Localizado na porção central de Minas Gerais, a menos de cem quilômetros de Belo Horizonte e incrustado na Serra do Espinhaço, Santana do Riacho é o município que serve como principal porta de entrada para a Serra do Cipó e o vilarejo de Lapinha da Serra. A região se destaca como um divisor natural de águas entre as bacias dos rios São Francisco e Doce, marcada por relevos acidentados, campos rupestres e cursos d'água de volumes variados. A personalidade local é definida pelo ecoturismo rústico e pela vida ao ar livre: em vez de agitação urbana ou comércio sofisticado, o lugar atrai quem busca caminhar por terrenos pedregosos, pedalar em áreas preservadas, escalar paredões ou se refrescar em poços naturais de águas frias. É um destino voltado tanto para praticantes de trekking e montanhismo quanto para famílias e casais interessados no ritmo pacato do interior mineiro.
O deslocamento costuma ser feito por via rodoviária a partir da capital, e quem visita a cidade geralmente reserva pelo menos um dia inteiro ou aproveita estadias de fim de semana para conciliar percursos mais longos com paradas de descanso. A locomoção exige planejamento conforme o relevo: enquanto alguns pontos ficam próximos da rodovia, como a Cachoeira Véu da Noiva, vários passeios dependem de estradas de terra e deslocamentos a pé ou em bicicleta de montanha. O dia costuma começar cedo por atrações de acesso mais fácil, a exemplo da Cachoeira Grande, cuja trilha curta de um quilômetro a partir do estacionamento permite banhos rápidos de manhã antes de expedições que exigem mais horas de marcha.
No Parque Nacional da Serra do Cipó, os visitantes costumam se organizar a partir da portaria Areias para percorrer trilhas sem guia obrigatório, seguindo a pé ou de bicicleta até a queda da Cachoeira da Farofa ou enfrentando a distância maior até os paredões do Cânion das Bandeirinhas. Já os viajantes focados em altitudes elevadas tomam o rumo da Lagoa da Lapinha para encarar subidas íngremes em direção ao Pico da Lapinha ou ao Pico do Breu. O roteiro diário encerra-se com o retorno aos povoados para o jantar em restaurantes de comida regional, aproveitando as noites frescas de montanha para recarregar as energias.