Lagoa Arua
Localizada na Reserva Sapiranga a 10 km da vila, a Lagoa Aruá tem águas doces calmas onde equipamentos a motor são proibidos. A área reúne trilhas na mata, opções de remo como caiaque e canoa havaiana, além de restaurante à beira da água.
Bahia, Brasil
Localizada em Mata de São João, na Bahia, a Praia do Forte é conhecida por suas piscinas naturais, pelo Projeto Tamar e pelo Castelo Garcia D'Ávila.
Distrito do município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia, a Praia do Forte consolidou sua identidade ao combinar o ritmo de uma antiga vila de pescadores com uma estrutura voltada à preservação ambiental e ao patrimônio histórico. Situada a cerca de 60 quilômetros do Aeroporto Internacional de Salvador, a localidade se diferencia de outros trechos da costa baiana por manter sua avenida principal fechada para veículos motorizados, preservando ruas de pedra exclusivas para pedestres, e por integrar a conservação marinha ao cotidiano da vila. O destino atende com frequência famílias com crianças, casais e viajantes que buscam infraestrutura completa de serviços ao lado de praias calmas protegidas por recifes e áreas de vegetação nativa.
A dinâmica de viagem costuma durar de quatro a cinco dias, intervalo suficiente para alternar o descanso à beira-mar com atividades nos arredores. Dentro da vila, a locomoção é feita totalmente a pé entre as pousadas, o comércio e a histórica Igreja de São Francisco de Assis, localizada junto à Praia do Porto. O planejamento dos dias é pautado pela tábua de marés, que define as melhores horas para banho e mergulho livre nas bancadas de coral. Para alcançar as atrações fora do núcleo urbano, os visitantes utilizam veículos próprios, transfers ou passeios guiados de quadriciclo e buggy em direção às áreas florestais.
O roteiro pelo destino se divide entre a faixa de areia e os pontos ecológicos e históricos da região. Na maré baixa, a Praia do Lord e a Praia do Papa Gente concentram as atenções com suas piscinas naturais rasas e fendas de recifes propícias para observação de peixes com snorkel. A curta distância da praia, a sede do Projeto Tamar apresenta os tanques de pesquisa marinha, dividindo o calendário ecológico com as saídas para observação de baleias-jubarte no mar aberto. Para além da costa, os passeios levam às ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, edificação do século XVI tombada pelo patrimônio histórico, e aos limites da Reserva Sapiranga, onde as trilhas de Mata Atlântica dão acesso a banhos no Rio Pojuca e a remadas nas águas calmas da Lagoa Timeantube.
A Praia do Forte reúne projetos de conservação como o Tamar e o Espaço Baleia Jubarte, além do Castelo Garcia D’Ávila do século XVI. A vila concentra passeios de quadriciclo na Reserva de Sapiranga e ruas exclusivas para pedestres com comércio e restaurantes.
A orla de Praia do Forte varia entre mar aberto e piscinas naturais formadas em recifes na maré baixa. A Praia do Lorde conta com águas calmas e rasas perto da sede do Tamar, enquanto o trecho de Papa-Gente tem poços com até 7 metros de profundidade.
A culinária típica da Bahia marca a gastronomia de Praia do Forte com seus pratos regionais. Para equilibrar os custos diários com alimentação, vale recorrer a locais com atendimento contínuo e delivery, como o Bela Nordestina, aberto das 11h30min às 23h.
A hospedagem na Praia do Forte se divide entre pousadas na vila, que permitem circular a pé pela Alameda do Sol e praias próximas, e grandes resorts no litoral sul. O local oferece ainda hostels e apartamentos de temporada, com diárias a partir de R$ 179.
De dezembro a abril, a vila concentra sol constante, pouca chuva e diárias mais elevadas. Entre maio e junho, as tarifas caem e o mar fica mais agitado com o aumento das chuvas. Já o período de julho a outubro reúne passeios para avistar as baleias-jubarte.
O tempo recomendado para a Praia do Forte é de quatro a cinco dias. Esse período permite explorar os 14 km de orla e acompanhar eventos sazonais, como a passagem de baleias e a desova de tartarugas. O local fica a 60 km do Aeroporto de Salvador.
As diárias em pousadas simples começam em R$ 300, com alta de preços entre dezembro e fevereiro. Refeições em restaurantes sofisticados custam entre R$ 120 e R$ 200 por pessoa. Já os passeios variam de R$ 35 no Projeto Tamar a R$ 350 na observação de baleias.
O trajeto a partir do Aeroporto de Salvador dura cerca de 1h30 pela BA-099, feito por transfer ou veículo alugado. A temperatura da água varia entre 26 °C e 29 °C no ano todo, com a primavera sendo menos chuvosa e maio o mês com mais chuvas.
Antes da chegada dos portugueses, as terras eram ocupadas pelos povos indígenas Tupinambás, que também habitavam a vizinha Guarajuba. A colonização europeia começou em 1551 com Garcia D'Ávila. Nesse mesmo ano, foi erguido o Forte de São Francisco Xavier com o objetivo de proteger o litoral baiano de invasões de piratas e corsários.
A herança dessa época deixou uma das maiores marcas históricas do país: o Castelo Garcia D'Ávila, situado nos arredores da vila, considerado a única construção em estilo medieval na América Latina tombada pelo Iphan.
Durante séculos o vilarejo funcionou apenas como uma comunidade tradicional de pescadores. A virada aconteceu na década de 1980, quando a busca pelas piscinas naturais impulsionou o turismo. No mesmo ano de 1980, foi fundado o Projeto Tamar, voltado à preservação das tartarugas marinhas, cujos centros de visitantes reúnem hoje 600 mil litros de água salgada em tanques e aquários de pesquisa.
A cultura do vilarejo vai além dos passeios de praia e mantém tradições preservadas pela comunidade local:
A alta temporada de viajantes vai de outubro a março, período mais movimentado na vila. Em compensação, os meses mais secos do ano acontecem no intervalo de abril a outubro. Para eventos e viagens corporativas, o Centro de Convenções de Praia do Forte abriga até 600 pessoas no salão principal.
Todos os assuntos deste destino, reunidos.
Procedência
Revisado em 16 de agosto de 2026. Cada informação desta página tem origem declarada e data.