Se a intenção em Altamira for desembarcar e contratar passeios rápidos ou recreativos de forma avulsa, esse não é o perfil do local. A visitação na unidade é permitida por lei, mas fica subordinada a dois critérios técnicos bem específicos:
- Compatibilidade com os interesses das populações tradicionais locais;
- Conformidade com as normas do Plano de Manejo Participativo, documento aprovado e publicado em fevereiro de 2012.
Por ser uma unidade de uso sustentável gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a prioridade do território é a subsistência dos moradores e a conservação ambiental. Qualquer deslocamento para lá exige planejamento prévio alinhado com as orientações do órgão gestor.
Dimensão e localização geográfica
A unidade de conservação foi criada por decreto em 5 de junho de 2008 e abrange um perímetro expressivo no bioma Amazônia:
- Área total: 301.052 hectares de floresta amazônica conservada;
- Municípios abrangidos: a reserva estende-se pelos territórios de Altamira e São Félix do Xingu, no estado do Pará;
- Contexto regional: no sistema de áreas protegidas da região também figura a FLONA Altamira (Floresta Nacional de Altamira).
Vale a pena incluir no roteiro?
A inclusão da RESEX Rio Xingu na viagem só faz sentido para quem busca contato com projetos de conservação socioambiental no interior do Pará e tem tempo para lidar com trâmites prévios. Para quem procura apenas passeios cênicos rápidos ou de fácil acesso partindo do centro urbano, a logística restrita e o foco em manejo sustentável tornam a reserva uma opção mais complexa do que os atrativos convencionais do município.