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Curiosidades

Curiosidades sobre São Paulo

A capital reúne a maior comunidade de japoneses, italianos e libaneses fora de seus países de origem e conta com mais de 5 mil pizzarias. A história local registra episódios como a votação no rinoceronte Cacareco em 1959 e antigas touradas na Praça da República.

  • Revisado editorialmente
  • 4 min de leitura
Vista aérea da cidade de São Paulo com seus edifícios e arquitetura urbana
joelfotos · Pixabay Content License

O capítulo

Uma megalópole em números e nomes

A dimensão da capital paulista explica boa parte do seu funcionamento diário. Com pouco mais de 12 milhões de habitantes, a cidade é a mais populosa da América Latina e responde por quase 11% de todo o PIB do Brasil. Essa escala atrai quase 13 milhões de turistas por ano (em 2017, foram mais de 15 milhões de visitantes).

Para quem visita pela primeira vez, vale entender as denominações e identidades locais:

  • Paulistano vs. Paulista: quem nasce na capital é paulistano; quem nasce em outras cidades do estado é paulista.
  • Apelidos: além de Sampa e essepê, a cidade carrega os títulos de terra da garoa e selva de pedra.
  • Diversidade populacional: abriga a maior comunidade japonesa, libanesa e italiana fora dos seus países de origem. Além disso, é o quarto município com maior presença indígena no país, reunindo mais de 2 mil indígenas da etnia Guarani Mbya.
  • Infraestrutura cultural: o circuito conta com mais de 110 museus, 160 teatros, 39 centros culturais, mais de mil salas de cinema e 100 parques ambientais. Para absorver essa dinâmica com calma, o ideal é planejar uma estadia de uma semana inteira.

Episódios curiosos da história urbana

Ao caminhar pelas ruas centrais, muitos detalhes históricos passam despercebidos sem o contexto adequado:

  • O vereador rinoceronte: na eleição municipal de 1959, a população descontente votou em peso no rinoceronte Cacareco, do zoológico local, tornando-o o candidato mais votado para a câmara de vereadores.
  • Touradas no centro: há cerca de 100 anos, a atual Praça da República abrigava uma arena voltada para touradas.
  • Mudança na avenida principal: a Avenida Paulista já teve seu nome alterado temporariamente para Avenida Carlos de Campos depois de 1927.
  • Marcas de batalha: durante a Revolução Constitucionalista de 1932, soldados utilizaram os vitrais do Mercado Municipal de São Paulo como alvo de tiro.
  • Transporte de dois andares: em 1987, a cidade colocou ônibus vermelhos de dois andares para rodar nas linhas urbanas, modelo que acabou sendo descontinuado pouco tempo depois.
  • População subterrânea: estimativas do Centro de Controle de Zoonoses apontam que existem pelo menos 15 vezes mais ratos do que habitantes na cidade.

Hábitos e curiosidades gastronômicas

A rotina em torno da comida movimenta números expressivos e costumes antigos:

  • Pizzas: a cidade tem mais de 5 mil pizzarias e é a segunda maior consumidora de pizza do planeta, ficando atrás apenas de Nova York.
  • Feiras livres: existem mais de 800 feiras de rua em funcionamento semanal, uma tradição de comércio que ocorre na cidade desde o século XVII.
  • Sanduíche exagerado: no Mercadão (inaugurado em 1933 com projeto de Ramos de Azevedo), o clássico sanduíche de mortadela leva em torno de 300 gramas do embutido dentro de um pão francês.
  • Serviços inusitados: no bairro do Cambuci, funciona a The Dog Bakery, focada exclusivamente em petiscos para animais de estimação. Já para plantas, o Bonsai Kai opera como um hotel exclusivo para bonsais desde 1995.

Espaços para observar e visitar

Entre mirantes concorridos e patrimônios arquitetônicos, alguns pontos chamam atenção pelas regras ou particularidades de visitação:

  • Sampa Sky: mirante com deque de vidro instalado no 42º andar de um edifício no centro histórico. A estação de metrô mais próxima é a São Bento. Vale atentar à regra de permanência: o tempo liberado sobre a base de vidro é de apenas 1 minuto e meio por visitante.
  • Vila Penteado: reconhecido como o primeiro edifício em estilo art nouveau construído na cidade. A entrada no prédio é gratuita.
  • Instituto Artium de Cultura: centro cultural com acesso gratuito, exigindo apenas que a reserva do ingresso seja feita com antecedência pela internet.
  • Parada do Orgulho LGBT+: a cidade sedia a maior parada gay do mundo, realizada tradicionalmente no mês de junho.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Quanto tempo vale a pena reservar para conhecer a cidade?

Para absorver bem a essência cultural da capital, a recomendação é planejar uma estadia de uma semana inteira. Esse período permite aproveitar a ampla estrutura local, que conta com mais de 110 museus, 160 teatros e 100 parques ambientais.

Como funciona a visita ao Sampa Sky e como chegar até lá?

A atração fica no 42º andar no centro histórico, e o acesso mais prático por transporte público é pela estação de metrô São Bento. Ao planejar a visita, considere que a permanência na plataforma de vidro é controlada e dura 1 minuto e meio.

Dá para incluir pontos culturais e históricos no roteiro sem pagar ingresso?

Sim, a cidade oferece opções gratuitas como a Vila Penteado, reconhecida como o primeiro edifício art nouveau de São Paulo. Outra alternativa sem custo de entrada é o Instituto Artium de Cultura, que exige apenas a realização de uma reserva online prévia.

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Fim do capítulo

O guia de São Paulo tem o resto.

Quando ir, como chegar, onde dormir e o que fazer — na ordem em que a viagem acontece.