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Curiosidades

Curiosidades sobre Santarém

Com registros de ocupação de quatro mil anos no encontro dos rios Tapajós e Amazonas, Santarém teve origem na Praça Rodrigues dos Santos. No centro histórico, a Catedral Metropolitana guarda um crucifixo doado pelo naturalista Von Martius em sua expedição de 1819.

  • Revisado editorialmente
  • 3 min de leitura
Vista da Catedral Metropolitana de Santarém no Pará
Lopmed · Public domain

O capítulo

Entender o passado de Santarém muda a forma como você olha para a cidade enquanto circula por suas ruas. Muito antes de virar base de apoio para viagens fluviais ou para banhistas que buscam os mais de 100 km de praias de água doce da região, o local já tinha uma dinâmica urbana e histórica bem particular no norte do país.

Quatro mil anos de ocupação e o encontro dos rios

A localização geográfica de Santarém nunca foi por acaso. A cidade nasceu estrategicamente posicionada no exato ponto de encontro do rio Tapajós com o rio Amazonas:

  • Ocupação milenar: escavações arqueológicas mostram que a região já abrigava populações complexas há pelo menos quatro mil anos, desmontando a ideia de que a ocupação humana começou apenas com a colonização europeia.
  • Dimensão ribeirinha: hoje o município abriga 332.000 habitantes e se distribui ao longo de mais de 100 km de praias de água doce formadas pela dinâmica desses grandes rios.

A fundação jesuíta e o marco zero

No período colonial, o território começou a tomar a configuração atual a partir da catequese e da presença religiosa:

  • Fundação oficial: a fundação da missão jesuíta ocorreu em 22 de junho de 1661, comandada pelo padre João Felipe Bettendorf (também grafado Bettendorff).
  • Marco zero: o berço original do povoamento é a Praça Rodrigues dos Santos, considerada oficialmente o marco zero do município.

Relíquias da Catedral e passagem de naturalistas

Quem caminha pelo centro histórico encontra construções centenárias que guardam elementos trazidos por expedições científicas do século XIX:

  • Catedral Metropolitana de Santarém: a construção da nova catedral da Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição começou em 1761, data marcada para coincidir exatamente com o centenário de fundação da cidade.
  • Crucifixo de Von Martius: o renomado naturalista alemão Karl Friedrich Philipp von Martius passou pela cidade em 1819 durante uma expedição científica pela bacia amazônica e doou um crucifixo, que permanece exposto no altar da catedral.
  • Museu de arte sacra: logo ao lado do templo católico funciona um museu inaugurado em 22 de junho de 2003, reunindo um acervo de aproximadamente mil peças que recontam a trajetória religiosa e social da diocese.

Transformações urbanas do século XX

Prédios tradicionais da cidade também passaram por mudanças radicais de função ao longo das décadas. O edifício onde hoje funciona o tradicional Colégio Dom Amando foi erguido originalmente para fins de saúde: o espaço nasceu como Hospital São José em 1930 e só em 1942 foi reorganizado e fundado como instituição de ensino.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Onde começar um passeio a pé pelo centro histórico?

Um bom ponto de partida é a Praça Rodrigues dos Santos, considerada o berço e o marco zero da cidade. Perto dali fica a Catedral Metropolitana, iniciada em 1761, que exibe no altar um crucifixo doado pelo naturalista Von Martius em 1819 e abriga ao lado um museu com acervo de cerca de mil peças.

Dá para aproveitar praias de água doce durante a estadia?

Sim, o município fica no encontro do rio Tapajós com o Amazonas e conta com mais de 100 km de praias de água doce. Dá para conciliar os banhos de rio com visitas históricas na região, cuja ocupação por populações complexas data de pelo menos quatro mil anos segundo escavações arqueológicas.

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Fim do capítulo

O guia de Santarém tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.