A data do calendário manda em toda a experiência na Ilha do Amor. Antes de comprar passagem ou fechar hospedagem, a primeira checagem obrigatória é o nível da água: dependendo do mês, a faixa de areia simplesmente não existe.
Quando ir: o impacto direto da cheia e da seca
A dinâmica do Rio Tapajós muda o cenário de forma radical ao longo do ano:
- Agosto a dezembro (verão amazônico): período de vazante do rio e a época certa para quem viaja buscando sol e praia. É nessa fase que a faixa de areia da Ilha do Amor recua, ganha bastante espaço e permite caminhar e passar o dia à beira da água.
- Janeiro a julho (inverno amazônico): meses de cheia dos rios. Com o nível da água alto, a praia fica parcialmente ou totalmente submersa.
Se o seu objetivo é estender a canga e aproveitar a areia, viajar fora do período de seca não compensa, já que a ilha fica debaixo d'água.
Como chegar e logística da travessia
A ilha fica exatamente em frente à orla de Alter do Chão, distrito que pertence ao município de Santarém, no Pará. Chegar até lá não exige grandes expedições fluviais, mas tem algumas etapas bem definidas:
- Da orla até a ilha: o trajeto é feito em pequenas embarcações locais chamadas catraia. A travessia curta a partir da orla leva menos de 5 minutos e custa R$ 5 por pessoa (a depender do ponto de embarque, o trajeto de barco pode durar entre 15 e 30 minutos).
- De Santarém até Alter do Chão: a vila fica entre 34 km e 37 km de distância do centro urbano de Santarém. O percurso de ônibus entre os dois pontos leva cerca de 40 minutos.
- Chegando de avião: a porta de entrada aérea é o Aeroporto Internacional de Santarém, Maestro Wilson Fonseca (STM). O deslocamento de carro do aeroporto até Alter do Chão leva aproximadamente 40 minutos.
Vale a fama que tem?
A Ilha do Amor ganhou projeção fora do Brasil ao entrar na lista das 100 melhores praias do mundo pelo guia Corona Beach 100 e ao alcançar a 44ª posição no ranking Best Beaches in the World.
Essa projeção internacional atrai muita gente, mas a praticidade é o principal ponto a favor: basta atravessar o rio por R$ 5 para sair do centrinho da vila e pisar na areia banhada pelo Tapajós. A visita vale muito a pena pela comodidade de acesso e pela paisagem do rio aberto, desde que a viagem esteja programada para os meses de vazante, entre agosto e dezembro.